segunda-feira, 25 de abril de 2011
Todos querem Kate II
Todos querem Kate
Kate Moss é a capa de maio da Vogue Paris, e a segunda sob direção de Emmanuelle Alt, dando sequência à nova fase da publicação iniciada neste mês, com Gisele Bündchen. As fotos são da dupla Mert Alas e Marcus Piggott.
Menos chamadas editoriais, mas mal trabalhadas
O clima romântico e bucólico da capa atual (Gisele) será substituído por outro mais ousado (Kate), que reflete mais a identidade esperada para a Vogue francesa. A dourada Kate Moss veste uma jaqueta Armani Prive e é puxada por três homens distintos, sob a chamada “Kiss me Kate”.
E para quem aprecia a Kate Moss, fiz uma seleção das últimas capas da top na Vogue Paris (não necessariamente em ordem de publicação):
Atrasadinha
| Ô, se valeu |
| Ubatuba, teu cenário é uma beleza |
| Sou implicante? |
| Aberta a porta dos desesperados |
Essa capa é um clássico VI
domingo, 24 de abril de 2011
Expectativa demais...
| Já posso morrer de preguiça? |
Mulher de Nova
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Tattoo you
A Inked Brasil está ganhando cada vez mais pontos comigo (o tattoo boy aqui do dasBancas) por investir em capas com estrelas nacionais. Ainda que com um escorregão no meio do caminho (Mayana, sua feia), a revista optou por seguir um caminho diferente de outras publicações de cultura pop enlatadas que publicam mais capas importadas do que produzidas aqui. Isso é lindo. Inked, continue assim, brilhando.
Agora eu vou me contradizer e pedir: Editores da Inked, publiquem essa capa com a Kat Von D? Obrigado.
Uma coisa interessante sobre a Inked americana é que as capas são sempre limpinhas, quase sempre com apenas uma chamada, que geralmente é o tema da edição. Acho lindo isso. Pharrell, Dita, Eve e Terry Richardson! S2
Será que algum dia veremos um homem na capa da Inked Brasil?
terça-feira, 19 de abril de 2011
Muito Brasil na Espanha
Isabeli Fontana é capa da Vogue España, com foto de Greg Kadel. A composição fotográfica e o look escolhido são lindos, mas tentem imaginar como ficaria melhor com outras escolhas de tipografia, cores e menos chamadas editoriais.
Quero muito ver esse editorial brasileiro com as modelos mais desejadas do mundo
UPDATE: a Gabi dividiu comigo as fotos do ensaio de Isabeli, que estão ma-ra-vi-lho-sas.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Essa capa é um clássico - V
Em maio de 1995, os Friends foram capa da Rolling Stone, mas o público queria saber mais sobre a menina loira e destrambelhada que todos amavam tanto. E lá foi Jennifer Aniston, quase um ano depois, tirar a roupa e contar sua vida pra maior revista de cultura pop do mundo.
Em março de 1996 a série estava no auge do sucesso. E, mesmo que os produtores tivessem a proposta de dar espaço igual para todos os seis protagonistas, Jennifer Aniston se destacou naturalmente e foi logo alçada ao posto de melhor amiga dos Estados Unidos.
Essa capa é um clássico por vários motivos: A foto é forte, com o corte de cabelo em evidência (desde que apareceu na grande mídia, a atriz é referência quando o assunto é corte de cabelo) e Jennifer nua.
Além da questão estética, a capa da Rolling Stone tem entrelinhas interessantes, principalmente se observada depois de ler a entrevista com a atriz.
No texto, Jennifer conta que, quando criança, seu pai brigava com ela porque ela não era esperta e não chamava atenção o suficiente, não tinha nada a dizer. A atriz também comenta que teve problemas com peso na adolescência e que chegou a perder vários trabalhos por ser gordinha. Assim, a capa da Rolling Stone serve como um tapa de luvas na cara de quem achava que ela não tinha nada a dizer e nem a mostrar.
A capa e a entrevista foram republicadas na edição deste mês da RS Brasil, ótima oportunidade para ter nas mãos um texto tão bacana e uma imagem tão linda.
Desafiando Bárbara Paz
Talvez Bárbara Paz seja à frente de seu tempo, e por isso não seja compreendida. Depois de vê-la na Casa dos Artistas e desconsiderando inicialmente seu ensaio nu, meu segundo contato com a atriz foi numa entrevista à TPM em setembro de 2009, logo quando ela se mudou para a casa de Hector Babenco e estava prestes a fazer a sua primeira novela na Globo.
Ela é uma figura que vale mesmo ser explorada, porque diferente de outras atrizes, rende por sua história – a problemática relação com a mãe, a perda do pai e anos depois, o acidente de carro e suas cicatrizes –, sua carreira – tem no currículo reality show, novelas, filmes, peças de teatro e um single (em Maria Esperança, no SBT) – e, mais que isso, tem conteúdo e consegue se posicionar bem num bate papo com um entrevistador.
A conversa da atriz com a Criativa foi rasa, considerando a desenvoltura que tem quando os questionamentos são conduzidos de forma que a instigue. Fora que algumas declarações são repetidas, ficam no lugar comum. Falar que ela é masculina já foi pauta na TPM #90, bem como perguntar sobre a vida conjugal com um homem quase 30 anos mais velho. Entrevistas como essas, dão margem à construção de uma Bárbara Paz incompreensível e perdem a oportunidade para analisá-la e, quem sabe, tentar uma aproximação dela com as leitoras da revista.
Quanto ao ensaio, novamente é perceptível a falta de afinidade entre Bárbara Paz e as câmeras. E não é só no pouco controle de suas expressões faciais, parece haver um desconforto de postura, posicionamento do corpo (vide a foto que está quase ajoelhada e a que está em pé, com as mãos na cintura). Márcio Scavone, que fotografou a atriz para a Playboy em setembro de 2007, percebeu isso e fez as suas melhores fotos sem que ela encarasse as lentes, em clima voyeur.
Um dos recentes ensaios mais bonitos da Playboy
Já na Criativa, J.R. Duran desafiou a atriz e conseguiu o feitio de ter uma ou duas fotos, além da imagem de capa, em que Bárbara tenha ficado bem encarando as lentes. Mas o resultado, em si, é positivo: há acertos e erros nas composições dos looks – enquanto gosto muito das combinações de roupas, tecidos e estampas, desgosto dos acessórios (sapato, chapéu, correntes e meia-calça) –, o make up e cabelo estão lindos e aprecio a inspiração no estilo de Richard Avedon, caracterizado principalmente pelo minimalismo dos planos e olhar penetrante dos seus modelos.
O vídeo com os bastidores do ensaio, por Daniel Alfaya, ficou uma graça:
domingo, 17 de abril de 2011
Bem-vindo ao clube
sábado, 16 de abril de 2011
Via Crucis
É fato que o erotismo sempre esteve presente na arte e houve um tempo em que o erotismo e divindades estiveram muito próximos. Com esse cheiro renascentista, aCapa de abril traz o editorial “O cárcere do caste”.
Um pouco angustiante, com cores frias e uma locação pesada, o ensaio tem uma forte tensão sexual. Muita gente deve torcer o nariz pelas fotos reproduzirem a vida de Cristo, desde seu nascimento até a ressureição. Eu acho surpreendente, bem executado, bonito e com a agressividade certa.
a tênue linha que separa o erotismo e a vulgaridade