sexta-feira, 5 de março de 2010

VIP de Esparta

Cortei o pé, gente. Me gonguem!

A VIP, na palavra de seu diretor de redação Ricardo Lombardi, adora comemorações. Nós leitores também apreciamos muito. Especialmente quando aparecem em momentos inesperados, longe de natais, aniversários, listas, lançamentos de coleções ou acontecimentos históricos. Atingir a edição 300ª (trecentésima, sei tudo sobre ordinários) é motivo de muita honra para qualquer publicação e comemorar com um exemplar acima da média é o que todos esperam.

A VIP chegou lá, trouxe a unânime Ana Hickmann, caprichou na retrospectiva, incrementou seu "Preliminares", produziu bons ensaios, trouxe moda de muito conteúdo e não esqueceu de guias e listas. A retrospectiva, por sinal, é uma arma infalível para conquistar o leitor fiel. Mesmo que ele tenha todas as edições em uma(s) prateleira(s), sempre vai adorar rever momentos marcantes, admirá-los e, claro, questioná-los. O layout da revista não mudou muito. Não que precise, mas as mudanças são bem-vindas ainda mais em momentos, de novo, especiais.

Vale a pena ver de novo. O que foi? Também curto clichê, tá?

Tratando especificamente dos ensaios e das matérias idenfico, sem querer interromper a festa, alguns problemas. Classificaria a edição 300 de VIP como de autoajuda e fetichista. Funciona bem, mas esperava-se mais. Todas as matérias procuram ditar o comportamento do homem contemporâneo. "Como ficar rico na internet", "Como se dar bem na balada," "Como fotografar sua gata" e até mesmo "Como ser um homem mais completo". Faltou reportagem, assunto, pesquisa e novidade.

Todos os ensaios são fetichistas. O interno traz Nicole Bahls, do Pânico, lavando um carro para os leitores. Fetiche puro e com a intenção mais explícita que o "interno" deve ter. Funciona. Além disso, as próprias fotos com a Jhenny fazendo o papel da namorada fotografada também expressam desejos dos leitores. Nesses dois momentos, nada de errado, apenas curioso detalhe.

Nicole, brincando com a mangueira antes de Tessália

O ensaio da Ana Hickmann é lindo, ela fotografa muito bem e a ideia de executar o trabalho na casa da apresentadora é muito boa. No entanto, a equipe teve receio de errar e partiu para o lugar-comum do fetiche. Tudo preto, salto alto, corsets, vinil, caras, bocas, cabelo desgrenhado, luvas e couro. Correto, mas faltou uma ousadia, um tema, uma produção marcante e especial. Fazendo um paralelo totalmente dispensável, mas igualmente irresistível, Ana deveria ter vindo menos Heidi Klum e mais Charlize Theron.

Ana Hickmann em casa. E dessa vez não é a Caras

Agora, queremos nova etapa, com tom de especial todo mês, sem medos. Parabéns a todos da VIP por alcançar tal marco. Muita festa sempre a todos daí, da redação, e de cá, dos leitores.

PS: Nessa edição eles afirmam que esta é a segunda capa de Ana Hickmann, mas ela também apareceu em maio de 98, como uma das modelos do Duran. Alguém aí tem interesse em recordar essas fotos 12 anos depois?

Esqueceram de mim

10 comentários:

thiago disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
thiago disse...

E daí que todos os ensaios são fetichistas?
O que o homem (homem de verdade, com H maiúsculo) procura em ensaio sensual de uma mulher? R: Algum fetiche que revolte sua imaginação. Simples assim!
Além do mais, os 3 "fetiches" da revista são COMPLETAMENTE diferentes.
Vão parar de reclamar um tiquim, gente. Isso ja ta ficando chato!!!

Lucas Oliveira disse...

Ainda não chegou a VIP aqui na minha cidade (ofimdomundo) mas to ancioso p ver.
Ia adorar rever o ensaio da Ana de 12 anos atras, bora lá.

RaFa . disse...

Essa é uma das melhores edições já feitas pela VIP.
Mandou bem na 300!
E se tratando de Ana Hickmann, falar o que?
Até um ensaio de la de calça jeans e blusa ela ficaria sensual.
Mas acho que faltou mais foto na sessão retrô.

Leandro disse...

Adorei as legendas e concordo com tudo que foi dito pelo Greg. E é muito bom saber que mesmo com criticas como esta nós somos lidos e respeitados por muitos fazedores de VIPs e afins. Taí twitter que não me deixa mentir (MSN e e-mail não vale, né?).

Sobre a VIP 300, pô, queria que todas as edições fossem assim: Ensaio do Preli com 6 páginas, recheio com mulher famosa e gostosa -- I (L) Panicats --, matérias bacanas (nem tinha notado que rola uma pegada forte de "autoajuda"), moda com conteúdo... Quanto ao ensaio de capa, ele está infinitamente acima dos últimos -- com boa modelo (bem diferente de Baroni e Alfradique), produção, fotógrafo... --, mas ainda prefiro os ensaios do passado. Nhé! O 1º recheio da Ana (postei faz pouco tempo por aqui), tbm do Trabanco, emociona beeeem mais. Mas tá tudo lindo.

Parabéns à VIP, Ricardo, Marília, Cuca, Rodolfo, Cláudia, Kika, Marcos...

Marcus disse...

E eu ainda nem vi essa edição...

Dessa vez tive que recorrer primeiro ao blog para dá um gosto ao ver a edição. Eu sei que estou gostando de tudo que foi dito e publicado até o presente momento.

A Ana Hickmann eu nem comento... Essa edição parece ótima. E espero que o pique que eles estão sejam também demosntrados nas futuras edições.

Pedro disse...

. reclamaram bastante mesmo...

eu dispensaria a roupa de batgirl (é a mesma usada pela Jhenny naquelas fotos de puta?)

ah, e pra mim, momento histórico de Sarahyba na VIP foi piscando com o Pão de Açucar/Corcovado (nunca sei qual é qual)atrás. edição histórica aquela!

e além dessas fotos de 12 anos atrás da Ana, rola fazer um remember das fotos da Sabrina Palatore na revista? fiquei curioso pacas!

Hilário disse...

Porra, a minha ainda nao chegou!!!

Poio disse...

Sem sal o ensaio da Ana Hickman. Eu vejo ensaios, capas e fotos diversos na imprensa brasileira e noto um vicio comum: estao obsoletos. Nao arriscam, nao inovam, nao ousam e, por isso mesmo, nao despertam maior interesse.

fuckiu disse...

linda linda lindassssssssss

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