terça-feira, 23 de março de 2010

Ringue de inverno

A modinha da hora

Março é um mês de apontar apostas e e apurar tendências para o inverno nas revistas de moda. O que se viu nas publicações brasileiras foi o de sempre, uma profusão de editoriais com o melhor do que foi visto no Fashion Rio e SPFW pelos editores de cada publicação. A fórmula é bem simples: um casting com muitas modelos, fotos em estúdio vazio, looks idênticos (ou quase) aos da passarela e uma foto pra cada tendência. Sendo assim, os ensaios ficam muito próximos uns dos outros e não apresentam personalidade. Muitas modelos, produções e até mesmo poses se repetem em diversos momentos. Até pensei em postar as fotos misturadas e sugerir que vocês indicassem de qual revista se trataria cada uma delas, mas existem detalhes que precisam ser considerados.

A VOGUE foi bem simplista em suas apostas de inverno 2010. Com fotos de Jacques Dequeker, com três modelos em cena e sem pensar muito na beleza (cabelo e maquiagem) dos looks. Sem muitos recursos fotográficos, sem páginas duplas e com apenas dez fotos, a revista fez o básico. Do básico.

Os breves

Quem foi mais longe dessa vez foi a CRIATIVA, que trouxe 20 apostas (em 20 páginas), mais de dez modelos em cena e a proposta de um ensaio meio leve ou desprentensioso, com a cara jovem que a revista tem. As fotos são de Gui Paganini.

Os frescos

Mas quem fez o melhor dever de casa foi a ELLE. Em 36 páginas e com fotos de Fábio Bartelt a revista publicou o que de melhor viu nas semanas de moda do país. Cada foto possui a sua história e o ensaio trouxe, em meio a fotos coletivas, p&b, páginas duplas, closes e recortes, muita expressividade para as suas apostas da vez.

Os generosos

Claro que tem que se levar em conta que a Criativa é uma revista de comportamento e não de moda como as outras duas. E também que a Vogue produziu outros dois editoriais genuinamente brasileiros: um sobre militarismo de André Passos com Alicia Kuczman e outro horroroso sobre formas, de Bob Wolfenson com Barbara Berger em cenário mezzo Mondrian.

Curiosidade: a modelo Katia Selinger é a única que aparece em todos os três editoriais.

domingo, 21 de março de 2010

Polêmica e mais polêmica

Carine Roifeld, da Vogue Paris, é tida como uma das mulheres mais poderosas do mundo da moda, mais poderosa que Anna Wintour nesses tempos estranhos da Vogue América.

Além de poderosa, Carine é naturalmente polêmica. Toma partidos de causas controversas, como o uso de peles, fazendo editoriais como o de Raquel Zimmerman nua entre várias casacos. A nova polêmica abraçada por ela é o do físico das modelos.

Enquanto as principais revistas, editoras, estilistas e especialistas de moda do mundo começam a apontar um novo padrão, mais sexy, saudável e curvilíneo para as modelos, Carine coloca nas páginas da Vogue Paris de Março a modelo Iselin Steiro.


Iselim é uma menina magra, extremamente magra, seca mesmo, e ainda assim bonita. Mas nas fotos desta Vogue encarna um tipo abatido, meio doente, sujo, que lembra muito as Heroin Girls que dominaram os anúncios da década de 90 até a chegada de Gisele e sua opulência.


As fotos de David Sims são fortes, quase angustiantes. A interpretação da modelo superincrível, mas não consigo achar o trabalho bom. Não consigo gostar do que vejo...

Acho feio e ultrapassado glamourizar a magreza e a sujeira. Acho completamente desnecessário, num mundo onde meninas sofrem com problemas alimentares e com o exagero nas drogras, mostrar um mulher que mais parece o Keith Richards.

Desculpem-me Carine e modernetes, mas desta vez fico do lado de Marc Jacobs e Dior que apostam na mulher bonita e com volumes, além da aparência saudável.

Mais humor, Brasil

De acessório novo, Tina?

Tina Fey é a nova "namoradinha da América" do mercado editorial, com direito à capa de Vogue US, Vanity Fair, Rolling Stone... e, agora, Esquire!

A vingança dos nerds

Maior barato as fotos da Esquire. Sinto muita falta desse humor nas masculinas daqui e espero de verdade que a nova masculina da Abril (ainda sem nome definido), feita nos moldes da Esquire e GQ, com lançamento previsto para esse ano, supra esta carência e que mande tão bem quanto a edição da Esquire com a comediante.

Ligeiramente bêbada (e sexy)

Fotos: Reprodução Esquire

sábado, 20 de março de 2010

#diamundialsemcarne

A modelo Freja Beha Erichsen, por Inez van Lamsweerde e Vinoodh Matadin, para a última Purple Fashion Magazine. Meninas, ser magra é legal, mas ter onde a gente pegar é mais legal ainda.

#ficaadica

Fotos: Reprodução Purple Fashion Magazine

Incansável

Só mais uma

Alinne Moraes cansa, ao menos tenta, sua beleza em mais uma capa de revista, a da Joyce Pascowitch. Alinne é incontestavelmente linda, mas esse seu ensaio é fraco e caretinha demais se comparado com os de Katiuscia, Pitanga e Eliana, todos os três com direção de arte do Giovanni Bianco. Tá certo que o ensaio foi feito numa tarde de domingo, devido à agenda lotada da atriz, mas vale à pena ponderar se não era mais interessante um ensaio forte e provocativo com outra protagonista, mesmo que não tão relevante e bela assim.

Quem mandou dar a mão? A gente agora quer o braço

Fotos: Reprodução Joyce Pascowitch

Mundo da lua

Tem rolado uma sintonia interessante nas capas da Época e Veja. Sintonia com o que há de mais relevante na semana, no Brasil e no mundo. Foi assim com o terremoto no Haiti, com a candidatura da Dilma e, agora, com o assassinato do cartunista Glauco.

Na capa do Haiti, a sintonia foi tanta que a mesma imagem apareceu nas duas capas. No desempate técnico, fiquei com a da Época que deu um tratamento interessante à foto (os fotógrafos ficaram com a da Veja, certeza). Na da Dilma, fui de Veja. Dispensaria a estrela vermelha no colar, mas de resto a capa é melhor em tudo, especialmente na chamada de capa. Nessa que está nas bancas, do daime (eu quero!), fico também com Veja. Gosto muito de síntese – a Época desde a edição do Voo Air France mais ainda –, mas em alguns casos um pouco de objetividade e realidade funciona bem melhor.

Época 1 x 2 Veja

Enquanto isso, a ISTOÉ parece viver em outro mundo. Com cada tema de capa tão fora do contexto, a revista não tem me despertado nenhum interesse.

Em qual mundo vive a ISTOÉ?

sexta-feira, 19 de março de 2010

A primeira

Cacau é capa da Vip de abril e também da Playboy. A primeira capa da moça já está pronta e o segundo ensaio em produção. A Vip não contou quem fez as fotos, nem detalhes maiores do ensaio, mas já dá pra sacar uma pegada rocker, por causa da jaqueta no peito.

pedi para a @sorvet uma legenda engraçadinha para a capa, ela disse:
o delícia apoiado na bunda dela já não é o suficiente?!


A segunda capa com novo projeto gráfico, mostra um pouco do que podemos esperar dessa nova VIP: 5ª cor (mês passado foi o prata) e textos gigantes por cima das moças.

Na Playboy, o ensaio clicado por Autumn Sonnichsen, será feito num vinhedo e com coisas de chocolate. Aguardamos o resultado sem criar grandes expectativas, melhor não nos frustrar, né?!

Ui!

Gente, e esse fetiche todo da capa da Aimé?! Achei LINDO!

abre a boca e fecha os olhos!

Ok, a diagramação é meio esquisitinha, tudo meio solto. Mas essa foto...

Mamma Mia!

Gente, vocês viram a Amanda Seyfried toda gostosinha e atiradinha na Esquire? Sou o único que não consegue entender que as estrelas teen viram sex simbol, vestem um macacão de renda e fazem cara de mulherão pras câmeras?

Ok, que a Amanda já não é tão jovenzinha com seus recém completos 24 anos. Mas é que a imagem dela está sempre associada a personagens puras e jovenzinhas. Apresenta Oscar com a Miley Cyrus e tal...

Oh, quero a Miley Cyrus assim não....

Alguém também achou que essa coloração sépia deixou o ensaio classudão?!

quinta-feira, 18 de março de 2010

A Nova não inova

Desde janeiro, com Taís Araújo, a Nova voltou a adotar o fundo branco em suas capas. Nenhuma inovação, já que as capas da Nova que faziam maior sucesso aqui em casa lá nos anos 90 eram todas assim, com destaque quase que exclusivo para a garota poderosa-dadeira-emancipada-profissa-descabelada-sexy-exagerada da capa. Nem sou lá fã de fundo branco, mas este é um alento perto daquelas texturas de gosto controverso que estavam sendo usadas. E o resto é aquilo de sempre: a linda Alinne Moraes em mais uma capa da publicação e muitas chamadinhas de como dar mais e melhor.

"Um milhão de orgasmos" por apenas R$ 10,00
(ou R$ 7,50, na versão pocket
)

P.S.: Com a chegada de uma nova diretora de redação no pedaço, veremos em breve se teremos mudanças e, duvido, inovações.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Do lar

Wanessa C-A-M-A-R-G-O deve tá lavando muita louça, esfregando muita cueca do Marcus Buaiz, porque, né, não tem explicação para toda essa cara de cansada na capa da UMA. Wanessa, volte a ser assumidamente fuleira que tu pelo menos fica divertida.

Entre uma areada de panela e outra...



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