Novembro já chegou e para não deixarmos nenhuma masculina de outubro de fora do dasBancas, resenho num post só Alfa e GQ. Mas o post 2 em 1 nem é tão mera coincidência assim...
ATRASO PROVIDENCIAL
Alfa e GQ têm muita coisa em comum. Ambas são voltadas para um público formado por homens maduros e bem-sucedidos. Homens que se envergonhariam (e quem não?) em expor na mesa do trabalho uma revista com a Mulata Difícil na capa. São revistas que não fazem da sensualidade feminina seu carro-chefe e por isso dão preferência a capas, discretas, com a presença de homens igualmente bem-sucedidos. Dizem, o leitor se espelha neles.
Em sua 7ª edição, Fernanda Lima é a 3ª capa feminina da GQ. A Alfa, menos maleável, somente em sua 13ª ida às bancas sucumbiu aos encantos femininos e fez uma edição “Especial Mulher” (pretexto?) com Camila Pitanga na capa.
Fernanda e Camila estão a léguas de distância do estereotipo mulherhortifrutigranjeiro. Lindas, consolidadas, realizadas, bem-resolvidas, são mulheres que têm o que mostrar. E falar. Fazem a capa que bem entender e fazem poucas, apesar da oferta. Contrariando Kiko Nogueira – Diretor de Redação da Alfa, que na carta do editor afirmou que Pitanga “nunca havia saído em uma revista masculina” (?!) –, Camila já fez VIP e Homem Vogue. Fernanda foi mais além e fez VIP, Homem Vogue, Trip, Vizoo e outras coisinhas mais ousadas lá fora.
SOFTSEXY
Não esperem de Alfa e GQ ensaios ultrassensuais. As fotos são (e serão) sempre softsexys. Mesmo assim, acho que Alfa consegue se destacar com ensaios (não só esse de outubro) mais produzidos.
Nas fotos de Bob Wolfenson, Pitanga interpreta uma modelo vivo num ateliê de arte da Lapa (RJ). Esse enredo, atmosfera, luz natural agregam tanto ao ensaio. O resultado ficou muito bonito.
Fernanda Lima, por Eduardo Rezende, já vem no mesmo clima de estúdio do ensaio de Alinne Moraes, até então última capa feminina da GQ. Mesmo sem essa obrigação de ser sexy e extremamente criativo, GQ precisará se movimentar mais nos próximos. Achei um pouco frio e repetitivo.
Como a grande vedete dessas publicações é o texto e não as fotos, era de se esperar que Mauro Ventura (Alfa) e Leo Jaime (GQ) prendessem a atenção do leitor do início ao fim. A clara intimidade entre Leo e “Nana”, além das rapidinhas que eu adoro, me ganha fácil.
Enfim, duas boas edições, com duas grandes mulheres (nas capas!), que o dasBancas definitivamente não poderia deixar passar em branco.
Fotos: Reprodução Alfa e GQ