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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Melhor e Pior 2012: votação

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Finalmente, cá estão os finalistas do Melhor e Pior de 2012 do dasBancas. Ficamos muito orgulhosos com as indicações de vocês, leitores, que elegeram um desses três finalistas de cada uma das categorias abaixo. Agora é só votar para escolhermos a melhor das três. Lembrando que, assim como no ano passado (e no outro, no outro…), as capas vencedoras depois concorrerão entre si para elegermos a grande capa de 2012. A votação das capas ficará aberta até o dia 18/12, terça-feira. No dia 18 mesmo divulgaremos as vencedoras e abriremos nova enquete para o embate final. No dia 21/12, sexta-feira, saberemos então quem levou a melhor.
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STATUS
A supermodel Raquel Zimmermann, nuíssima e alvíssima, na segunda capa do ano da Status parecia uma miragem entre tantas subcelebridades nas capas concorrentes. Sorte nossa, não era.
TRIP
Quem disse que capa boa precisa de fotão com famosas? Apelando apenas para a tipografia e uma sacada inteligentíssima, a Trip botou o pau na mesa e te deu uma régua de presente para provar que é a maior.
VIP
Sem perder o timing – e o calor –, a VIP colocou Mariana Rios, a Drika de Salve Jorge, na última capa do ano. Ver Mariana com tantas cores e apelo é sensacional.


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BOA FORMA
A primeira capa do novo projeto gráfico da Boa Forma traz para as bancas não só os pernões e o sorrisão de Giovanna Antonelli, mas também um frescor para as revistas do segmento. Pura ousadia.
LOLA
Lola já tem cadeira cativa no melhor do dasBancas. O difícil é entrar num consenso e escolher a melhor entre tantas boas opções. Em 2012, a beleza clássica de Letícia Sabatella disparou na frente. Lindíssima! 
TPM
Quem disse que mulher não gosta de sexo? Pois é, a TPM fez questão de colocar os pontos nos is e começou pela capa. Claro, de maneira bem sutil, como as mulheres gostam.


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BAZAAR
É Gisele, é Terry, é aniversário, é produção exclusivíssima. Entre tantas capas incríveis da Bazaar Brasil em 2012, só mesmo Gisele e seu sorriso contagiante para dissipar qualquer possível empate.
ELLE
Thairine e sua belíssima capa de dezembro rendeu a ELLE uma vaga entre as melhores do ano. Modelo brasileira, design apurado e produção de moda luxuosa como pede a ocasião.
FFWMAG!
Falar de moda brasileira e não falar de Costanza Pascolato é uma heresia. Vamos combinar, como é lindo vê-la toda produzida ao lado de Carol Trentini e Mari Weickert.


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G
Pela primeira vez na história, a G tinha duas boas opções de capas para entrar nesta modesta eleição. O BFF de nove entre cada dez tops, Matheus Mazzafera, é o protagonista da grande eleita. Uma capa ousada, moderna, quente. Pena que a G sustentou por tão pouco tempo essa boa fase.
H MAGAZINE
O grande destaque da capa #1 da H Magazine é o hot guy Fabrício Ternes. A primeira impressão não poderia ser melhor.
JUNIOR
Colírio da Capricho em capa de revista gay? Uai, por que não? Sem o menor esforço, o garoto colocou todos os saradíssimos modelos de capa da Junior no chinelo.


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BRAVO!
Design com D maiúsculo, com cores muito bem-escolhidas e uma linguagem incomum para as capas de revistas brasileiras. Bravo! Bravíssimo!
SERAFINA
A Serafina, grande vencedora de 2010, que esteve ausente no ano passado, volta ao pódio do dasBancas com esta capa cheia de rock’n’roll e poesia.
SUPERINTERESSANTE
A Superinteressante faz sua estreia no Melhor e Pior do dasBancas com esta capa supercriativa e instigante que, com um corte especial, revelava logo na capa alguns dos 25 segredos que estavam escondendo da gente.


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CONTIGO!
As capas das semanais de celebridades estão todas tão iguais, repetindo velhas fórmulas e sempre tão monotemáticas que quando aparece uma mais fora da caixinha como esta de aniversário da Contigo!, com Ivete num momento de intimidade com seu marido, a gente já quer logo por no melhor do dB.
ÉPOCA
Devido à correria, capas póstumas costumam não ser tão legais assim como esta da Época. A revista acertou não só no retrato (até aqui, Christian Gaul?), mas também nas sutis intervenções gráficas que não pouparam nem a marca. Uma bela homenagem a quem prezava tanto pela forma como Oscar Niemeyer.
ISTOÉ
O forte da capa é a foto e o carisma do Obama. A IstoÉ soube fazer um enquadramento bacana, mais fechado, e arrematou com uma chamada principal curtinha e espirituosa. Sim, o Obama pode!


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GQ
Não dá para levar a sério uma capa totalmente photoshopada, poluída, malproduzida e cheia de problemas como esta de primeiro aniversário da GQ. Com tantos personagens interessantes em 2012, lamentável que a GQ não tenha feito uma capa suficientemente boa – e uma suficientemente ruim – para figurar no melhor do dB.
PLAYBOY
Que susto esta capa da Playboy com o “furacão” Denise Rocha. A mulher tá com uma puta cara de ninfomaníaca que acabara de fugir do pinel. Mulher feia, produção de quinta e momento nada inspirado do J.R. Duran.
VIP
Nem parece VIP. Nem parece que tem produtora de moda na VIP. Nem parece aquela VIP que dava mulheres incríveis em ensaios bacanas. Definitivamente, a concorrência não fez bem para a revista. Tirando Mariana Rios, Leandra Leal e Juliana Paes (numa capa fraca, vale lembrar), a revista teve de se contentar com pouco em 2012. Bem pouco.


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CLAUDIA
A Claudia tinha tantas ótimas opções... para a pior capa do ano! Foi difícil escolher uma, mas essa da Fátima Bernardes é um desencontro total. A luz é ruim, o cabelo tá péssimo, essa mãozinha no cabelo é cafona, o corte na foto é esquisto...
REVISTA A
Ana Maria Braga de cosplay do Pequeno Príncipe na capa da Revista A foi o ápice da falta de senso de ridículo das bancas em 2012.
UMA
Toda vez que vejo esta capa da UMA me questiono como deixaram essa coisa sair da redação. Como?! Juro: se autor dessa preciosidade eu fosse, assumir isto em público jamais eu faria.


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BAZAAR
Aline Weber é incrível, a Harper’s Bazaar é incrível, mas a junção das duas não deu liga. A capa é sem graça, com Aline num clique extremamente infeliz e chamadas de leitura confusa.
L’OFFICIEL
Podia colocar duas ou três capas da L’Officiel como pior do ano? Poder até podia, mas em 2012 achamos mais interessante não repetirmos uma publicação numa mesma categoria. Na dúvida entre a capa #1 e a #2 da L’Officiel, optamos pela da estreia que causou frustração maior.
VOGUE
Esta capa da Vogue de aniversário com a decadente Sharon Stone exemplifica bem algo que virou modinha entre as revistas de moda nacionais. Pra que capar uma estrangeira que não tem nada a acrescentar se temos tanta gente bacana por aqui? A capa é feia, a Sharon Stone está totalmente retocada. Só rendeu um namorado bonitão pra tia.


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G
Já que rolou jabá, bem que a G poderia ter investido mais na capinha, né? E alguém consegue explicar essa Gaga tupiniquim no meio desses três camarões?
H MAGAZINE
Capa mais errada esta 3ª da H Magazine. Produção tosca, modelo pouco atraente em foto que não ajuda e aquela falta de apuro visual que ainda vem acompanhando a revista.
JUNIOR
Este beijo técnico – o pior beijo gay das bancas brasileiras, diga-se – acabou colocando a Junior como finalista da Pior Capa Gay de 2012. Tudo nessa capa é tão artificial, tão forçado que qualquer intenção sincera acabou morrendo na praia.


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BILLBOARD
Os leitores do dasBancas não se esqueceram da Billboard nas indicações do pior das bancas de 2012. A capa, que gerou buzz nas redes sociais, de tão surreal parecia fake. Piada, né?
RG
Preta Gil é aquela personagem cheia de vida que a gente adora ver nas bancas. Porém, nesta capa da RG, tudo nela soa esquisito. O cabelo (peruca?) tá feio, a roupa não valoriza e a expressão é sisuda demais para alguém tão irreverente.
ROLLING STONE
A Rolling Stone Brasil fica tanto tempo sem produzir conteúdo pras suas capas que quando produz faz isso daí que vocês viram em novembro com a Claudia Raia fantasiada (o beijo do vampiro?) sabe lá Deus de quê. Pratica mais, Rolling Stone.

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ÉPOCA
A primeira polêmica editorial do ano foi protagonizada por esta capa da Época com o (capável?) Michel Teló. Nem é das mais feias que vimos por aí (aqui!), mas a inspiração numa capa da Esquire a deixou com cara de prima pobre, sabe? Não pegou.
ISTOÉ
A revista vai falar de beleza e faz uma capinha horrorosa dessas. Cadê coerência? Pílulas da beleza nela!
VEJA
O assunto já era tão macabro que a Veja não precisava mesmo apelar pro tratamento digital pesado para deixar tudo ainda mais indigesto. Jornalismo verdade, cadê?


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As bancas brasileiras adoram uma periguete das oito. Isis Valverde, deliciosa no papel de Suelen, fez muitas capas. Faltava uma masculina, acompanhada de um merecido título de “A mulher do ano”, para torná-la uma das personagens do ano do dB. Ainda bem que existe a GQ.
Reynaldo Gianecchini seu sobrenome é superação. O Brasil inteiro acompanhou as capas do ator durante e póscâncer. E torceu para que ele ficasse bom logo. Tivemos Giane careca, grisalho, encaracolado, alisado. Sempre confiante, sorridente, lindo. E inspirador.
Thairine Garcia é a grande revelação da moda brasileira. Camaleônica como poucas modelos, a garota de apenas 14 anos (!) vem alçando voos cada vez mais altos. Em 2012, foram incontáveis capas (duas da Bazaar Brasil, Elle Brasil, Vogue Itália...), dezenas de editoriais de moda e campanhas para inúmeras marcas. Precoce a menina.



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Gaul, Gaul, Gaul, Gaul, Gaul! Só deu Christian Gaul em 2012. Sem dúvida alguma, o fotógrafo que mais colheu elogios do blog em 2012. Fez Trip, TPM, RG, Lola, Alfa... e até Época. O cara ralou e encheu o cofrinho.
Jairo é um dos queridinhos das celebridades nacionais e está em tudo quanto é revista que você imaginar: editoriais, capas, retratos ou, ainda, grandes anúncios. Para comemorar seus mais de 20 anos de carreira, o cara ainda lançou o belíssimo Público, um livro com mais de 140 imagens históricas de grandes nomes brasileiros. 
Jorge Bispo, retratista de mão cheia, sempre emplacava capas nos melhores do ano e sempre ficava ali entre um dos cinco mais lembrados pelo dasBancas para esta concorrida categoria, mas só agora o dono do apê 302 está entre os três melhores fotógrafo do ano. Merecido.



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Olha ela aqui de novo! Thairine esteve em editoriais de praticamente todas as revistas de moda nacionais, mas foi um da feminina Marie Claire com a modelo queridinha da Bazaar Brasil que conquistou o dB. Como é linda essa Thairine.
Num ano miadíssimo da Playboy, Nathália Rodrigues, fotografada pelo mestre Bob Wolfenson, foi um bálsamo para os apaixonados pela revista do coelho. O ensaio é daqueles que a gente adora ver e rever: cheio de drama, figuração e sofisticação. Ah, claro, e uma mulher impecável como estrela principal.
Marlon Teixeira é figurinha fácil nos editoriais mais quentes das revistas internacionais e vê-lo numa revista brasileira, sem medo de se mostrar para o fino olhar de Christian Gaul é um privilégio. Ah, para os mais apaixonados pelo moço, ainda rolou vídeo com direito a detalhes íntimos.



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REVISTA A – A KIBADA DA ANA MARIA
Não basta kibar a “O, The Oprah Magazine”, a revista da apresentadora Oprah Winfrey. Tem de kibar, bancar a palhaça e se banhar de photoshop, não é, Ana Maria Braga?
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ROLLING STONE – OI? OI? OI?
Sabemos que faz parte das regras do jogo a Rolling Stone daqui importar matérias da Rolling Stone de lá. O que me incomoda profundamente não é isso e sim a sensação de que a cultura nacional é preterida, que matérias quentes daqui dão lugar a material de gaveta de lá. Como Avenida Brasil, o 2º programa de TV mais buscado no Google em 2012, não levou uma capa da RS? Cadê Carminha?
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VEJA – CABRAS E ESPINAFRES
Impossível fechar 2012 sem esse mico editorial. A revista Veja e seu artigo preconceituoso e irresponsável “Parada gay, cabra e espinafre”, assinado por Roberto Guzzo, merece mais essa espinafrada do dasBancas.


P.S.1: Para ver as melhores capas grandes, clique aqui; as piores, clique aqui.
P.S.2: Ajude a divulgar a eleição clicando no botão “Compartilhar no Facebook” aqui de baixo. Obrigado!

domingo, 28 de outubro de 2012

Fresh!

Como as capas da Nova têm uma limitação natural, o que a gente acaba esperando todo mês é que a mulher de nova da vez esteja, no mínimo, poderosa. E é assim que Mariana Rios aparece em sua primeira capa da revista. Corpão à mostra, cabelo e make sem exageros e fugurino bem verão. Linda! Outro acerto é a clássica combinação do verde limão com o roxo. 

foto (2)

Adorando essas novas mulheres de Nova

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Desce duas!

Depois de catar alguns trocados dos leitores mais idiotas fanáticos que pagaram para ver, antes de todo mundo, a capa pelo celular, finalmente a Playboy liberou as tchecas pra galera. Sem grande comoção no twitter e afins, diga-se. Não tenho muito que elogiar ou, ainda bem, criticar, pois temos em julho uma capa nem fria nem quente, nem ruim nem boa. Correta, bem-diagramada e ponto. Mas vamos lá!
O ponto alto do mês são as tchecas em si que chegarão às bancas antes de a cerveja esquentar, digo, a polêmica esfriar. Vai vender bem, ninguém duvida.
O fraco: achei um pouco “americanizada”, sei lá, tenho de leve a sensação de estar vendo a capa de uma Playboy estrangeira qualquer e não a nossa. Sim, em partes pelas nacionalidades (eslovaca e inglesa) das moças. E mesmo elas estando agarradinhas – tipo Fani e Natália, só que sem transmitir metade daquele ziriguidum –, a pegada da capa poderia ser mais sacaninha, pois envolve Pânico e a tal pegadinha.
CAPAJULHO
Nem quadrado nem redondo, mas desceu

quarta-feira, 15 de junho de 2011

I (L) INK

Os leitores aqui do blog que me acompanham no twitter (me segue aí! @thiMnz) sabem o quanto eu adoro uma tinta na pele. Tanto para olhar, quanto para ter. Por isso, acho a chegada da INKED uma das coisas mais legais que aconteceu no mercado editorial brasileiro nos últimos tempos. 

E, o medo que eu tinha dela virar uma revista de gueto, a cada edição, está mais distante. A INKED vem mostrando consistencia e qualidade. MUITA qualidade. Em seu portifólio, só retiraria a capa da Mayana Moura, de resto, tudo é lindo. Inclusive esta prévia do recheio deste mês que recebemos.

A começar pela delicada e feminina Fernanda Young, em fotos do queridinho Jairo Goldflus. Simples,  sofisticadas e provocativas na medida certa. Desta maneira, o fundo branco não me incomoda. Inclusive, me transmite maturidade e segurança. Afinal, não é qualquer personagem que segura uma foto só no leque e no carão, né?

Kitana, wins!

Para enriquecer ainda mais a edição, o editorial de moda do mês é estrelado pelo casal Mateus Verdelho e Dani Bolina. Apesar de achar Dani bem inadequada para a produção, as fotos me surpreenderam e deixaram com vontade de ver mais. Muito mais.



 ah este casal...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Mocinha

Fernanda Young toda feminina na capa da próxima Inked. Linda!

01.inddVocês leram Mateus Verdelho por aí?

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Com a palavra: Jairo Goldflus!


Jornalista, 42 anos, 24 atrás das câmeras. Jairo Goldflus já fotografou para as principais revistas do Brasil, seu nome não é recorrente apenas nos créditos de títulos das editoras Abril e Globo, mas também de alguns títulos internacionais. Além dos editorias, ele também é o autor das imagens que compõe o anúncio de grandes marcas brasileiras, como Itaú, Bradesco, Vivo, Motorola, Procter, Unilever, Rosset, Samsung, Rosa Chá, Amsterdam Sauer, Nokia, Melissa, Azaléia, Brastemp, Vivara, entre outras.


Numa conversa por e-mail, Jairo falou um pouco de tudo sobre seu trabalho, bastidores de revistas e algumas impressões sobre o mercado editorial e fotográfico. Particularmente, estou extremamente feliz por esse contato com o Jairo e muito grato por toda atenção. Se lá no meu primeiro post eu disse que ele era meu fotógrafo brasileiro preferido, agora só posso ratificar a informação. Jairo é FODA e extremamente acessível. Sem estrelismo ou afetações.

Melhor que eu falar é vocês lerem o que ele tem a dizer. E, claro, para quem não conhece seu trabalho, o próprio Jairo selecionou algumas imagens para mostrar aqui.


Lembro que você fotografava a coluna da Quem em que celebridades eram transformadas em personagens. Era uma parceria sua com o Duda Molinos. Hoje, você assina uma coluna na revista Contigo!, transitar por essas revistas é uma mera coincidência ou você gosta do clima mais descompromissado destes títulos?

Sinceramente, não dou muita importância para quem estou fotografando, o mais importante é a foto em si. As revistas chamadas semanais, por mais incrível que possa parecer, te dão liberdade total na produção. Isso faz com que o trabalho fique mais autoral e menos referenciado. O grande problema do mercado editorial brasileiro é a falta de identidade própria, até as chamadas “modernas” têm um formato com referência fotográfica formatada e seguindo tendências acabam por sugerir cópias descaradas. Isso dificilmente dá orgulho de fazer, mas também faz quem quer.


Normalmente, seu nome é associado a revistas femininas. Você prefere trabalhar para mulheres? Ou é uma questão de oportunidades?

Sempre curti ter a beleza feminina como objeto a ser fotografado, mas acho que foi o acaso que me levou para as femininas, caí nas revistas meio sem querer. Gostava de fotografar mulher, seja nua ou vestida. A Regina Guerreio achou que eu cabia na proposta de moda daquela época e me adotou. Achava divertido o ambiente e não era ruim ficar perto daquele monte de mulher sendo o maestro da brincadeira. Gostei e fiquei, foi natural sem grandes planos.


Você mesmo se define como um fotógrafo de beleza. Apesar disso, o que mais vemos de sua produção são os retratos, seja para revistas, materiais de divulgação de artistas. Trabalhar apenas com a luz e um personagem é mais difícil que fazer grandes produções, com megacenários e locações incríveis?

Acho uma evolução natural ir para os retratos, pelo menos para mim. Comecei trabalhando com beleza e moda, as coisas ficam muito pequenas e repetitivas se você trabalha com muitas referências, além de datar muito uma imagem. Hoje o que mais me dá prazer é ver uma foto que eu fiz há dez anos que continua sendo uma imagem bacana. Trabalhar com direção e “acting” transformam a imagem mais essencial, mais profunda. As megaproduções te dão um certo apoio para desviar deste tipo de trabalho. Hoje prefiro a coisa mais eterna da fotografia... o olhar... a imagem em si. O conceito de tempo na fotografia deixou de me interessar seja ele em elementos de cena ou figurinos.


No processo de "construção" de um ensaio para revistas como a Estilo, até que ponto você participa? Conceito, direção de arte, estilo, maquiagem...

Em tudo. Na real te chamam pois acham que aquele ensaio, aquela pessoa tem a ver com a sua linguagem e com isso o trabalho fica meio que sugerido pelo fotógrafo, tanto pra com os profissionais que irão participar, como que será a imagem de um modo geral.


Todo fotógrafo tem seus preferidos, conta pra gente: quem você ADORA fotografar?

Minha filha... Disparado!!!


Você tem uma equipe fixa na produção de seus trabalhos? O que é necessário para entrar nessa sua equipe – dá a dica para quem lê o dasBancas e está louco por uma vaga como assistente de um megaprofissional...

Gosto de trabalhar sempre com as mesmas pessoas por uma questão de afinidade e entendimento. Depois que você encontra pessoas com quem se entende, se acomoda em não perder tempo, ser mais objetivo e a pessoa com um olhar já entende o que você quer, conhece a sua luz, seu timing fica tudo mais equalizado. Na minha história profissional, eu não fui assistente e, para ser muito sincero, não vejo esta necessidade como um fator imperativo. Cria-se mitos que para ser um bom fotógrafo precisa ser assistente, não vou entrar nesta questão, mas eu não concordo, muito pelo contrário. Estar virgem dos vícios do mercado pode ser um fator de extremo valor depois de um tempo.


A primeira foto publicada em revista, você lembra qual foi?
Acho que foi na revista do meu clube, faz tempo... Eu tinha uns 16 anos.


Sua foto preferida, ao menos dessa semana...
Um ensaio que fiz com o ator Marcos Caruso há duas semanas.


Suas revistas favoritas – Brasil ou mundo, vale tudo!

Leio e vejo de tudo sem nenhum preconceito, mas particularmente estou fascinado por imagens de revistas da década de 60.


Um trabalho que você se orgulha de ter feito.

Algum que depois de anos possa ser lembrado. Existe o fator emocional na fotografia, ter sido pai mudou muito meu jeito de ver as coisas e isto reflete no meu trabalho naturalmente. Me orgulho muito de um ensaio que fiz da Gabriela (minha esposa) grávida.


Um trabalho que prefere não lembrar.

São alguns... mas já esqueci. Fotografar gente tem aspectos singulares. Às vezes uma foto simples se torna difícil porque o fotografado não é fácil. Existem imagens maravilhosas que não foi bacana a execução. É natural você se influenciar pela lembrança da execução no momento em que revê aquela imagem. As pessoas não sentem isso, óbvio, mas para mim esta lá. Uma foto me faz lembrar de toda a situação fotográfica. Por isso, às vezes, fica difícil editar um trabalho como um livro, a confusão esta aí: A foto é boa para mim ou para quem vê?


Cinema, revistas, campanhas internacionais, tudo é referência para um bom fotógrafo. No dia a dia o que você mais aplica na construção de seus ensaios?

Sempre em cinema, procuro imaginar cenas e não a imagem estática... o resultado na maioria das vezes te surpreende, pois fica mais solto. Hoje tento pensar na história, mesmo que o aproveitado seja somente um frame.


Todo fotógrafo tem um estilo que lhe agrada mais. O Bob Wolfenson tem a pegada voyer, exagerada, o Miro sempre trabalhou com cenários complexos e eloquentes. No que vejo de seu trabalho, o mais marcante é o vazio e a luz. Sempre trabalhando com luz artificial, suas imagens parecem fazer parte de um universo fantástico, onde o personagem é envolto por uma aura e o vazio também diz muito. Essa observação procede?! Ou como você classifica seu estilo?

Procede muito. O vazio pra mim é essencial, é a câmera e o sujeito. Nunca pensei em classificar meu estilo mesmo porque acho prepotente falar em estilo com 42 anos e tendo muito a fazer e a aprender, mas concordo com sua observação.


Ainda falando de estilos, você tenta "seguir" o estilo de outros fotógrafos em momentos de descontração? Por exemplo, fazer uma foto meio Terry Richardson, ou Annie Leibovitz, ou qualquer outro que você queria citar e mostrar...

Acho que inconscientemente você tem imagens emblemáticas de fotógrafos que você admira que aparecem no seu trabalho. Mesmo sem querer elas tão lá. Às vezes sinto O Irving Penn, o Avedon sussurrando no meu ouvido...


Se pudesse escolher alguém para fotografar, quem seria? E como seria esse ensaio?

Olha, seria o Marlon Brando, óbvio que de todas as formas não conseguiria, mas montaria a luz no estúdio, pegaria o propulsor, sentaria ele em um banco simples e ficaria ouvindo suas histórias e fotografando em momentos relaxados. Talvez as fotos não fossem as mais incríveis, mas eu daria muita risada e com certeza em função da forma como foi feito seria o melhor, independente do resultado...


Principais nomes da fotografia brasileira e mundial, na sua opinião.

Dentro do meu universo da fotografia citaria: Man Ray, Steinglitz, William Klein, David Bailey, Helmut Newton, Avedon, Irving Penn, Annie Leibovitz, Nick Knight, Craig McDean, Luis Sanchis e Javier Vallhonrat... mas na real são tantos...


Alguma foto ou ensaio que gostaria de ter feito?

Naturalmente tenho “inveja branca” de algumas imagens, principalmente as da Annie Leibovitz, mas consigo administrar bem isso. Sem ficar deprimido... Rs


Muitos fotógrafos que trabalham com retratos costumam dizer que procuram a essência do personagem na hora da foto, o brilho no olhar... e você, o que procura em uma foto?

Eternidade e força, seja do olhar ou da atitude.


Fotografar ensaios sensuais é mais complicado que fotografar moda?

Não acho. Depende de quando, com quem e onde.


Você já fez passagens pela VIP e Playboy, mas anda bem sumido do universo masculino. Pretende voltar ou é mais feliz fazendo fotos para mulheres?

Uma vez li uma frase do fotografo alemão Juergen Teller: “Não sou fotógrafo de moda, a moda passa por um momento que é interessante me usar como linguagem”. Penso assim... Não tenho especificação como fotógrafo, o dia que for interessante para eles e para mim, vai rolar. Adoro fazer nus e ensaios sensuais, mas no momento estou fazendo uma coisa mais autoral, para mim. Sem a finalidade de publicar em veículos. Somente no meu livro que deve sair em 2010, espero.


Para finalizar, vamos falar do final de seu trabalho:

A qualidade do produto final (revista) é uma grande preocupação para você? Deixa eu ser mais claro na pergunta: as revistas brasileiras, em sua maioria, têm péssima qualidade de impressão, papel ruim, além de contarem com um acabamento gráfico próximo do tosco, com páginas manchadas, rasgadas, baixa lineatura na impressão, papel de gramatura baixíssima, além de alta porosidade, dentre outros problemas. Como isso te afeta? Já que seu trabalho é diretamente prejudicado por isso...

Parei de ver o produto final. Depois que entrego a foto para a redação... a perco de vista. Rs... Cansei de acreditar que a coisa iria mudar. O resultado impresso sempre é muito pior do que eu esperava. Não sofro mais por isso.

Mais uma vez, obrigadíssimo ao Jairo pela disposição e a vocês que nos leem e nos ajudam a conseguir chegar perto dessas pessoas que admiramos e não tínhamos nem ideia que poderíamos trocar algumas palavras.



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