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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Um beijo para os pedantes

Sim, a capa aí de cima não é fake. A Bravo! realmente colocou em sua capa Regina Duarte. A mesma Regina que protagoniza vídeos constrangedores para a Caras, que "tem medo" e que, em muitos momentos, errou a mão ao compor seus personagens.
Mas, ao mesmo tempo que a estrela de capa é tudo isso que acabei de escrever, ela também é a eterna namoradinha do Brasil, a estrela de alguns dos mais emblemáticos trabalhos da dramaturgia tupiniquim – Roque Santeiro, Rainha da Sucata, Mallu Mulher são alguns exemplos rápidos. E, desculpem-me "pedantes de plantão", ela é relevante. Ela vende. Ela é POPULAR!
Não, eu não gosto da Regina. Mas bato palmas para a Bravo! que quebrou sua máscara pseudo-cult e dispôs-se a retratar uma das maiores atrizes do nosso país.
Adorei essa coisa meio Frida Kahlo que escolheram para a produção

Como já imaginava que daria polêmica, a própria revista fez sua justificativa por terem escolhido Regina para capa de fevereiro.
Por que Regina Duarte? Para chatear os que se chateiam com pontos fora da curva. Porque 50 anos não são 5. Para andar à beira do abismo. Para correr o risco de nos azucrinarem pelo Facebook. Porque os numerosos fãs de Regina merecem respeito. Porque os numerosos detratores da atriz merecema chance de reavaliar (ou reiterar) o que pensam. Para que revistas nunca abdiquem de ser intrigantese continuem existindo. Porque, de outro jeito, a vida não vale a pena. Porque há atores cujas trajetórias se confundem com a de um país. Porque acompanhamos Malu Mulher e Roque Santeiro. Para não sermos lesados em nosso direito de expressão.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Bendito és o mau gosto

Da terra das Rebeldes

Há alguns dias a polêmica capa da Playboy Mexico, edição de dezembro, começou a pipocar na rede, como o assunto já estava meio saturado optamos por nem falar sobre, mas depois que a incrível Larah Means mandou o conteúdo "pragente", decidi gastar um tempinho falando sobre. Então, eu que imaginava já ter visto coisas toscas de todos os jeitos, fiquei meio assustado. O mau gosto não pára na capa, a coisa toma conta de toda o ensaio, e a tal Maria Florencia Onori faz um dos ensaios mais toscos que já vi na Playboy.

Saudades de Frida Kahlo

O México não é o melhor exemplo de entretenimento pop. É notória sua breguice e tintas carregadas em todos os produtos televisivos, musicais e afins. Por isso, nunca esperei muito da edição mexicana do coelhinho. Mas sério, tratar religião, algo tão forte para eles quanto é para os brasileiros, dessa maneira, é, no mínimo, desrespeitoso. Relacionar pornografia com símbolos santos, é brega, sem sentido, polêmica barata.

Medíocre.

Mas já que queriam fazer uma referência à Virgem Maria, por que não usar pinturas barrocas como referência? Por que não fazer a coisa com bom gosto? Sem ser tão clichê? Taí, o que me incomoda é ser clichê, ser tosco, se apropriar de símbolos alheios sem o menor sentido, valorização estética, conceitual e artística.


ps.: Não sou católico, não sou missionário, nem nada relacionado a qualquer religião, mas acho que as coisas devem ser bem feitas, e até para a 'arte' existe limite.



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