A Playboy deste mês seria uma edição determinante para observarmos o caminho que a revista seguirá nos próximos tempos, uma vez que é a primeira feita pelo novo editor Thales Guaracy, mas o que vemos – no meio de algumas poucas mudanças – é mais do mesmo: uma revista que se acha demais e entrega pouquíssimo para seu leitor. Bom, deixa eu explicar isso...
Em seu primeiro editorial, cheio de pompa e circunstância, Thales fala sobre a tal linhagem que diferencia Playboy das outras revistas de nu. Mas o que vemos é um tanto de balela... Como sabemos, há muito, para ser capa de Playboy não é preciso pedigree. Por aqui, bastam 5 minutos de fama e disposição para tirar a roupa em um ensaio meia boca. E é exatamente isso que a revista vem trazendo para os apaixonados pelo coelho.
A menina Thaís Bianca tem alguma beleza, mas ela fica bem escondida sob a cabeleira rosa e produção de moda cafona deste ensaio. Além de errar neste quesito, a equipe também erra brutalmente na locação e no fotógrafo. Sempre gostei do Maurício Nahas, da luz bem trabalhada, mas ele vem insistindo em uma estética pouco atratativa em seus últimos ensaios para masculinas. A luz sempre equivocada, que produz mais sombras que o necessário, as cores inadequadas para transparecer sensualidade/erotismo e, no caso de Thaís, ângulos completamente desnecessários, que acabam forçando demais a perspectiva e deixando a modelo com suas proporções comprometidas. Ou será que fui o único que ficou com a sensação de que a moça tem a bunda pequena demais para uma cabeça tão grande?
Num ensaio que prometia ser – segundo a própria modelo – explosivo, o melhor do ano, provocante, ousado e bla bla bla, é um amontoado de equívocos e zero provocação. Nas poucas fotos em que é possível ver nitidamente a nudez da modelo, a tintura rosa na parte de baixo deixou a coisa bizarra, completamente broxante e caricata. Se não queria ficar descombinada, que depilasse tudo de uma vez, seria muito mais sensual que aquele "ursinho de pelúcia" mal localizado.
Apesar do erro na tintura, Thaís se esforça para segurar o ensaio: faz carão, se contorce, se dispõe. Mas no meio do cenário de jogos mortais, é difícil achar a coisa provocante de verdade. O cenário é tão imundo e pesado que acaba oprimindo a mocinha, que combinaria – graças aos cabelos coloridos – muito mais com uma imagem fun, leve. Sabe Katy Perry? Então...
Depois do incrível ensaio do mês passado, acho que a Playboy deveria refletir sobre a máxima "Menos é Mais" e repensar as produções de seus ensaios.




