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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Bravo! Bravíssimo!

A Bravo, única revista brasileira – de grande editora – a falar exclusivamente de artes, chegou ao fim, como anunciado ontem por diversos portais e, confirmado hoje pela Abril. Sua última capa, como não podia deixar de ser, é linda. Em preto e branco. Solene como tinha que ser.
Vai com tudo Bravo! Sua passagem foi brilhante!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Um beijo para os pedantes

Sim, a capa aí de cima não é fake. A Bravo! realmente colocou em sua capa Regina Duarte. A mesma Regina que protagoniza vídeos constrangedores para a Caras, que "tem medo" e que, em muitos momentos, errou a mão ao compor seus personagens.
Mas, ao mesmo tempo que a estrela de capa é tudo isso que acabei de escrever, ela também é a eterna namoradinha do Brasil, a estrela de alguns dos mais emblemáticos trabalhos da dramaturgia tupiniquim – Roque Santeiro, Rainha da Sucata, Mallu Mulher são alguns exemplos rápidos. E, desculpem-me "pedantes de plantão", ela é relevante. Ela vende. Ela é POPULAR!
Não, eu não gosto da Regina. Mas bato palmas para a Bravo! que quebrou sua máscara pseudo-cult e dispôs-se a retratar uma das maiores atrizes do nosso país.
Adorei essa coisa meio Frida Kahlo que escolheram para a produção

Como já imaginava que daria polêmica, a própria revista fez sua justificativa por terem escolhido Regina para capa de fevereiro.
Por que Regina Duarte? Para chatear os que se chateiam com pontos fora da curva. Porque 50 anos não são 5. Para andar à beira do abismo. Para correr o risco de nos azucrinarem pelo Facebook. Porque os numerosos fãs de Regina merecem respeito. Porque os numerosos detratores da atriz merecema chance de reavaliar (ou reiterar) o que pensam. Para que revistas nunca abdiquem de ser intrigantese continuem existindo. Porque, de outro jeito, a vida não vale a pena. Porque há atores cujas trajetórias se confundem com a de um país. Porque acompanhamos Malu Mulher e Roque Santeiro. Para não sermos lesados em nosso direito de expressão.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

#COVERTWIST: as melhores de 2012!

Abaixo, as 18 melhores capas nacionais de 2012. Parabéns a todos os revisteiros envolvidos!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

#COVERTWIST

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Escola Marisa Monte de Fotografia


por Rusvel Nantes

Uma menina me ensinou quase tudo que eu sei. E essa menina (hoje, uma jovem senhora) atende pelo nome de Marisa Monte.
Há alguns anos, um amor, desses que duram tempo suficiente pra ficar na memória e nos acompanhar, me presenteou com a Bravo! de novembro de 1998, quando Marisa apareceu pela primeira vez na capa da publicação. Em 2006, ao lançar Infinito Particular e Universo ao Meu Redor, outra capa. Agora, em turnê pelo Brasil com o show Verdade, uma ilusão, ela é destaque mais uma vez. 

A postura da Marisa sempre me chamou atenção: suas declarações, seu estilo de vida, suas parcerias, escolhas, repertório, o modo de conduzir a carreira e todas as tensões em torno de uma figura pública que consegue manter a vida privada longe dos holofotes.
Certa vez, numa aula sobre indústria cultural, um professor me questionou se era possível estar em dois lugares ao mesmo tempo: ou você compactua com determinado modo de produção, ou está fora. Na verdade, era uma provocação (recalque, talvez) pois, para ele, Marisa participava do esquema como qualquer outra cantora. Para mim, mesmo seguindo as regras do jogo, ela sempre trilhou um caminho independente, livre de certas concessões. 
Esse embate acabou virando tema da minha pesquisa de mestrado, defendida em abril de 2011, meses antes do último disco dela - O que você quer saber de verdade - chegar às lojas. Na dissertação, intitulada Intimidade performada: a gestão da visibilidade em "Memórias, crônicas e declarações de amor", de Marisa Monte, eu traço um perfil da artista. Perfil construído a partir daquilo que ela expõe por meio do próprio trabalho e o que é veiculado pela imprensa.

 E o que é que a gente não faz por amor?
As revistas qualificam o trabalho da Marisa como autônomo. De modo geral, ela é descrita como empresária do mundo da música que conduz a carreira com disciplina e perfeccionismo. A própria Bravo! faz isso desde 1998. E é interessante notar como a Marisa lida com essa imagem de diva. Nas páginas da Bravo! deste mês, ela reina diante das lentes de Ton Munro. Sedutora, dentro de sua beleza disfarçada de simpatia, ela contrasta a altivez impressa nas fotos com depoimentos que a colocam num patamar que lembra aquele tipo de mulher que os norte-americanos definem como "the girl next door" -  a garota que, de tão amistosa e parecida com a gente, poderia ser nossa vizinha, conforme definiu Armando Antenore, redator-chefe da revista.

É só mistério, não tem segredo

Eu poderia analisar as fotos, a diagramação, a tipografia e todo o aparato técnico que interessa ao DasBancas. Mas comparando o intervalo de 14 anos que separa a capa de 1998 e a de 2012, prefiro me ater à questão da representação. Nessa perspectiva, é possível dizer que nada mudou. Marisa usa a estratégia de sempre: vestida com pontual exuberância, sempre com algum adereço que enfatize suas poses, ela varia o repertório de gestos e olhares. Repertório que ela criou para si mesma e tratou de aprimorar ao longo dos anos. Marisa sabe encarar a câmera. E pra quem não lembra, ou ainda não conhece, no ano 2000, quando a tal web 2.0 ensaiava seus primeiros passos (muito antes do Facebook e do Twitter) ela lançou um livro com centenas de autorretratos muito parecidos com aqueles que nós publicamos diariamente no Instagram. 

Ser gentil com a própria figura, mas sem frescura, mesmo quando a gente não sai tão bem na foto. É o que eu chamo carinhosamente de Escola Marisa Monte de Fotografia,  uma escola de valores. Pois foi observando o trabalho dela que eu desenvolvi um olhar para o design, encontrei uma profissão, uma maneira de me colocar no mundo. Através da imagem dela também aprendi que, diante da ostentação e do deslumbramento, uma vida low profile faz muito mais sentido, que a intimidade deve ser compartilhada com poucos e que simplicidade não é uma questão de com quanto você vive, mas o que você faz como que ganha, sobretudo com o tempo que você dedica a perceber e se encantar pelas coisas e pessoas que te cercam. A música é só trilha sonora.

Deixa eu dizer que te amo, deixa eu pensar em você
Acho que enquanto ela servir de pretexto pra eu falar de mim mesmo, terei boas histórias pra contar.

Rusvel Nantes é jornalista, webdesigner, mestre em comunicação e apaixonado por Marisa Monte.  

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Mineiridade

Tem coisa mais linda que chegar numa banca de revistas e ver um trabalho como este da Bravo!? Incrível esta capa dedicada ao Drummond. Tenho certeza que merece uma vaga no Melhores de 2012 aqui do blog.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Vermelho

E a Bravo! segue acertando em suas capas. Essa de abril dá curiosidade de saber como foi feita. Se toda essa "tinta" foi realmente jogada no Antonio Fagundes ou parte dela foi aplicada na pós-produção, porque o ator, por sinal um puta ator, permanece impávido no momento do click.
E essa tinta no olho, gente?

Post escrito por @Leandro_S

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Começando bem

Gostei de cara dessa capa superintrigante da Bravo! de março com o palhaço esquisitão aí da foto. Daí ao ler o editorial do novo diretor de redação da revista, Armando Antenore, vi que o cara fala justamente sobre aquilo que o dasBancas mais preza nos bons revisteiros: a vontade (e a coragem, claro) de sair da zona de conforto. Sobre ele preferir o risco de uma capa com uma artista pouco conhecida como Laura Lima ao conforto de uma capa com o cultuado Fellini. Gostei do cara. 

De tédio, na Bravo, o gato não morre

sábado, 3 de dezembro de 2011

#COVERTWIST

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