Revista nas bancas e o que era sensação vira realidade: 2012, de fato, foi um dos piores anos da história da Playboy Brasil. Se você parar pra pensar, você consegue se lembrar de todas as estrelas de capa? Olha, confesso que me peguei pensando muito e, simplesmente, não conseguia me lembrar. Para te ajudar, vamos à lista:
Começamos com Vanessa Zoth – e Lindsay Lohan –, tivemos Jéssica Amaral, depois Valentina, Aryane do Pânico, Renatinha do BBB, Aline Riscado do Faustão, Mari Paraíba – gata de verdade! –, Nathália Rodrigues – opa! uma estrela – o furacão da CPI Denise Rocha, Leona Cavalli - mais uma estrela – Karen, a coleguinha, e, por fim, as Gêmeas Débora e Denise.
Dos ensaios deste ano, pouquíssimos são memoráveis, eu destacaria Vanessa Zoth – apesar de algumas falhas –, Mari, Nathália, Leona e Karen. Coincidentemente ou não, os ensaios que merecem algum destaque, são os estrelados pelas mulheres com alguma relevância midiática. Mas, se compararmos com ensaios de outras épocas, acredito que apenas Nathália teria força para manter-se em alguma lista. O ano foi de preguiça, de ensaios sem fôlego, sem tesão e, infelizmente, cheio de derrapagens.
A pá de cal nessa tristeza toda vem com o ensaio das Gêmeas, assinado por Dráuzio Tuzulo. A começar pela capa, tudo é uma pobreza sem fim. Zero criatividade, engessado e completamente desinteressante. Uma ou outra foto chama atenção, traz alguma ousadia ou experimentalismo, mas de modo geral: bocejos.
As gêmeas que não eram tão feias na divulgação, mas que ficaram terríveis na capa, estão bonitonas no recheio – apesar de não serem aquela belezura toda –, têm corpos muito bem desenhados, mas cederam a uma bobagem chata na execução do ensaio: os tais selinhos clichê entre garotas que posam juntas. Sério, são irmãs. Precisa mesmo da erotização?
Por falar nisso, será que a temática definida para o ensaio é a melhor? Será que toda aquela renda, peças pretas, transparências e provocações cabe? Lembro-me que o ensaio das trigêmeas era uma coisa corriqueira, quase voyer. Como se alguém estive apenas observando a intimidade de irmãs. Meninas que andam nuas uma na frente da outra, que escolhem roupas, mas não têm toques sexualizados, não se beijam ou fazem cara de tesão. Um ensaio de risadas e leveza, acima de tudo.
Sim, acho que neste caso, menos seria mais. Muito mais.






