terça-feira, 3 de abril de 2012

H com minúscula

Existe um problema no mundo gay: o preconceito. Não, não é o preconceito externo, dos "não-gays" para com os gays. É o preconceito interno, dos nichos gays entre si. Assim, a bicha pintosa não anda com as lésbicas masculinas, que não trombam com as barbies, que não curtem os ursos. As vezes tenho a sensação que a tal ~comunidade trava uma série de lutas separadas quando deveria lutar apenas uma.
Isto posto, a impressão que eu tenho da H é que ela é uma revista que luta apenas por um grupo e, claramente, despreza alguns outros. A proposta da revista é ser voltada para um público mais adulto, se propõe a ser - e ser levada - mais a sério. Ok, isso é ótimo, acho mesmo que o mercado precisa de um olhar como esse, já que as publicações gays nacionais hoje ou são de "ensaios eróticos" (G Magazine) ou são voltadas para um público jovem demais, quase pós-adolê festivo (Junior).

Hmag 
A H quer ser uma espécie de Trip, TPM, só que gay. Com ensaios sensuais e textos mais profundos. Ela consegue isso? Consegue, mas em partes. A revista tem textos bacanas, não fala apenas de pegação, não é superficial. Tem entrevistas incríveis e artigos bem escritos.
O único ensaio segue a proposta da publicação, não tem ~erotismo direto, é sensual sem ser explícito - nem pau duro tem. Sensual assim, é bonito, mas não me despertou o MENOR interesse. E olha que o modelo, Fabricio Ternes, é bonitão.
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Mas a H tem um grande problema: ela é feia. Parece que, para se resguardar de uma possível comparação com a Junior, o design da H é tosco, pobre. Simplista. A impressão é que, para ser uma revista séria, é preciso ter um "design sério" o que, infelizmentem prejudica demais a publicação, porque ao invés de séria ficou com cara de amadora.
Uma tristeza visto que a equipe criativa é comandada pelo André Fischer, sensacional, e tem nomes como Francisco Hurtz e Carlos Pazzeto.

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Voltando ao começo do texto, fica a impressão que, para ser um "gay adulto e sério", é preciso deixar para trás qualquer resquício de felicidade e diversão. Mais uma vez, o gay mais velho não conversa com a gay jovem.

Fica a dica: dá pra ser adulto, responsável, sério e, ainda assim, bonito, fresco e divertido. Como a vida deve ser, afinal.

8 comentários:

Israel Carneiro disse...

O modelo é Fabricio Ternes e não Murilo Mazer.Enfim,eu tive essa mesma impressão quando comprei.A H é uma revista muito perdida identitariamente e tipograficamente falando.Falta uma personalidade,sabe?Algo mais leve,não tão pesado como foi.A H é a nova DOM,sem dúvida!Sisuda com ela.

Fernando Vasconcelos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fernando Vasconcelos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lucca Koch disse...

Estava mesmo terminando de ler a revista ontem para enfim comentar alguma coisa achei o material totalmente água com açúcar, sem graça. Matérias bem escritas, bons textos, mas numa soma a revista é fraca vista que poderiam ter abusado um pouco mais do design e formatação.

Concordo quando vocês mesmo dizem “dá pra ser adulto, responsável, sério e, ainda assim, bonito, fresco e divertido. Como a vida deve ser, afinal”. Podemos tomar como exemplo o belo projeto gráfico da QG, que abusa das cores, formas, fontes um trabalho mais primoroso.

Incomoda-me muito esse olhar “fashion”/editoriais da Junior e agora com a H, sempre fracos, sem grandes novidades. Projetos muito simples, numa rápida olhada no próprio facebook do não modelo Fabrício Torres você encontra um material tão parecido quanto o da revista. Colocaram o rapaz em sua zona de conforto, talvez pelo detalhe do homem não ser modelo, como bem disse.

Agora no conteúdo, a parte de lifestyle é tão qualquer coisa, dicas bobas mais uma vez cito o exemplo da QG que sai, às vezes, do conforto do obvio. Enfim, espero longo caminho a publicação, tomará que tragam novidades para a próxima edição.

Abraços a vocês dasbancas ;)

Lucca Koch disse...

E acabei de ver que Flayder Reis será a proxima capa, o rapaz é o modelo dessa primeira edição na parte do editorial de relogios...

Bernardo Rossi disse...

Excelente opinião de vcs. Assino embaixo de tudo.

Marcus Martins disse...

Eu tive a mesma constatação que vocês. Textos bem escritos, mas uma revista feia.
Ficou decepecionado com o ensaio pricipal. Mesmo sabendo que esse não seria o foca da revista, se tem, tem que fazer bem feito. No instangram do Fabricio Ternes encontramos fotos muito melhores e mais sensuais. Parece que todas as fotos são as mesmas, com pequenas variações de posições.
A revista de coloca de tal maneira, que parece que só homens acima dos 30 se sentiriam confortável el lê-la. Tenho 24 anos e não foi o gay-baladeiro-after, deveria ser para todos, invés de ficar determinado idades. Sei que a maioria dos caras na casa dos 20 não querem saber de nada, mas existe uma boa parcela que é pensante e que muito mais do que só o sábado da gandaia. A revista pretende ser inclusiva, mas não sabe modera o lado adulto com o lado jovem.

Fernando Silva disse...

Como vocês são crítico, einh. Eu até acho que as fotos do Istagram do Fabrício estão bem melhores que a da Revista mas dizer que a Revista está feia é um exagero. Eu gostei...

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