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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

EcoVIP

O 2011 da balzaca VIP começou bem, obrigado. Não concordo que o ensaio de janeiro da VIP seja o mais quente da vida da Fernanda Souza, já que suas aparições no Paparazzo revelaram muito mais, mas a correta escolha da garota da capa é meio caminho andado para garantir o sucesso da edição. Fernandinha é bonita, simpática, talentosa, sempre deu mole pra VIP… então nada mais justo que uma capa. Somando isso a meia dúzia de boas fotos, voilà, mais um leitor satisfeito.

fernandinha

“O ensaio mais quente de sua vida”
Quase, VIP, mas bem melhor que a enganosa “1ª vez”

Outro acerto da revista foi a escolha da locação. Uma fazenda (rolou um trailer também) é menos comum (inédito, possivelmente, nem a lua é mais) que o esquema estúdio-praia-mansão-hotel de sempre. Gosto de vários momentos do ensaio: da foto com o cavalo; da Fernanda com os braços levantados acompanhando a árvore ao fundo; e desgosto de poucos. Detesto a imagem (Fernanda abraçando uma árvore) ecochata de encerramento.

vip

Ah, como é bonita a natureza

Dispensável o momento Serguei

PROBLEMA DE ESTILO I

A produção de moda é bem-intencionada, mas equivocada. Por exemplo, a ideia da bota mais masculina é legal, mas o resultado não ficou bom não. Andressa Ribeiro também veio num clima country na Playboy de janeiro e está muito melhor vestida/despida. Graças à moda temos a péssima dupla abaixo. Mas nem acho que este seja o ponto fraco do mês.

Sei lá, no Johnny Depp ficaria cool (o sapato, não o sutiã de oncinha), mas na Fê…


PROBLEMA DE ESTILO II

O maior deslize dessa edição foi a escolha do fotógrafo. Nada contra o trabalho do Marcelo Bormac, gosto dos seus retratos para a Trip, mas no campo sensual seus cliques não têm muita identidade. Se este ensaio fosse feito por outro fotógrafo mais estiloso, como a Autumn, Aratangy, Gaul (notem: nem citei os mais caros), as fotos ganhariam unidade e o conjunto muito mais força. O ensaio rendeu, mas tinha potencial para muito mais.

P.S.: A VIP está completando 30 anos em 2011 e para a edição de aniversário, em junho (não era em dezembro?!?!?!), o Ricardo Lombardi perguntou: "Quem você quer na capa?" Resposta do dB: Nicole Bahls, Lombardi, Nicole Bahls. ¬¬


Fotos: Reprodução VIP e Paparazzo

domingo, 27 de junho de 2010

Cafona. E eu gosto!

A capa de julho da VIP não é das melhores. Cabelão, produção, diagramação, logo branco-engessado, pantone prata dispensável... Com exceção da modelo e pose mais “pã”, tudo me levava a crer que teria em mãos mais uma edição nos moldes de 2010: chatinha, caretinha, atrasadinha, apagadinha.

Mas não. Essa VIP, feita nos moldes de 2000, é atrevida, espirituosa, sem-vergonha, gostosa. Babi Rossi, a panicat da vez, não é mesmo a mais bonita da franquia Pânico, mas é hipermegagostosa, inédita nas masculinas e põe fim a uma injustiça de anos. Nunca entendi por que as panicats não ganhavam capa da VIP. Tá certo que por ser a VIP, sem necessidade de nudez e ainda com algum poder de persuasão na praça, eu colocaria logo todas elas numa capa só, numa espécie de reedição pop das modelos do Duran.

VIP 1

VIP 2Essa sim tem pulseirinha VIP!


O ensaio com assinatura de Paulo Cabral é total nonsense. Tem pata de elefante, luva de gorila, pena de pavão, batom de "pinto" e outras pérolas. Combina total com a pegada do Pânico e com o humor da VIP. É over, mas eu curto. Principalmente por despertar algum sentimento no leitor e não passar despercebido como os últimos.

Só achei que os exageros no make e essa luz mais fria e de sombras pesadas deixaram a Babi menos atraente que ao natural. A modelo ainda aparece com olhar caído/cansado em alguns cliques (páginas 68, 69 e 76). Em tempos de peito sem bico, gostei muito do mostra-esconde de algumas fotos, onde só uma parte do mamilo ficou de fora.

VIP 3
BabiNonsense


Os mais puritanos talvez reclamem da panicat na capa, dos excessos do ensaio e até do mamilo, mas para mim tá claro que o caminho da VIP é (e sempre foi) esse. Depois de muito tempo, volto a ficar ansioso para ver como virá a próxima.

Só para fechar o post, não posso deixar de falar do ensaio de Annelyse Schoenberger. A bela neo top que também pode ser vista na capa da UM de junho e muito bem-acompanhada nas passarelas do Monange Dream Fashion Tour fez bonito no recheio assinado por Jorge Lepesteur. Parabéns à VIP!

VIP 4
VIP 5 Convencional, mas lindo
(e adorei a diagramação das páginas)

Fotos: Reprodução VIP

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Fim de férias

A primeira capa do ano da Trip - o recheio deixo pra comentar outra hora - não decepciona. Aliás, todas as duas capas: a que eu trouxe pra casa e vocês conferirão abaixo, com a modelo Bárbara Nogueira fotografada pelo Marcelo Bormac, e a outra mais alternativa que vocês só verão no site da Trip, quando ele for atualizado (querem moleza? Sentem no pudim), com o skatista Bob Burnquist - entrevistado das Páginas Negras - mostrando com orgulho e ar traquina seu primeiro grande hematoma conquistado aos 11 anos de idade.

Taí uma capa de respeito

UPDATE (15/02)
Segue imagem da segunda capinha da Trip. Só consegui nesse tamanho pra vocês.

Passa Gelol que passa!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Trip 171 cheirando a naftalina

Sempre fui meio olhudo com esse lance de revista. Não posso ver uma lombada quadrada com alguns milímetros a mais que a mão já começa a coçar. Foi meio o que aconteceu com essa Trip. Três capas feias, Trip Girl nº 1 desinteressante, Trip Girl nº 2 totalmente desnecessária, Ronaldo gordito e pegador de traveco nas Páginas Negras, longevidade como tema da vez... Só mesmo uma lombada tijolo pra tirar R$ 9,90 e o escorpião do meu bolso. Mas me ferrei legal. 25 páginas da revista são apenas para apresentar os indicados à segunda edição do Prêmio Trip Transformadores, aquele prêmiozinho politicamente correto (chato mesmo) que a Trip jura que é legal e está relacionado aos temas cabeça (chatos mesmo) abordados nas edições. Já que comprei, vale ao menos uma resenha. Então lá vai!
.
Adriana Veraldi, a 1ª Trip Girl da edição, é apresentada na capa como “linda e desbocada”. Adoro mulher desbocada, mas não vi um palavrão nas citações feitas pela modelo mineira de 21 anos. Nas fotos, feitas por Nikhil (joga no Google e depois me conta), a jovem tá com cara de acabada e com os olhos sempre meio-aberto-meio-fechado. Não gosto das fotos. A da capa é péssima e não entraria no meu ensaio de jeito nenhum. Acho que nem no da Trip entraria, como podemos ver na imagem abaixo, mas acabou entrando e indo pra capa.
.Abre o olho, porra!
.Qual a parte do “abre o olho, porra!” você não entendeu?
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O momento vergonha alheia fica com Vera Barreto Leite, “a Gisele Bündchen dos anos 50 e 60”, Trip Girl aos 72 anos em fotos de Marcelo Bormac (volta pro Google). Não sei o que deu nela, onde seus filhos e netos estavam e o que levou a Trip a fazer algo de tamanho mau gosto. O ensaio tenta ser tão polêmico quanto o da tetraplégica Mara Gabrilli, fotografado por Bob Wolfenson e publicado em setembro de 2000, porém não tem a menor poesia. Esse é quase como um ato de pedofilia inversa. Achei grotesco, bizarro, pervertido e nojento.
.Mulher Uva Passa
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Trocaria fácil essas duas Trip Girls, a novinha com cara de velha e a muito velha com cara de muito velha, por uma mulher realmente sexy e com mais de 40. Sugestões: Helena Ranaldi, Luiza Brunet, Maitê Proença, Carolina Ferraz, Bruna Lombardi, um bis da Paula Toller...
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A entrevista com Ronaldo é uma conversa de camaradas sobre futebol. Sinto falta das Páginas Negras que colocavam caras como o Ronaldo na parede. As polêmicas relacionadas ao fim do casamento com Cicarelli e o motelzinho com um travecão (nem no escuro e a 1 km de distância aquilo lá parece mulher) foram respondidas evasivamente em duas ou três perguntinhas gentis. Queria muito perguntas do tipo: “Você se acha bonito?”, “O que mulheres como Raica e Cicarelli vêem em você?”, “Já deu um tapa na pantera, meteu a cara na farinha?”, “Feia daquele jeito, tu jura pela sua mãe que você confundiu aquilo com mulher?”...
.Imprensa que sai (só toma cuidado pra ele não gamar)
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A única coisa bacana dessa edição é o editorial de moda sobre bermudas, todo em P&B e fotografado por Murillo Meirelles (pode fechar o Google). Bonito, despojado e J-O-V-E-M.
.A cara da Trip
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A revista do mês passado diluiu com mais parcimônia o tema “Liberdade” entre suas páginas. Já nessa, a Trip pegou muito pesado com “Longevidade”. Adoraria ver qualquer uma dessas matérias (a do asilo de luxo é a mais interessante) isoladas em Trips distintas, mas ver todas juntas de uma vez só foi um pé no saco. E não me chamem de ranzinza.



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