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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Nos trilhos do passado

Florzinha super-poderosa

A VIP de fevereiro me agradou muito. Claro que não chega a ser uma edição marcante como a de Luana ou de conteúdo vasto como em dezembro, mas parece começar a entrar nos eixos. O ensaio está bonito, Fiorella fotografa bem, Duran fez um bom trabalho (principalmente com os desfocados), a entrevista é ok e o maior número de páginas é a melhor mudança.

Além disso as outras matérias abrangem assuntos distintos bem simples e claros, pra ler rápido e apenas como curiosidade. O outro ensaio também é bom de tamanho, o Preliminares veio divertido e a moda de fevereiro sempre foi enche-linguiça (tchau, trema!) mesmo. O melhor pra mim foi o pacotão sobre o Oscar, nada de muito surpreendente, mas é interessante ver todas essas informações numa mesma matéria.

É claro que tem parte ruim: no ensaio do mês de janeiro o texto foi poético e exaltador, bem coerente à imagem que temos de Luana Piovani. Mas o que eu temia aconteceu, tentaram fazer o mesmo com a iniciante em fevereiro. Frases como "A pequena flor, é assim, simplesmente porque é" e "Uma cena para a história: nossa gata arrasou na novela da Globo" soam exageradas para uma atriz de dois neurônios capítulos que ainda tem muito que crescer. Neste caso cabia mais falar do tanto que Fiorella é linda e ponto. E também não entendo o porquê de fazerem de novo uma capa tão comercial. Medo de arriscar?

Agora, uma amostra do ensaio antes da parte realmente importante deste texto:

Compre e veja as outras 13 páginas

A impressão que a VIP me deixou nessas últimas três edições é de voltar a ter um mínimo de critério com a sua proposta e com o que te deu notoriedade no mercado editorial brasileiro. Fato é que eu acompanho essa revista a dez fucking anos, mês a mês, e já passei por várias fases até poder fazer essa análise.

Nas edições do fim dos anos 90 e primeiros anos dos 2000 ficava claro a proposta dos seus ensaios e capas. Dava pra imaginar toda a equipe responsável pelas fotos reunida pensando naquilo: "Então galera, o que vai ser dessa vez?". Nem sempre dava certo, mas era bom ver a preocupação de profissionais interessados. Melhor ainda era conseguir diferenciar e memorizar todos os ensaio de tão distintos que eram. De uns anos pra cá viraram ensaios padrões, com fórmulas a serem seguidas. Só pra ser mais claro, não estou pedindo nada literal como a Índia de Letícia Birkheuer, mas um pouco do sadismo de Dani Winits, o conceito incomum de Vanessa Mesquita ou o nonsense de Patrícia Coelho, citando apenas alguns exemplos nada unânimes. Enfim, um pouco mais de diferenciação, ousadia e horas em volta de uma mesa são fundamentais para atingir um bom resultado.

E para terminar, uma gracinha para os não leitores de VIP.
Achei divertidinha a lista de segredos revelados pela Leilah Moreno. O formato é o mesmo da que podemos ler na VOGUE HOMEM, mas essa saiu bem menos lugar-comum:

Miacabei com o item 5



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