quinta-feira, 14 de março de 2013

Leve e solta

Apesar da forçação de barra, em busca de uma polêmica, com a capa da Playboy deste mês, à primeira vista, esta é uma edição para ser lembrada. Fotografa por Renan Rêgo e Jaime Pilnik, o ensaio é de uma leveza contagiante. 
Tudo muito natural, fresco, tratado com cuidado que me lembra muito aquela Playboy quer era feita em meados e fim dos anos 90. Lembra dos ensaios com Scheila Carvalo e companhia? Então, eles eram feitos em praias, em casas, não tinham produções megalomaníacas, mas ainda assim eram bonitos e gostosos de sempre visto. E o trabalho estrelado por Carol Narizinho segue este caminho. 
Confesso que não acompanho o Pânico na TV e só conhecia a Panicat de notinhas do Ego e, por isso, fiquei impressionado com sua beleza. A menina não é a mulher mais espetacular do mundo, mas é natural, tem um sorriso fácil, não precisa de grandes truques para encantar a macharada de plantão.
Além da beleza notável da moça, outro ponto que acredito que irá agradar os leitores de Playboy é a objetividade da produção. Sem frescura, sem penduricalhos, ou acessórios chativos demais, Carol se exibe sem pudor, sem carão de gostosa. É quase a vizinha gostosa querendo te seduzir de um jeito maroto, sabe? E, vejam só, isso combina bastante com a capa da revista. É safadinha? SIM! Mas não é forçada, não tem pose demais. É, como já disse, leve!
Conversando com o Renan, fotógrafo do ensaio, perguntei qual era sua foto preferida no trabalho publicado pela Playboy. E ele respondeu que era esta aí de cima – para ver sem a censura, compra sua revista, a foto tá logo antes do poster. – e, a justificativa é a que na foto não tem nada, não abusa de elementos externos. É a mulher e ponto!
Acredito que seguindo esse caminho, a Playboy tem boas chances de reconquistar seus leitores. E eu boto fé nessa turma nova, cheia de disposição para fazer coisas legais!

ps.: esta edição foi a última do Aran e o editorial está ótimo! Mês que vem estamos de olho no que o Thales vai nos entregar. 

Será que rolou?

De modo geral, o brasileiro sofre da síndrome do vira-lata, né? E, por isso, temos a mania de achar que tudo que vem de fora é muito melhor que o temos por aqui. Mas aí fiquei olhando pra essa capa da Vogue Paris e pensando se rolou ou não? E se eles realmente estão tão a frente do que nossa Vogue tem feito...
Fico somando as peças e achando tudo muito bizarro neste último trabalho deles. Venham comigo: é Isabeli + Mario Testino + Vogue Paris + Peru e o resultado é APENAS uma leitura caricata e folclórica do país? Justamente na capa? Ainda mais quando é trabalho de um peruano?
Não vi o editorial completo ainda, mas se eu fosse o Mario Testino, tentaria de toda forma mostrar para o mundo que minha terra tem muito mais que eles imaginam. E, de maneira alguma, deixaria a capa de uma das mais importantes publicações do mundo resumisse a minha cultura ao clichê que todos já cansaram de ver: artesanato colorido e montanhas.
Acredito que valia aqui uma leitura mais complexa, um caminho menos óbvio e, talvez, uma moda mais moderna que esta tipicamente peruana.
Em todo caso, as cores tão lindas. Ahazou, Mario!

Rihanna, a gata de Barbados

Rihanna já esteve aqui tantas vezes que nem tenho muito o que dizer sobre essa linda. Só queria mesmo ratificar que ela é a queridinha de todas as publicações e que fica incrível com esse cabelo joãozinho. Deveria manter pra sempre.
Além das 4 capas da Elle UK, a moça estrela o editorial Rebel. Clicado por Mariano Vivanco, o trabalho não tem absolutamente nada de inovador ou incrível, mas é impecável em sua simplicidade. Destaco duas fotos: a da abertura e a foto quem que Rihanna usa orelhinhas de gata – como se precisasse. Que olhar magnético, né?
 Já que o assunto é Rihanna, resolvi publicar algumas imagens do ensaio da cantora com Kate Moss. Clicado por Mario Testino para a última V Magazine, o trabalho é lindo. Super hot e uma excelente desculpa para eu falar que dona Kate Moss está cotadíssima para a capa de 60 anos da Playboy USA. Apesar de já ter mostrado tudo em diversas revistas, Kate é uma escolha chiquérrima para qualquer comemoração.

Mrs. Carter nas bancas

A maravilhosa Beyoncé tem uma característica bem peculiar: é democrática quando o assunto é revista. Já repararam que a linda vai das revistas mais hypes e produzidas até as mais simples e meio toscas? Uma infinidade de ensaios toscos podem ser vistos por aí, bem como capas mal editadas, em que ela fica quase branca. No post de hoje temos um exemplo que foge às duas descrições acima. Nem hype, nem tosca. A The Gentlewoman Magazine é uma revista jovem, meio sisuda e bastante discreta. É bom ver Honey B numa versão mais "Mrs. Carter", né?
 E esse sorriso delícia, gente? Já pode querer abraçar?

quarta-feira, 13 de março de 2013

Uma ode à barriga

Tem coisa mais linda que a Trip vir falar sobre barriga? Gente, sério, vocês não tão entendendo o tanto que eu acho isso genial! É tão sem noção, 'fora da caixa' e irônico, que só poderia ser ilustrado pelo gênio Leo Jaime. Ah, Trip, assim você me mata!
Além do Leo, temos também a pelada do mês e ela é Fernanda Mayrinck. E tem coisa mais Trip que uma pelada na cachoeira? E, vejam só, mulher totalmente nua e nenhum medo de ir pras bancas. 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Revista mulherzinha

Super adequado divulgar uma TPM no dia das mulheres, né? Nossa revista de mulherzinha – nem tão mulherzinha assim – preferida chega às bancas com Didi Wagner, sempre linda, falando sobre casamento. Além dela, também tem Mr. Catra e confesso que isso me deixou bem intrigado.
Quem fotografou Didi, foi o Paulo Vainer. Eu curti muito essa coisa noiva vestida de noiva, mas sem deixar o buquê de lado e vocês?

Parabéns, Mulheres!

Dia da mulher sempre pede uma homenagem, afinal, essas lindas passam os dias abrilhantando nossa vida, dando mais charme, elegância e graciosidade. Mas, hoje, decidi fazer algo diferente. Não quero restringir a homenagem do dasBancas às mulheres convencionais, ou melhor explicando, as mulheres que nasceram biologicamente assim. A estas, desejo tudo de melhor, toda força, toda garra e, principalmente, toda a coragem que houver no mundo para erguer a cabeça e seguir em frente.
Bom, minhas homenageadas de hoje são as mulheres que precisam lutar pelo direito de serem o que são. Que precisam enfrentrar constrangimentos, cirurgias, tratamentos psicológicos, doses e mais doses de medicamento. Mulheres que, mesmo sabendo o quão difícil é a vida para uma mulher, não desistem da luta. Não desistem de ser o que são. Não podem ser o que não são.
Então, nossa grande homenagem de hoje é para as grandes Lea T, Carol Marra, Roberta Close, Ariadna, Thelma Lipp, Claudia Wonder e todas as outras que não sabemos o nome, mas sabemos que enfrentam o mundo-cão diariamente.
Parabéns, meninas. É impossível seguir sem vocês.

O ensaio acima foi desenvolvido por mim, em parceria com o Ricardo Lima, para o Nada Errado em setembro de 2012. A grande estrela do editorial é a Drag Queen Dolly Piercing. O ensaio já apareceu por aqui anteriormente, mas vale a republicação nessa data.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Cadê polêmica?

A gente fica um pouquinho fora e um monte de coisas acontece. Uma delas foi a divulgação da tal capa polêmica da Playboy. Assim, eu devo ser muito pervertido, ou esse povo tá confundindo as coisas. Você, me amigo de casa, conte-me: o que tem de polêmico na capa abaixo?
Eu vejo uma menina muito bonita, num clima campestre – favorecido pelo verde de uma locação externa e pela produção de moda –, com uma cara saudável, bem natural, e tampando os mamilos com os dedos. E ponto!
Não consigo enxergar nenhuma transgressão no gesto, não consigo ver provocação, não consigo ver nenhuma atitude ousada. É apenas uma tampadinha marota que, inclusive, foi ajudada pelo Photoshop que apagou o que não foi tampado.
Para mim, provocação seria ela fazer isso com cara de safada, puxando a pele, tento um pouquinho mais de atitude. Nada tão sutil ou angelical. Sério, gente, beliscão pede um pouco mais de pimenta.
 Ah, a primeira foto da Narizinho é bem bacana. Quero ver o ensaio.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Da bancada para as bancas

Patrícia Poeta, a mais pop das âncoras do telejornal brasileiro, vem na capa de março da Marie Claire e, assim, nada emociona. Nem a capa de assinantes, que costuma ser garantia de sucesso por aqui.
Na capa de assinantes, gosto apenas da paleta cromática. Adoro verde-limão com preto e branco. Sai daquele lugar comum das cores mais sóbrias e dá um choque no marasmo. Mas, essa capa que tinha tudo para ser linda, erra exatamente na hora que tenta fazer algo diferente.
Alguém, por favor, me explica o que é este corte que fizeram na foto? Desde os tempos de faculdade, sempre ouvi a seguinte orientação: "se vai cortar uma foto, corta direito, sem medo de ficar em cima do muro. A insegurança é sempre sentida pelo leitor da imagem." E, seguindo esta recomendação, não aguento aquele restinho de olho ali do lado direito. Esse quase olho chama mais atenção que todo o restante e vira um peso para a capa. Além disso, deixar toda essa área vazia à esquerda deu uma boa desequilibrada na capa. Ficou bom não, pessoal.
Já a capa de banca é aquilo que a gente já cansou de ver: Patrícia fazendo cara de linda e todo aquele entorno típico de Marie Claire. Bocejos...

sexta-feira, 1 de março de 2013

O que a gente tem nas modas?

As revistas de moda do Brasil têm seguido um padrão todos os meses: Elle ou Bazaar fazem a melhor capa, Vogue derrapa e L'Officiel não entra na disputa, por que, vamos combinar, aquilo ali anda meio mambembe. 
Este mês é possível observar uma mudança nessa lógica. Elle, mais uma vez, entrega uma capa impactante. Bruna Tenório vem linda, toda trabalhada na nova coleção de Reinaldo Lourenço. Tudo muito bonito e correto, mas adoraria ver a Elle saindo desse porto seguro num edição futura.
 A Vogue, que sempre vem com bom material, mas subaproveitado, finalmente faz uma capa bonita de verdade neste mês. Alessandra Ambrósio se veste com o quadriculado da Louis Vuitton – inclusive, a peça demorou para chegar nas capas daqui, né? Tem um três meses que só dá isso nas capas gringas – e segura uma capa classuda. A fotografia em ambiente externo, com direito a skyline lá no fundo, traz uma textura bem diferente da recorrente em capas de moda. E, além disso, a diagramação está correta, sem nada chamando atenção demais.
 A L'Officiel continua apostando na falta de apelo para suas capas. Neste mês eles têm a disposição a super Thairine Garcia – que brilhou muito em 2012, com direito a capas inesquecíveis em Elle e Bazaar – e ainda assim fazer um trabalho qualquer nota. Esse fundo cinza sem personalidade, essa foto meio desfocada no rosto da modelo e essas chamadas perdidas, sem qualquer alinhamento ou cuidado me dão pena. Sério, acho que deveriam investir numa equipe de arte mais forte.
 E a Harper's Bazaar, que sempre nos encanta, tá aí toda orgulhosa de sua nova editora, a toda poderosa Carine Roitfeld, e sua capa com Joan Smalls. Assim, também estaria orgulhoso se esse material fosse exclusivo, produzido especialmente para a edição brasileira. Mas, para quem está de olho, sabe que o ensaio tá rodando o mundo, com direito a capa em diversas versões da revista, sendo que foi inicialmente produzido para a matriz americana.
Ah, mas apesar desse fato, a capa é boa, impactante e, finalmente, com um novo tratamento para as chamadas, que deixou tudo mais leve e legível.
E vocês, preferem qual?

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Sucesso, meu caro!


Dificilmente um diretor de redação tenha causado tanto quanto Edson Aran. O cara esteve por aqui em comentários polêmicos, em entrevista e, olha só, até tivemos a honra de estar em seu blog. Agora é o momento de nos despedirmos desse mestre que comandou a Playboy por 7 anos.
Edson, como quase todo mundo já deve estar sabendo, deixa a direção da revista hoje, cedendo lugar ao jornalista e escritor Thales Guaracy. Nós só podemos agradecer a paciência, as conversas por e-mail e, claro, o carinho com que sempre tratou o blog. Torcemos para seu Lado B ganhar ainda mais força e, finalmente, ter corpo para ser chamado de Lado A. Sucesso com seus cartoons, roteiros e, claro, humor ácido que tanto apreciamos.

Ah, bem vindo Thales! E, já pode mandar e-mail e começar a amizade?!

A sexual, e sensual, Cleo Pires

Acredito que poucas mulheres da mídia brasileira tenham tanta dimensão de seu poder sobre os demais quanto Cleo Pires. Ela sabe que é sexy, sabe que é desejada e, não mede esforços para aumentar ainda mais esta aura erótica lhe acompanha. Para Cleo, tudo isso é jogo cênico. E, claro, a gente adora!
Em março a bad girl vem na capa e recheio da GQ – que como a VIP, tem feito um bom trabalho e trazido só mulher gata para seus ensaios, foca na lista dos 4 últimos meses: Isis Valverde, Débora Nascimento, Sheron Menezes e agora Cleo. Não tá fraco não, né?

 Apesar de trazer Cleo toda provocante, a capa da GQ não é das melhores. É uma quantidade tão grande de chamadas, com tanta variação de pesos, que tudo fica uma confusão. E, para atrabalhar ainda mais, escolheram uma foto que apesar de linda, tem elementos demais. Aquele fundo que parece um quarto de hotel vira um ruído junto da massa de texto. Eu teria optado por uma foto mais limpa, já que abrir mão de todas essas chamadas parece tabu para revistas nacionais.
As fotos são do top fotógrafo Daniel Klajmic

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Mais uma Serafina de tirar o fôlego

Vez ou outra a gente fica meio impactado com alguma capa publicada pelas revistas desse Brasil varonil. Mas, olha, há muito nada me deixava tão impressionado quanto a última capa da Serafina.
Em sua última edição, que estava nas bancas domingo passado, trouxe Miguel Falabella numa produção incrível. Todo pintado de branco, com cabelo colorido e uma maquiagem marcando o olho, o ator, diretor, roteirista e tudo mais que você puder imaginar, posou para Fê Pinheiro e brilhou. Olha aí:

A economia de chamadas deveria ser seguida por todo mundo.
E esse trabalho tipográfico da abertura da matéria? Lindo, né?



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