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quarta-feira, 28 de março de 2012

Cafonice de um ano

Tem como um trabalho ficar ruim com uma das melhores equipes do país envolvida nele? 
Sim, a GQ Brasil prova que é possível. Para a edição comemorativa de um ano da revista, os caras convidaram Deborah Secco – aquela mesma que fez seu último ensaio sensual para Alfa, depois fez outro pra VIP e agora tá na GQ –, a vestiram com peças e acessórios de luxo, levaram o badalado Marcos Proença para cuidar de sua beleza, chamaram o sempre incrível Jacques Dequecker para cuidar das fotos e deixaram o tratamento de imagem na mão do Fujocka.
Mas olha, deu certo não. Tudo exagerado, kitsh – sem ser do bem. Barangão, sabe? Sem contar essa cobertura completamente nada a ver, com a piscina e vista mais estranhas já vistas num editorial.
A capa ainda passa, mas o resto...
e essa tatuagem? Precisava desse destaque todo?

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Vem, todo mundo!

A Trip 204 aborda o tema Diversidade Sexual, mas bem que poderia ser sobre Coragem. A Trip foi muito macha ao mandar para as bancas uma edição inteirinha dedicada às mais diversas formas de amor, com direito a beijo gay na capa e tudo. Um soco no estômago de bolsonaros que assolam um Brasil de preconceitos mil.

A revista fez jus à temática e mostrou de um tudo: surfistas gays, ursos de diferentes espécimes (cub bear, polar bear, muscle bear, standard bear), um gordinho nerd declaradamente apaixonado por travestis (o T-Lover), um homem com vagina... Pára tudo! Um homem com VA-GI-NA?! De todas as pessoas (e não foram poucas) que filaram minha Trip, não teve quem não parasse na página onde Buck Angel, o tal homem (na verdade é uma mulher) com vagina, exibe com orgulho sua vigorosa... vagina.

Ninguém saiu ileso da matéria “Até Quando?” com fotomontagens perturbadoras, feitas pelo craque Fujocka, de histórias reais de agressões sofridas por gays ou pessoas que pareciam ser gays. Sim, heteros, gays apanham e são mortos pelo simples fato de serem gays. Também se destacaram nessa edição o bate-papo sincero entre os jornalistas, e homossexuais assumidos, Milly Lacombe (@millylacombe) e Vitor Ângelo (@vitorangelo), a entrevista com o psicanalista Contardo Calligaris, as Negras com o sui generis Zé Celso e o tradicionalíssimo Show It cedendo lugar na areia para a beleza masculina passar. Só senti falta das páginas de moda que teriam nesse número liberdade maior para causar.

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Deveras diversa

A AMOREBA É UM BARATO
O ensaio sensual do mês não conta com a presença de uma típica Trip Girl. Quem tira a roupa para a Trip é a turma animada da Amoreba, a “Ameba do Amor”. Se faltou sensualidade de um lado, sobrou história para contar do outro. O que a primeira vista pode parecer uma grande sacanagem, no final, mesmo com xoxotas e paus aparentes, não tem nenhuma maldade. São apenas pessoas curtindo o amor livre de rótulos e preconceitos. As fotos de Fernanda Rappa transmitem com naturalidade esse respeitoso ninguém é de ninguém.

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Ops, acho que vi um pintinho!

A Trip 204 não polemiza, não levanta bandeiras. Ela apenas cumpre seu papel de informar e coloca na roda, de forma bem honesta, uma discussão que teima em ser tabu. Sem dúvida, uma das edições mais relevantes do mercado editorial brasileiro, um marco na história da Trip. Um viva ao amor!

Fotos: Reprodução Trip
+ fotos na revista impressa



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