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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Vale sim

O pernão tá bão, mas esse camisão...

Para ler ouvindo: Você Não Vale Nada

Mais uma grande personagem para habitar o imaginário masculino. Dona Norminha, a infiel e fogosa esposa do pobre Abel, interpretada pela competentíssima e charmosa Dira Paes veio para ficar. E ao som de Calcinha Preta, para marcar ainda mais. Da TV para a capa da JP. Como o dasBancas é legal pra caramba, faço questão de mostrar aqui a única foto que gostei, essa onde a atriz parece assoviar. As demais, bem, as demais... Difícil falar mal quando você gosta muito do fotógrafo (Christian Gaul, um craque) e da personalidade fotografada, mas as fotos são... são... difíceis. Não, não é fácil segurar um ensaio que não tem nada a não ser você mesmo. E quando você mesmo não é modelo e parece não ficar à vontade no papel de, a coisa se complica. Dira Paes tem borogodó, mas não sai bem na foto posando de sex symbol. Fica com uma boquinha de fimose tensa. No papel da TV convence, mas no couché não. Sem contar que esse ensaio simplório veio na sequência do superproduzido e caprichado ensaio com Eliana Dedinhos. Covardia.

Gosto bem mais dela na TV

Paula Toller, uma das musas absolutas do dasBancas (bem, ao menos de um dos vértices do dasBancas) mostra, prestes a completar 47 anos, um pouco do seu magnetismo em 6 páginas e 4 cliques de Sacha Höchstetter. A ideia do ensaio é interessante, mas não mata minha vontade de Paula Toller. Na verdade não tapa nem o buraco da obturação faltante do meu terceiro molar inferior. Paula Toller é atemporal, não está relacionada a nenhum modismo. Pode ser capa de qualquer revista em qualquer mês do ano. Rolling Stone, RG Vogue, JP e todas as demais revistas de comportamento e cultura pop deixam de marcar um golaço quando negam – ou simplesmente ignoram – uma capa com ela. E, Joyce Pascowitch, faça-me o favor, nem uma chamadinha de capa?!

Musa atemporal

Mais sorte teve Paulinho Vilhena. Chamadinha de capa, 12 páginas, 7 fotos de Felipe Hellmeister. O ator e (e quem não é hoje em dia?) apresentador é o 2º maior destaque da edição. Encaro seu ensaio como um bom editorial de moda. Muita Osklen nessa vida. O perfil escrito para o ator-apresentador é curto, assim como o de Paula, Dira e os demais textos da revista.

Sem jogo duro nem corpo mole

A JP tem outras matérias interessantes. Destaco: a homenagem dos filhos aos seus pais famosos – pena que a revista chegou às bancas depois do dia 09/08 - e belas dicas de consumo com peças inspiradas em Woody Allen.

Tenho um puta desânimo do seu formato acanhado e do seu valor presunçoso, R$ 14,90, mas a revista JP vale sim como uma boa opção para quem anda de saco cheio dos filhinhos de papai desinteressantes que andam abarrotando a RG Vogue.

Fotos: Reprodução Revista Joyce Pascowitch

domingo, 14 de junho de 2009

Serafina: cults com glamour

Post escrito por Milena Dib, a Lena, que, pra nos encher de orgulho, está sempre aqui no dasBancas.

Caras cult

Muito além dos suplementos basiquinhos de outros jornais, a Folha de São Paulo lançou há um ano a revista Serafina, publicação mensal sobre celebridades, com 60 páginas recheadas por perfis e entrevistas de notáveis. Já estamparam suas capas, Angeli, Marcelo Camelo, e mais recentemente, Woody Allen, em entrevista e foto exclusivas. Serafina mistura glamour e gênero cult, destinada a refinados leitores, e q para agradá-los faz como eles: banca a inteligente.

Personalidades de fino trato a Serafina tem

Os textos autorais (talvez o que eu mais admiro nela), muitos em primeira pessoa, são assinados pelo time bambambã da Folha como Mônica Bergamo, Sergio Dávila, Ruy Castro, e Marcelino Freire.

Quem estampa suas páginas são personalidades de fino trato, que dificilmente seriam encontrados em outras publicações, pela arrogância das personalidades, ou pela falta de interesse das outras revistas. Em vez da apresentadora de TV, quem abre as portas de seu lar doce lar é Gilmar Mendes, o perfilado é Marcio Thomaz Bastos, o entrevistado, David Lynch, e o ensaio fotográfico com Rodrigo Santoro.

Tudo fica chique e pop, mas às vezes exageram em matérias cults e difíceis demais, como o perfil de um professor de literatura da USP e PUC, Flavio Di Giorgi (quem?), e Danda Prado, filha de Caio Prado, que já foi anfitriã de Simone de Beauvior. Desconvidativo para matérias de duas páginas.

A revista em tamanho tablóide tem fotos bem comportadas, e abusa de capas em P&B. É graficamente impecável. As ilustrações compõem as matérias e produzem bons efeitos como na entrevista com Woody Allen (elegantérrima). As ilustrações também são usadas para dar toques de humor, como na edição de novembro que fez uma paródia do quadro da Santa Ceia com os 12 apóstolos, com a equipe de Madonna (e antes de existir Jesus na sua vida).

Pra trupe ficar completa, agora falta Jesus

O exemplar é veiculado no último domingo do mês junto com o jornal ou pode ser adquirido separadamente nas bancas por R$ 4 no domingo seguinte. Vale a pena pela qualidade da revista e pelo precinho.

Elegantérrima!

Milena Dib, 24, paulistana, é jornalista e, assim como nós, viciada em banca de jornal. De Tititi a Playboy todas lhe prendem a atenção. Gosta de revistas femininas, revistas de nerds (Superinteressante, Wired, Info) e revistas populares (Sou+eu! pra baixo), porque nem só de cults e glamour é feita a vida.



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