Se tem uma coisa que eu morro de preguiça é provocação barata. Sabe aquela história de alfinetar a igreja, fazer foto cheias de símbolos sacros e ser tudo uma grande merda? Merda tão nojenta que você quase fica do lado da Igreja quando rola um pití? Então, desta vez, se rolar pití, prometo que serei um dos primeiros a defender a bela capa da Junior de março.
Tenho certeza que seria possível fazer uma capa tão bonita quanto a publicada sem o crucifixo ali do lado, mas vamos combinar: sem crucifixo, mesmo com essas sombras incríveis e sem esse olhar pecaminoso de Maikel Castro, a capa não teria metade de sua força nas bancas. Não faria tantas pessoas pararem para dar uma olhadinha e, quem sabe, comprar a danada.
Toda vez que falamos que as revistas brasileiras precisam sair do lugar comum e se arriscar é meio que este o caminho que gostaríamos que elas seguissem. Não precisa alfinetar e provocar o tempo inteiro, mas vale a pena dar a cara pra bater. Normalmente o resultado é como este: muito bonito.