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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Alfa vs. GQ

Novembro já chegou e para não deixarmos nenhuma masculina de outubro de fora do dasBancas, resenho num post só Alfa e GQ. Mas o post 2 em 1 nem é tão mera coincidência assim...
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ATRASO PROVIDENCIAL
Alfa e GQ têm muita coisa em comum. Ambas são voltadas para um público formado por homens maduros e bem-sucedidos. Homens que se envergonhariam (e quem não?) em expor na mesa do trabalho uma revista com a Mulata Difícil na capa. São revistas que não fazem da sensualidade feminina seu carro-chefe e por isso dão preferência a capas, discretas, com a presença de homens igualmente bem-sucedidos. Dizem, o leitor se espelha neles.
Em sua 7ª edição, Fernanda Lima é a 3ª capa feminina da GQ. A Alfa, menos maleável, somente em sua 13ª ida às bancas sucumbiu aos encantos femininos e fez uma edição “Especial Mulher” (pretexto?) com Camila Pitanga na capa.


Fernanda e Camila estão a léguas de distância do estereotipo mulherhortifrutigranjeiro. Lindas, consolidadas, realizadas, bem-resolvidas, são mulheres que têm o que mostrar. E falar. Fazem a capa que bem entender e fazem poucas, apesar da oferta. Contrariando Kiko Nogueira – Diretor de Redação da Alfa, que na carta do editor afirmou que Pitanga “nunca havia saído em uma revista masculina” (?!) –, Camila já fez VIP e Homem Vogue. Fernanda foi mais além e fez VIP, Homem Vogue, Trip, Vizoo e outras coisinhas mais ousadas lá fora.
SOFTSEXY 
Não esperem de Alfa e GQ ensaios ultrassensuais. As fotos são (e serão) sempre softsexys. Mesmo assim, acho que Alfa consegue se destacar com ensaios (não só esse de outubro) mais produzidos.
Nas fotos de Bob Wolfenson, Pitanga interpreta uma modelo vivo num ateliê de arte da Lapa (RJ). Esse enredo, atmosfera, luz natural agregam tanto ao ensaio. O resultado ficou muito bonito.
Fernanda Lima, por Eduardo Rezende, já vem no mesmo clima de estúdio do ensaio de Alinne Moraes, até então última capa feminina da GQ. Mesmo sem essa obrigação de ser sexy e extremamente criativo, GQ precisará se movimentar mais nos próximos. Achei um pouco frio e repetitivo.
Como a grande vedete dessas publicações é o texto e não as fotos, era de se esperar que Mauro Ventura (Alfa) e Leo Jaime (GQ) prendessem a atenção do leitor do início ao fim. A clara intimidade entre Leo e “Nana”, além das rapidinhas que eu adoro, me ganha fácil.
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Enfim, duas boas edições, com duas grandes mulheres (nas capas!), que o dasBancas definitivamente não poderia deixar passar em branco.
Fotos: Reprodução Alfa e GQ

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

É possível fazer bonito em janeiro

A Alfa preencheu uma lacuna. Em outras palavras, soube aproveitar bem uma oportunidade. A edição de janeiro foi a quinta, mês que algumas revistas capricham menos e outras sequer chegam às bancas. O compromisso com o leitor foi honrado: foto de capa e ensaio produzidos em meio a correria de dezembro (como bem frisou Kiko Nogueira na Carta do Editor), matéria principal com pesquisa proprietária, mulher inédita e inesperada na seção Ela e outros bons tratos que não estamos muito acostumados.

O público da Alfa é 35+. Me espantou ver Marcelo Adnet e Dani Calabresa na primeira capa do ano, fugindo do perfil do grupo que que estampou as edições anteriores (Galvão Bueno, Steve Jobs, Ronaldinho e Aécio Neves). Gosto muito do casal, mas ambos são apresentadores da MTV, canal sem afinidade com os leitores da Alfa. Ficou claro que essa edição tentou atrair uma parcela que ainda não havia sido impactada pela revista. E escalaram bem o Adnet, que consegue vender tudo, de Kuat à Volkswagen.

alfa… e a Calabresa foi a primeira mulher na capa da Alfa!

Jorge Bispo é o fotógrafo responsável pela imagem de capa e ensaio do casal de comediantes. Mas uma única escalação de peso não garante qualidade no resultado. A produção de moda é péssima: o vestido não favorece Dani Calabresa, que tem braços grossos (e não decorrentes de musculação) e o branco da camiseta do Adnet camufla com o do estúdio. O resultado é ruim, e a diagramação das internas da Alfa é infinitamente melhor que a da capa.

A seção Ela trouxe Letícia Sabatella, atriz que ocupava meu imaginário de globais que jamais fariam fotos sensuais. O texto de Ailin Aleixo que acompanha o ensaio, transcreveu uma fala da atriz durante o shooting fotográfico: “As fotos têm de ter um lado cênico, lúdico, senão ficam sem sentido. Não estou aqui para fazer poses sensuais nem propaganda de grife”. Talvez essa seja a argumentação correta para disfarçar o sensual para atrizes como Sabatella.

montagemChristian Gaul já é o meu fotógrafo favorito de 2011

O ensaio é muito bonito, sereno e mostra uma Letícia confortável e entregue, contrastando com sua personalidade e descrição de suas atitudes no decorrer do texto. A recusa de posar com o cavalo, os pedidos de dosagem da maquiagem – chegando a tirar duas vezes o pincel da mão do maquiador –, a proibição de encostar no seu cabelo e a reprovação das roupas escolhidas para o editorial talvez fossem necessários para chegar ao belo resultado exposto em apenas quatro fotos. Infelizmente o índice da revista foi mal aproveitado, repetindo uma das imagens do ensaio.

IMG_0313[1]POR QUE?

O texto De Kika para Arnaldo, uma crônica do namoro entre a própria colunista e o diretor de cinema Arnaldo Jabour é incrível, e vale a leitura aqui. A narrativa percorre do início ao fim o relacionamento do casal, citando crises e expondo críticas à essência de Jabour – algumas defendidas pelo próprio, que comentou as passagens antes da publicação.

IMG_0322[1]As belíssimas ilustrações são de Zé Otavio

Fora isso, a Alfa trouxe o grafiteiro Speto no editorial de moda em ótimos enquadramentos e locações, fotos de Anne Hathaway pagando peitinho em cenas de Amor e Outras Drogas, declarações de Claudio Manoel sobre o fim do programa Casseta & Planeta e uma matéria decorrente de laboratório: Botei Botox, em que o repórter da Alfa se internou numa clínica para homens e entendeu a prática na pele.

*peço desculpas pelo timing, mas janeiro é sempre um mês atípico.



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