Para ler ouvindo: Brasileirinho [brinks]
Sou suspeito para comentar o ensaio de capa da Playboy de março, pois tenho uma forte queda pelos temáticos. Não sei se a Michelly “do BBB11” já foi ginasta em algum momento de sua vida – pudera, pouco se sabe de quem saiu do BBB logo nos primeiros 15 minutos –, mas não tô nem aí pra isso, afinal ninguém aqui queria ver a Daniele Hypólito pelada. A escolha pela ginástica olímpica nos salvou de termos em mãos mais um ensaio qualquer de uma ex-BBB qualquer numa praia brasileira qualquer. Em partes, claro.
Sentiram a elasticidade?
O tema, na verdade a forma como a Playboy resolveu encená-lo, exigiu preparo físico dobrado da fotografada. Não é qualquer ex-BBB que seguraria esse ensaio solo com poucos elementos de cena (uma barra ali, uma fita acolá...) e, em boa parte das fotos, até sem um cenário desfocado ao fundo para se escorar. Sem apoio algum, todas as atenções se voltaram para Michelly e a mina passou bem no teste “antiphotoshoping”.
Corpão, cabelão na cintura, cara de menina safada… Qual homem resiste?
Os retoques foram sutis e não deixaram a sister com pele de borracha, inclusive nas capas, algo raro hoje em dia. Obviamente que essa luz crispiniana, que ressalta curvas e esconde imperfeições, ajudou muito. E a direção elegante do fotógrafo deixou as fotos suaves, como os demais trabalhos dele costumam ser.
Sapatilha, polainas, maiô cavado: fetiche puro.
Se o ponto alto do mês foi a temática, a maior falta é justamente não explorá-la por completo. Naquilo que a Playboy se propôs a fazer, sim, ela fez bem-feito, mas perdeu um décimo (sabe aquele mísero que tira medalha de ouro do pescoço?) por ter escolhido o caminho mais rápido e fácil. Senti falta de planos maiores, de poder ver a locação por inteiro. Sei lá, talvez tenha faltado o duplo twist carpado.
Fotos: Reprodução Playboy