Carine Roifeld, da Vogue Paris, é tida como uma das mulheres mais poderosas do mundo da moda, mais poderosa que Anna Wintour nesses tempos estranhos da Vogue América.
Além de poderosa, Carine é naturalmente polêmica. Toma partidos de causas controversas, como o uso de peles, fazendo editoriais como o de Raquel Zimmerman nua entre várias casacos. A nova polêmica abraçada por ela é o do físico das modelos.
Enquanto as principais revistas, editoras, estilistas e especialistas de moda do mundo começam a apontar um novo padrão, mais sexy, saudável e curvilíneo para as modelos, Carine coloca nas páginas da Vogue Paris de Março a modelo Iselin Steiro.

Iselim é uma menina magra, extremamente magra, seca mesmo, e ainda assim bonita. Mas nas fotos desta Vogue encarna um tipo abatido, meio doente, sujo, que lembra muito as
Heroin Girls que dominaram os anúncios da década de 90 até a chegada de Gisele e sua opulência.



As fotos de David Sims são fortes, quase angustiantes. A interpretação da modelo superincrível, mas não consigo achar o trabalho bom. Não consigo gostar do que vejo...
Acho feio e ultrapassado glamourizar a magreza e a sujeira. Acho completamente desnecessário, num mundo onde meninas sofrem com problemas alimentares e com o exagero nas drogras, mostrar um mulher que mais parece o
Keith Richards.





Desculpem-me Carine e modernetes, mas desta vez fico do lado de Marc Jacobs e Dior que apostam na mulher bonita e com volumes, além da aparência saudável.