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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Feita à mão

A Wallpaper* convidou 30 designers-artistas-amigos para elaborar as capas da handmade issue. Um monte de capinha legal, outras bem mixurucas. Mas o resultado final é  superbacana. Um trabalho primoroso que merece destaque aqui no dasBancas.
01_Anthony-Burrill_102_Tom-Hingston_103_Rob-Ryan_104_Alan-Kitching_105_Sam-Winston06_Quentin-Jones_107_Trevor-Jackson08_Jonathan-Ellery09_James-Joyce10_Hellovon11_Ian-Wright12_Kam-Wallzo-and-Pauls13_David-Carson14_Melvin-Galapon15_Henrik-Kumel16_Laurent-Fetis18_Margaret_Calvert_119_Peter-Miles20_APFEL21_Supermundane_122_Bibliotheque23_Daisy-de-Villeneuve24_Studio-Frith25_Hiroshi-Tanabe26_Vince-Frost27_Hort_128_Paul_Davis29_MCgarrybowen30_Meirion_Pritchard17_Nigel-Robinson_1
Escolheu a sua? Adoro a (argh!) feita com resto de unha

Nesse link aqui tem alguns vídeos legais com os bastidores de algumas capas.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Um pouco de história do design

Sempre acreditei que fazer revistas ia além do ato de encadernar páginas. Por isso, decidi estudar Desenho Industrial com Habilitação em Programação Visual, nome pomposo para o tal Design Gráfico. Acabou que o mundo deu voltas, o tempo passou, minhas idéias mudaram, e hoje, o que menos faço é design de revista. Não construo grids, não penso em capas, não numero páginas. Nada disso faz parte da minha rotina, que está mais próxima do design promocional e corporativo. Marcas e sensações fazem parte do meu dia. E eu adoro isso!

exposição pouca é bobagem...
(clica para ampliar)

Não é por que me afastei do design de revistas - sim, já fiz alguns projetos - que deixei de apreciá-las, observar e criticar. Taí o blog como prova e como incentivador de pesquisas e olhares menos superficiais. Toda a bagagem adiquirida durante a faculdade transborda por aqui, e hoje, vou falar justamente de uma das revistas que mais gosto - conheci na faculdade - e infelizmente não tenho nenhum dos números. A incrível e insuperável Ray Gun.

algumas capas - notem que o número da edição era usado por eles, e foi aplicado no Trip

Provalmente, a grande maioria nunca ouviu falar dela, mas já sentiu seus ecos em milhões de outros projetos. O designer-surfista David Carson mudou um geração e construiu uma nova estética para o design. Influenciado pela cultura grunge da década de 90, pelos trabalhos de Nevile Brody e pelo mundo em que vivia, David desconstruiu tipos, reinventou a composição e incluiu milhões de tons e texturas no mundo fotográfico. Estava aberta a temporada de letras ilegiveis e filtros sobre fotografias.

Beach Culture - o começo da desconstrução

O projeto mais memorável de Carson é a Ray Gun, uma revista balizada em música, arte e estilo de vida. Uma coisa muito próxima da Trip - que merece um parágrafo próprio logo a frente. Na Ray Gun, o design "Não Canônico" foi usado exaustivamente, cortes absurdos, parágrafos destruídos, letras enormes ou minúsculas. Tudo era possível, tudo se justificava dentro de um projeto sem amarras, sem grid, mas com muita personalidade e ousadia. Exatamente o que os jovens da época esperavam e como o próprio Carson havia anunciado na Beach Culture - revista em que trabalhou.

páginas aleatórias

assim é que se abre uma matéria...

A Ray Gun não durou muito, foram 60 números lançados entre 92 e 2000, e no decorrer desses anos muitas ousadias foram abandonadas, a revista precisava enxugar seu estilo que já não era tão coerente com a época. Mas mesmo assim, deixou seguidores que até hoje usam e abusam da desconstrução proposta por Carson. O que nem sempre gera bons resultados.

um pouco do estilo Carson, que tanto é copiado

No Brasil, a Ray Gun refletiu na Trip, que sofreu, em 1997, redesign pelas mãos de David Carson, e absorveu um projeto extremamente poluído, complexo e mal compreendido pelos brasileiros, que logo foi abandonado. Sobram desse projeto a marca e alguns pequenos maneirismos gráficos, que estão cada dia mais raros.

expediente e índice. Sim, este é o índice da revista...

O motivo de adorar é Ray Gun é simples: só quem sabe fazer design/revista muito bem, é capaz de descontruir o objeto dessa maneira e ainda torná-lo crível e vendável. Só sendo muito bem posicionada para colocar uma matéria inteira com dingbats (aquelas fontes com desenho), pelo simples fato de tê-la achado enfadonha. Ou então, cortar as palavras e parágrafos que bem entendesse do texto. Tudo isso refletia o espírito contestador e irresponsável de uma geração que se formava.

ler? para quê? O importante é ver...

Muitas dessas imagens foram encontradas neste blog, que conta um pouco da história da Ray Gun.

domingo, 3 de agosto de 2008

The Face + Neville Brody

The Face talvez tenha sido uma das revistas mais influentes dos anos 80 e 90. Inciando sua tragetória em maio de 1980 e encerrando em maio de 2004, a revista inglesa trouxe os mais influentes nomes do pop em suas capas. De Madonna a Gisele Bündchen, todo mundo passou por lá. E claro, sempre dando mostras de ousadia.

Das antigas, a preferida do Leandro, e uma das últimas.

Neville Brody foi diretor de arte da revista entre os anos de 1981 e 1986. Para quem conhece pouco de hitória do design, vale a pena falar: Neville Brody é um dos maiores designers de todos os tempos, ousaria colocá-lo como o Saul Bass do editorial. Seu trabalho influenciou diversos outros designers, inclusive o 'hypado' David Carson, que, no Brasil, fez o projeto da revista Trip. Brody trouxe toda a linguagem underground/grunge vigente nos anos 80 e 90 para a construção de tipos e páginas, as revistas deixaram de ser um espaço de leitura tranquila, passando a lugar de experimentações visuais, ousadia e modernidade. Sem Brody e a The Face, as revistas moderninhas de hoje, como Arena (que Brody também foi diretor de arte), Ray Gun (projeto de Carson, que já não é mais editado), I-D dentre tantas outras, talvez não teriam a mesma cara.

Mudança de logotipo + anúncio Nike. Pós-moderno desde os anos 80.

Senti uma releitura na Interview deste mês. Arena bem recente, e finada Ray Gun.

A revista que marcou época, foi palco para os fotógrafos mais modernos e requisitados da atualidade, como David laChapelle.

fotos publicadas na The Face

Bora conferir um ensaio da revista?!
Robbie Willians, The Wild One, fotografado por Norman Watson, em 1995.

Uma coisa meio emo/travesti/moderninha.
Tipo incrível, e olha que eu nem gosto do Robbie Willians.


ps.: Não combinei com o Greg de postarmos revistas undergrounds hoje, foi pura sincronicidade coincidência....



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