Esta abaixo não é a capa do livro O Humor da Playboy, mas bem que poderia ser. Piada, né? Enfermeira, odalisca, heroína sadomasô a gente entende perfeitamente, agora múmia?! Nem faraó necrófilo podia imaginar que um dia a Mulher Múmia estaria na capa da Playboy. Bizarro! Não tem como levar a sério. Fico por aqui.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
Morde e assopra
Sem dúvidas, Cacau era a mais gostosa representante do Big Brother 10, mas está longe de ser a mais fotogênica e sensual. Tem cara de menina sapeca em alguns momentos, e em outros de desconforto. Experiência como modelo passou longe...
A sacada de trazer Cacau como uma coelhinha foi perfeita. Além de combinar com a Páscoa, a menina ficou linda na fantasia e, talvez, esse seja um dos melhores suportes para uma homenagem à clássica vestimenta que completa 50 anos em 2010.
A sacada de trazer Cacau como uma coelhinha foi perfeita. Além de combinar com a Páscoa, a menina ficou linda na fantasia e, talvez, esse seja um dos melhores suportes para uma homenagem à clássica vestimenta que completa 50 anos em 2010.
De um modo geral, acho o ensaio bem bacana. Tem uma narrativa interessante, não é repetitivo/cansativo e tem imagens bonitas. Mas falta nesse ensaio A IMAGEM, nenhuma das fotos produzidas por Autumn Sonnichsen é linda o suficiente para tirar o ar, ao menos o meu ar.
E, além disso, vou fazer coro com o pessoal que adora falar sobre: falta nudez! Pois é, a menina tá pelada na maior parte das fotos, mas é tudo feito com um pudor, com sombras e recortes que ao chegar ao fim do ensaio tenho a sensação de não tê-la visto nua.
E, além disso, vou fazer coro com o pessoal que adora falar sobre: falta nudez! Pois é, a menina tá pelada na maior parte das fotos, mas é tudo feito com um pudor, com sombras e recortes que ao chegar ao fim do ensaio tenho a sensação de não tê-la visto nua.
A linguagem voyer de Autumn é bem legal para alguns momentos do ensaio, mas rende uma das fotos mais feias da pobre Cacau. Ninguém merece aparecer na Playboy fazendo careta ao lamber a sujeira de chocolate do rosto. Ainda sobre a tal linguagem de Autumn, este ensaio é uma amostra de que seus elementos são muito fortes, bem determinados, mas passíveis de mudanças, de se adaptarem ao momento e estrela. A fotógrafa conseguiu fazer uma matéria com sua cara, mas sem ser uma cópia dos ensaios anteriores.
Não precisava desse coelho, né gente?
Ah, mês passado queria ter falado sobre a mudança que rolou no espelho da Playboy e também nas sutis alterações do projeto gráfico (o Click ficou lindo, né?). Acabou que não deu tempo, mas apesar disso, PRECISO falar da estreia da coluna de Edson Aran. O cara que se descreve como dono do emprego mais desejado do Brasil também tem uma das colunas mais divertidas do mercado editorial. Aran tem um humor extremamente sarcástico (nada de ironia, né?!), tiradas incríveis e um texto tão fluido e leve que quando você menos espera, já acabou. Por isso, tô louco para maio chegar rápido.
ps.: acho uma vergonha uma revista que custa 12 reais ser tão mal-acabada quanto a Playboy. Que papel horrível e que impressão porca. Pelo amor de Deus! Acho que uma publicação que se orgulha de ter os melhores ensaios do mercado não pode ser tão malcuidada, a sensação de descaso com o leitor é gigante. Se melhorar o papel é difícil, por causa do custo disto, tenho certeza que cuidados com produção gráfica não oneram em nada. É ridículo ver erro de registro em diversas páginas, e principalmente na página de um ensaio que tem atributos artísticos. A arte é tanta que em volta do chocolate da bunda da Cacau tem uma bela sombra magenta. Puro conceito...
Quem aqui já cansou de comprar a revista e ela vir com amassados bizarros, manchas de impressão e ficar cheia de orelhas logo depois da primeira manuseada? Pessoal da Playboy e da Abril, abram os olhos e bora fazer a Playboy bonitinha como a ELLE.
Quem aqui já cansou de comprar a revista e ela vir com amassados bizarros, manchas de impressão e ficar cheia de orelhas logo depois da primeira manuseada? Pessoal da Playboy e da Abril, abram os olhos e bora fazer a Playboy bonitinha como a ELLE.
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Daniel Aratangy
Não importa a publicação, de SEXY a Tpm, Daniel Aratangy arranca, como poucos, elogios do dasBancas. Um dos primeiros e, possivelmente, o maior de todos os elogios que dedicamos (nós e nossos leitores) ao talentoso fotógrafo ocorreu no início de 2009, quando a capa da Tpm com Juliana Paes, lindamente fotografada por ele, foi eleita a melhor de 2008.
Muitos elogios depois, em nosso recente primeiro contato, via Gmail, Aratangy refletiu em palavras a mesma elegância casual presente em seus cliques. Nessa entrevista concedida especialmente para o dasBancas, temos a oportunidade de conhecer mais de perto o trabalho, senso de humor, gostos e inspirações do cara.

Você é um dos fotógrafos mais citados pelo dasBancas e milagrosamente (rs), até agora, sem nenhuma grande crítica negativa ao seu trabalho. Tem acompanhado o blog? Curte?
Cara, isso também me surpreendente bastante. Que sorte! rs
No geral, acho que isso acontece porque o gosto de vocês bate com o meu. Costumo concordar com as críticas do blog em relação aos trabalhos de outros fotógrafos, também. Mas fico feliz, porque sou muito autocrítico, é raro eu adorar um ensaio meu.
A primeira vez que ouvi falar do dasBancas foi quando a Tpm com a Juliana Paes, que eu fiz, ganhou a melhor capa do ano. Mas comecei a ler com mais frequência depois que passei a fotografar mais para a SEXY. De qualquer modo, também uso o dasBancas para buscar referências (principalmente quando vocês postam ensaios gringos). E, sem demagogia, a expectativa pelo que vocês vão escrever também serve de motivação. Até comentei sobre isso com o Ivan Zumalde (diretor da SEXY).
Você é jovem (31 anos), começou a fotografar relativamente há pouco tempo (em 98) e já tem o seu nome consolidado no mercado. De onde veio essa vontade de fotografar e como chegou até aqui?
É o caso clássico do hobby que vira profissão. Meu pai adorava fotografia e tinha um laboratório montado no lavabo de casa. Eu achava o máximo ficar lá com ele. Fiz um curso aos 10 anos e comecei a gostar de clicar pessoas. Meu sonho era ser fotógrafo da National Geographic e registrar as tribos mais isoladas do planeta.
Quando entrei na idade de escolher uma profissão, a fotografia me pareceu um sonho infantil e fui cursar psicologia. Mesmo assim, consegui um emprego de assistente na revista Época, que tinha acabado de ser lançada. Foi um período descompromissado e que rendeu histórias bem engraçadas. Como o dia em que o equipamento de luz (superquente) que eu montei caiu em direção ao rosto da Claudia Schiffer (que na época era a número 1). Se não fosse o repórter se jogar na frente, eu teria deixado uma cicatriz enorme! No final, acabei sendo efetivado como fotógrafo. Lá conheci a Joyce Pascowitch. Ela me deu uma força no começo e acabou me levando para a moda.
De todos os seus trabalhos, qual é aquele que você enche a boca para dizer “ó, esse é meu!”?
Costumo gostar sempre dos mais recentes. Mês passado fiz um com a Mariana Lima para a revista Joyce Pascowitch, que tem uma carga bem pessoal. Era uma ideia antiga. Me inspirei no livro Earthbound, do Richard Matheson, que conta a historia de uma fantasma que não sabe que morreu. Outro trabalho de sobreposições que gostei foi o "Colagens Urbanas", uma parceria minha com a editora Jussara Romão. Também gosto dos trabalhos de Nova York. No ano passado fiquei seis meses lá e trabalhei com muita gente bacana. Tem as fotos da Spezzato com a Lucia Dvorska, e os da Vogue com a modelo Harley Viera-Newton e o casal Sean Lennon e Kemp Muhl. Dos trabalhos de nu, o da Bárbara Koboldt é o meu preferido.
Mariana Lima - JP
Sean Lennon e Kemp Muhl
Colagens Urbanas
Spezzato
Bárbara Koboldt - SEXY
Harley Viera-Newton - VogueE tem algum que você diz “hum, adoraria que fosse meu”? Inveja branca vale...
Nossa, vários! Tem muito trabalho que eu vejo e pago um pau. Dos brasileiros, gosto bastante das coisas que Jacques Dequeker e Bob Wolfenson fazem. Acho lindo o editorial do Jacques com a Isabeli na Patagônia (para a Vogue) e o que ele fez numa praia do Rio, com um fundo branco, para a Mag!. O Bob é incrível na moda, mas no nu ele é o melhor. O ensaio na Colômbia, com a Carla Regina, é sensacional.
Dos gringos minha preferida é a Camilla Akrans, mas gosto muito também da Cécile Bortoletti, Bruno Bisang, Terry Richardson e Martin Parr (que não tem nada a ver com moda nem nu).
Nossa, vários! Tem muito trabalho que eu vejo e pago um pau. Dos brasileiros, gosto bastante das coisas que Jacques Dequeker e Bob Wolfenson fazem. Acho lindo o editorial do Jacques com a Isabeli na Patagônia (para a Vogue) e o que ele fez numa praia do Rio, com um fundo branco, para a Mag!. O Bob é incrível na moda, mas no nu ele é o melhor. O ensaio na Colômbia, com a Carla Regina, é sensacional.
Dos gringos minha preferida é a Camilla Akrans, mas gosto muito também da Cécile Bortoletti, Bruno Bisang, Terry Richardson e Martin Parr (que não tem nada a ver com moda nem nu).
Três características marcantes de seus cliques? Ah, em apenas três palavras!
É difícil falar do próprio trabalho sem parecer prepotente... mas, vamos lá: unidade, naturalidade e composição.
É difícil falar do próprio trabalho sem parecer prepotente... mas, vamos lá: unidade, naturalidade e composição.
ElleKate Moss é a modelo favorita do Mario Testino. Quem é a Kate Moss do Daniel Aratangy?
Gostei muito de trabalhar com a Kemp Muhl. Ela é top, mas não tem nada de estrela. É profissional, generosa com o fotógrafo, dá a foto de presente.
Gostei muito de trabalhar com a Kemp Muhl. Ela é top, mas não tem nada de estrela. É profissional, generosa com o fotógrafo, dá a foto de presente.
Kemp Muhl e Sean LennonDiferenças entre fotografar garotas e garotos em ensaios sensuais?
Gosto bastante dos dois. Nos ensaios com garotos, há uma grande preocupação dos editores em deixá-los mais “masculinos”. Resolvo isso recorrendo para a naturalidade. Tento fazer com que o modelo se sinta à vontade e interaja com a locação como se eu não estivesse lá.
Com as mulheres, dá para inventar situações, poses e personagens bem diferentes. No caso delas, a preocupação é outra: como mostrar bastante sem ser vulgar. Mas com sensibilidade. Afinal, é sempre um big deal para qualquer mulher ficar pelada na frente de um monte de gente. Em uma das capas que fiz para a SEXY, a modelo começou a chorar. Fiquei preocupado e fui conversar com ela. "É que eu sempre sonhei com este momento, tá tudo dando certo, as fotos estão lindas e eu tô muito feliz!", ela me disse. É realmente um momento importante para elas. Mexe demais com a autoestima.
Gosto bastante dos dois. Nos ensaios com garotos, há uma grande preocupação dos editores em deixá-los mais “masculinos”. Resolvo isso recorrendo para a naturalidade. Tento fazer com que o modelo se sinta à vontade e interaja com a locação como se eu não estivesse lá.
Com as mulheres, dá para inventar situações, poses e personagens bem diferentes. No caso delas, a preocupação é outra: como mostrar bastante sem ser vulgar. Mas com sensibilidade. Afinal, é sempre um big deal para qualquer mulher ficar pelada na frente de um monte de gente. Em uma das capas que fiz para a SEXY, a modelo começou a chorar. Fiquei preocupado e fui conversar com ela. "É que eu sempre sonhei com este momento, tá tudo dando certo, as fotos estão lindas e eu tô muito feliz!", ela me disse. É realmente um momento importante para elas. Mexe demais com a autoestima.
Camila Rodrigues - VIPVocê fotografou Jesus Luz para a Gloss. Por que em todos os trabalhos o namorado da Madonna está sempre com aquela mesma cara, aquela mesma expressão?
O Jesus é jovem, começou na profissão há pouco tempo. Já fotografei meninas no começo da carreira que não tinham muito traquejo e, depois de dois anos fora, viraram ótimas modelos. Acho que ele está neste caminho. Trabalhar com ele, de qualquer modo, foi uma grande surpresa para mim. Disseram que ele estava cheio de exigências e tal. Quando chegou para a foto foi supersimpático e profissional. Colocou o iPod para tocar e topou absolutamente tudo que eu pedi. No começo, minha assistente (que era uma espanhola e não o conhecia) até achou que ele fosse um outro assistente. Estranhou quando ele começou a ser maquiado, mas só foi entender quem era quando ele tirou a camisa e a tatuagem "Jesus" apareceu. Depois demos muita risada dessa história.
O Jesus é jovem, começou na profissão há pouco tempo. Já fotografei meninas no começo da carreira que não tinham muito traquejo e, depois de dois anos fora, viraram ótimas modelos. Acho que ele está neste caminho. Trabalhar com ele, de qualquer modo, foi uma grande surpresa para mim. Disseram que ele estava cheio de exigências e tal. Quando chegou para a foto foi supersimpático e profissional. Colocou o iPod para tocar e topou absolutamente tudo que eu pedi. No começo, minha assistente (que era uma espanhola e não o conhecia) até achou que ele fosse um outro assistente. Estranhou quando ele começou a ser maquiado, mas só foi entender quem era quando ele tirou a camisa e a tatuagem "Jesus" apareceu. Depois demos muita risada dessa história.

Jesus Luz - GlossE as músicas do iPod eram boas? (rs)
Com certeza melhores que as do meu iPod! Ele fez um set de pop eletrônico, bem dançante. Mas nada de Madonna.
Com certeza melhores que as do meu iPod! Ele fez um set de pop eletrônico, bem dançante. Mas nada de Madonna.
O que é pior de fotografar: o inexperiente, o sem carisma, o feio, o cheio de vontade, o sem vontade?
Sem dúvida nenhuma o sem vontade. O trabalho é uma parceria. Sem vontade, não rola.
Para um fotógrafo, qual é a sensação de fazer um ótimo ensaio como o da Barbara Thomaz para a Homem Vogue e ver apenas duas ou três fotos publicadas na revista?
É um pouco frustrante, mesmo. Mas, no caso da Babi, imaginei que isso pudesse acontecer. Ela é amiga minha e da minha mulher. Fizemos o ensaio por nossa conta, para ver no que dava. Criamos com a nossa cara: a Babi é divertida, não se leva a sério, e aquelas fotos têm um clima fun que eu adoro. Mas, como não foi feito especificamente para a Homem Vogue, eles acabaram editando as fotos que têm mais a linguagem da revista.
Sem dúvida nenhuma o sem vontade. O trabalho é uma parceria. Sem vontade, não rola.
Para um fotógrafo, qual é a sensação de fazer um ótimo ensaio como o da Barbara Thomaz para a Homem Vogue e ver apenas duas ou três fotos publicadas na revista?
É um pouco frustrante, mesmo. Mas, no caso da Babi, imaginei que isso pudesse acontecer. Ela é amiga minha e da minha mulher. Fizemos o ensaio por nossa conta, para ver no que dava. Criamos com a nossa cara: a Babi é divertida, não se leva a sério, e aquelas fotos têm um clima fun que eu adoro. Mas, como não foi feito especificamente para a Homem Vogue, eles acabaram editando as fotos que têm mais a linguagem da revista.
Babi Thomaz - Homem VogueQual é a sua revista de cabeceira?
Eu adoro a Trip e a Tpm.
Eu adoro a Trip e a Tpm.
Deborah Secco e Francisca Queiroz - Tpm e TripPerguntinha técnica: qual equipamento você usa atualmente?
A câmera que uso com mais frequência é a Nikon D3x. Tenho um conjunto de lentes claras e muito equipamento de luz, apesar de às vezes alugar também.
Há uma frente crescente contra os retoques do photoshop. Qual é a sua relação com o programa?
Eu adoro o photoshop. É um instrumento de criação incrível. Acho que tudo depende de como se usa. A manipulação de imagens, com ou sem photoshop, sempre existiu. Tem a famosa frase do Lewis Hine: "Fotografias não mentem, mas mentirosos fotografam".
De qualquer maneira, antes das digitais meu trabalho acabava quando eu tirava o filme da câmera. Me dava um pouco de aflição não ter mais controle sobre o trabalho. Gosto de continuar criando depois da foto feita. Com calma, no meu computador, sozinho.
Os retoques de pele e corpo eu não faço. É tudo terceirizado. E, às vezes, exagerado. Isso me incomoda. Pessoalmente, não gosto do ideal de beleza feminino predominante nas revistas de moda. Não é bonito, nem saudável. No aspecto específico de nu, algumas revistas tratam mais do que outras. Para mim, a SEXY é um exemplo de bom tratamento. Eles não modificam as formas das mulheres, já escolhem aquelas que têm o padrão que os interessa. Outra coisa que me incomoda é a estética do corpo malhado e peito de silicone. Acho muito mais bonito e sensual a mulher sem esses “acessórios”, mesmo com algumas coisinhas fora de lugar.
A câmera que uso com mais frequência é a Nikon D3x. Tenho um conjunto de lentes claras e muito equipamento de luz, apesar de às vezes alugar também.
Há uma frente crescente contra os retoques do photoshop. Qual é a sua relação com o programa?
Eu adoro o photoshop. É um instrumento de criação incrível. Acho que tudo depende de como se usa. A manipulação de imagens, com ou sem photoshop, sempre existiu. Tem a famosa frase do Lewis Hine: "Fotografias não mentem, mas mentirosos fotografam".
De qualquer maneira, antes das digitais meu trabalho acabava quando eu tirava o filme da câmera. Me dava um pouco de aflição não ter mais controle sobre o trabalho. Gosto de continuar criando depois da foto feita. Com calma, no meu computador, sozinho.
Os retoques de pele e corpo eu não faço. É tudo terceirizado. E, às vezes, exagerado. Isso me incomoda. Pessoalmente, não gosto do ideal de beleza feminino predominante nas revistas de moda. Não é bonito, nem saudável. No aspecto específico de nu, algumas revistas tratam mais do que outras. Para mim, a SEXY é um exemplo de bom tratamento. Eles não modificam as formas das mulheres, já escolhem aquelas que têm o padrão que os interessa. Outra coisa que me incomoda é a estética do corpo malhado e peito de silicone. Acho muito mais bonito e sensual a mulher sem esses “acessórios”, mesmo com algumas coisinhas fora de lugar.
Já fizeram alguma cagadinha com foto sua na pós-produção?
Já, muitas vezes. Não gosto quando tratam demais. Às vezes a imagem parece mais um desenho do que uma foto. Se o tratador não é bom, não consegue sacar o volume que o jogo de luz e sombra dá. As fotos perdem profundidade.
Tem algum novo nome da fotografia que você aposta?
A Karine Basílio não mora mais no Brasil, mas tem feito trabalhos lindos em Nova York.
Com a agenda cada dia mais cheia, benza Deus!, quais cuidados você toma para não se repetir e não cair no lugar comum?
Tem que se planejar. No caso de grandes ensaios, por exemplo, estudo o fotografado e busco referências que combinem com ele e com a revista. Busco inspiração em filmes, videoclipes, livros e viagens. E converso muito com minha mulher, Laura, que, além de roteirista, também trabalha na área. Ela sempre vem com blogs novos para me mostrar, me dá sugestões de locações e até dá uns pitacos na luz. Dá pra acreditar? rsrs...
Para fechar: o ensaio da “ex-ex-BBB” Joseane Oliveira promete?
Ela já tem a experiência de um ensaio nu para a Playboy e, dessa vez, quer fazer fotos bem diferentes.
Sinto que ela está com bastante vontade de fazer algo legal. Isso me ajuda muito e me deixa com mais vontade ainda.
O que posso contar é que estamos na fase final da pré-produção (fotografaremos nesta sexta e sábado). Na semana passada, visitamos uma das locações e o tema já está fechado.
Já, muitas vezes. Não gosto quando tratam demais. Às vezes a imagem parece mais um desenho do que uma foto. Se o tratador não é bom, não consegue sacar o volume que o jogo de luz e sombra dá. As fotos perdem profundidade.
Tem algum novo nome da fotografia que você aposta?
A Karine Basílio não mora mais no Brasil, mas tem feito trabalhos lindos em Nova York.
Com a agenda cada dia mais cheia, benza Deus!, quais cuidados você toma para não se repetir e não cair no lugar comum?
Tem que se planejar. No caso de grandes ensaios, por exemplo, estudo o fotografado e busco referências que combinem com ele e com a revista. Busco inspiração em filmes, videoclipes, livros e viagens. E converso muito com minha mulher, Laura, que, além de roteirista, também trabalha na área. Ela sempre vem com blogs novos para me mostrar, me dá sugestões de locações e até dá uns pitacos na luz. Dá pra acreditar? rsrs...
Para fechar: o ensaio da “ex-ex-BBB” Joseane Oliveira promete?
Ela já tem a experiência de um ensaio nu para a Playboy e, dessa vez, quer fazer fotos bem diferentes.
Sinto que ela está com bastante vontade de fazer algo legal. Isso me ajuda muito e me deixa com mais vontade ainda.
O que posso contar é que estamos na fase final da pré-produção (fotografaremos nesta sexta e sábado). Na semana passada, visitamos uma das locações e o tema já está fechado.
+ do Aratangy aqui: danielaratangy.com/blog
segunda-feira, 12 de abril de 2010
3ª dimensão
A Marie Claire completa 19 anos em abril e para comemorar trouxe uma edição cheia de novidades. A capa é simples e bonita, como comentada aqui pelo Leandro. Mas ainda assim, não entendo porque não fazer uma capa com alguma das lindas fotos do ensaio de Jacques Dequeker. Ao menos nesse aniversário.
Mas o curioso dessa edição especial é mesmo o editorial em 3D, também de Dequeker, com a modelo (que aliás, tem trabalhado muito nessa temporada) Barbara Berger. Esse tipo de recurso é tendencinha atualmente e o marketing da Editora
Parabéns à Marie Claire pelos 19 anos e a sua equipe pela edição especial de aniversário. Agora, mais alguns bons momentos publicados este mês:
Dita et circenses
Como fizemos na edição passada, vamos mostrar aos poucos a Plasctic Dreams, revista produzida e editada pela equipe da Erika Palomino para a Melissa.
Desta vez o tema é o circo e nada mais coerente com isso que o espírito burlesco de Dita von Teese. Sim, a americana que roda o mundo fazendo shows na taça e posando pelada com cara de anos 50.
Desta vez o tema é o circo e nada mais coerente com isso que o espírito burlesco de Dita von Teese. Sim, a americana que roda o mundo fazendo shows na taça e posando pelada com cara de anos 50.
O ensaio produzido na gringa é bem legal, apesar de lançar mão de todo o repertório comum à estrela. Das fotos publicas a quem menos gosto é a do vestidão amarelo e a da capa, que eu trocaria facilmente pela da quarta capa, que é a última logo abaixo.





Dita sendo Dita...O mais bacana da temática e da produção é que ficou tudo muito bem orquestrado. As fotos são lúdicas na medida certa, têm a sensualidade comedida de Dita e são lindas de se ver. Tanto para homens quanto para mulheres, que são o público original da publicação.
Mais uma vez, ponto para a equipe responsável pela publicação, que já colocou Agyness Deyn, Kate Moss e agora Dita em ensaios exclusivos para a revista.
Mais uma vez, ponto para a equipe responsável pela publicação, que já colocou Agyness Deyn, Kate Moss e agora Dita em ensaios exclusivos para a revista.
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domingo, 11 de abril de 2010
Quem sabe, sabe
Daniele Suzuki. E essa foto aí de cima renderia um capão, não? O ensaio do Gaul nem é dos melhores de sua carreira, tem até um ou dois cliques bregas totalmente dispensáveis, mas brilhou mais que o da dupla Motta & Duran.
Dani (32, mas com cara de 20 e poucos) é fruto de uma mistura deliciosa que deu muito certo. Temos tão poucas japas, e seus derivados, fotografando no Brasil (sem recorrer ao Google, só consigo me lembrar da loiruda Sabrina Sato, Juliana Imai, Carol Ribeiro – que nem é tão “japa” assim – e, claro, Suzuki) que acho um desperdício deixar a gata só no recheio. Quero Suzuki em todas as capas, incluindo aí Playboy, com muitas cores, personagens e temas que ativem ainda mais o impacto visual causado pelo exotismo.
Dani (32, mas com cara de 20 e poucos) é fruto de uma mistura deliciosa que deu muito certo. Temos tão poucas japas, e seus derivados, fotografando no Brasil (sem recorrer ao Google, só consigo me lembrar da loiruda Sabrina Sato, Juliana Imai, Carol Ribeiro – que nem é tão “japa” assim – e, claro, Suzuki) que acho um desperdício deixar a gata só no recheio. Quero Suzuki em todas as capas, incluindo aí Playboy, com muitas cores, personagens e temas que ativem ainda mais o impacto visual causado pelo exotismo.
Fernanda Motta (29, mas com cara de 30 e poucos) é bonita, sem dúvida, mas seu problema é a falta de carisma. Sua apatia é elevada a quinta potência nesse ensaio apático do J.R. Duran. A Homem Vogue teve tempo de sobra e o cacife de sempre para elaborar algo de fato surpreendente, mas tenho a impressão que este ensaio e capa foram feitos para agradar os colegas e não os leitores da publicação.
Os perfis assinados por Milly Lacombe (Suzuki) e Marcos Nogueiras (Motta) são qualquer nota. Milly, “desenhista industrial” (quem usa?) e o grand finale “macha sim, mas muito sexy” acabam com qualquer resquício de respeito. O do Marcos é chato, parece de revista feminina e fica enumerando os feitos do passado. E daí que Fernanda foi eleita em 2007 uma das 25 modelos mais sexy do models.com? Eu quero é saber das que estão lá no ranking hoje.
Fotos: Reprodução Homem Vogue











