terça-feira, 16 de abril de 2013
Zee + Conterato = drama floral
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Irresistível!
domingo, 4 de novembro de 2012
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Classudas!
UPDATE
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Sobre o número 1
A primeira Harper’s Bazaar Brasil custou a chegar às bancas de Belo Horizonte (ao menos à banca que eu costumo comprar revistas), mas finalmente consegui garantir a minha. E, como esperado, foi tão bom ter minha primeira Bazzar Br em mãos.
Primeiro porquê a revista é pesada, dá aquela sensação de que vale quanto custa. E segundo, porquê é um prazer ter um número que já nasce clássico. Sim, esta revista já é um clássico. Todos os colecionadores precisam tê-la. Aí, pensando nos colecionadores eu faço o primeiro questionamento negativo sobre a revista:
Pra quê esta capa tipo folder? Essa capa invertida é péssima, amassa toda na primeira folheada e NUNCA, NUNCA, volta ao normal. Uma pena, minha edição de colecionador já está toda estragada…
Neste post, vamos focar nos editoriais de moda, depois falamos um pouco mais sobre o restante da edição. Mas, antes dos editoriais em si, preciso falar sobre o prazer que é ler um texto de Maria Prata em uma revista de moda. Maria é gentil, educada, e mostra postura firme ao capitanear a revista. Suas palavras no primeiro editorial são bem legais, dão dicas do que será a jornada da Bazaar em terras tupiniquins e, desculpem se estou sendo inadequado, têm um certo ar de nostalgia e rancor. Essa equipe liderada por Maria e que está balizada na Carta Editorial parece querer destruir a concorrente Vogue, que outrora fora publicada por eles. E, ao que tudo indica, parecem estar no caminho certo.
No editorial, Maria fala sobre o ensaio de capa da revista. O encontro entre Terry e Gisele foi planejado para repetir a dobradinha das estrelas em páginas da Harper’s Bazaar. Foi Terry quem fotografou a primeira capa de Bazzar de Gisele, lá nos idos de 1998 – procurei a capa feito louco e não achei, se alguém tiver o link, joga nos comentários – .E, também no editorial, Maria dá uma dica de como veio o ensaio: “(…) uma Twiggy do século 21. Imagens frescas, leves e fun, como deve ser Harper’s Bazaar.” Não sei se vejo essa coisa Twiggy, mas o restante é incontestável.
Gisele, como sempre, está LINDA. As produções 60’s deixaram nossa top ainda mais longa e esguia, mas não fizeram que ela perdesse sua ‘saúde’ natural. As fotos de Terry não são muito diferentes do que estamos acostumados. E, acredito, a publicação não queria nada muito diferente disso. Sobre a direção de arte, gosto muito do abre com o lettering gigante – rola em todos os editoriais e em muitas matérias -, e adoro as fotos com filtro amarelo. São um detalhe que acaba dando uma valorizada no conjunto.
Passando aos demais ensaios, gostaria de pular o clicado por Paulo Vainer. Ok, as luz é linda, a modelo é uma aposta da publicação, mas o conjunto é meio besta. Não muito diferente do que já estamos cansados de ver mensalmente em todas as revistas do gênero.
Depois de Paulo Vainer, temos Zee Nunes e Shirley Mallmann e, olha, se este ensaio tivesse ganhado a capa do mês que vem eu não iria reclamar. As fotos estão lindas, os tons cítricos misturados ao cenário clean, a composição extremamente elegante, os pequenos detalhes de cena… TUDO é lindo demais. E claro, ver Shirley em ação é sempre um privilégio.
Revista de moda brasileira sem foto de Gui Paganini não é revista que se preze, né gente? O queridinho das fashionistas fez um ensaio simples, mas competente para a publicação. As manchas aplicadas em pós-produção deram uma bossa, mas depois da terceira página ficaram repetitivas e desnecessárias. Talvez se tivesse variado a forma, a coisa teria ficado mais interessante. E sim, Thairine é uma gracinha, gente. Vamos dar mais espaço para essa menina. E, de preferência, sem água na cara…
Bom, numa pincelada rápida pelos editoriais da revista, podemos ver que a Bazaar segue um pouco daquilo que Maria Prata promete: é leve, não é uma bíblia para consultas, mas um manual de sugestões. Um amontoado de dicas e coisa legais que passaram por uma excelente curadoria.
O pouco do texto que consegui ler, até o momento, é muito bom. É leve, fácil de ser acompanhado e menos pedante e afetado que o da concorrente. Mas, olhando a revista como um todo, e prestando bastante atenção em nosso mercado, a Harper’s Bazaar não tem muito para onde ir. Ela vai sim parecer muito com a Elle e com a Vogue. Ruim? Se eles souberem aproveitar as semelhanças e fazer mais bem feito, tenho certeza que essa semelhança só será boa para a revista que está começando.
E, como já dissemos antes, vida longa à Bazaar Brasil. Já estamos loucos para ver a capa nova e, também, o que vocês vão fazer com esse projeto gráfico lindo que têm em mãos…
domingo, 28 de novembro de 2010
Elvira, a Rainha das Trevas
O Thiago perguntou num post ali embaixo quem ganha no duelo Ana Beatriz Barros (na Elle) e Raquel Zimmermann (na Vogue), nas bancas no próximo mês. Acertou quem respondeu Isabeli Fontana na capa da L’Officiel Brasil.
... as chamadas editoriais bem que poderiam nunca mais voltar
Vamos aliviar porque raramente a gente espera grandes editoriais da L’Officiel. Então essa dobradinha capa e ensaio de dezembro pegou todo mundo de surpresa. As fotos são de Zee Nunes e André Katopodis, os mesmos que trabalharam em parte das fotos de Carol Trentini na Elle de novembro. E quanto à produção, li no House of Models um comentário que vale repassar: além da pegada rock & roll, o visual parece lembrar Elvira, a Rainha das Trevas, interpretada pela Cassandra Petersonm em 1988.
Vale repetir a dose 2011 inteiro, L’Officiel!
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Mineiríssima
Setembro na Elle Brasil é mês de Minas Gerais. Já virou tradição e eu morro de amor e orgulho. Sim, sou bairrista que só, e amo ver minha terra bem representada e com o destaque que merece.
Para quem não conhece a produção fashion mineira – nem os bares e lugares deliciosos de BH – é uma ótima oportunidade. Tem matéria falando de várias marcas e também tem editorial cheio peças incríveis produzidas por aqui. E como nossa especialidade é falar dos editorias, eu queria dizer que estou apaixonado pelo trabalho da dupla Zee Nunes e André Katopodis nesta edição.
Responsáveis pelo editorial mineiro “Barroco Tropical”, com edição de Daniel Ueda e pelo incrível “Cena Limpa”, com edição de Renata Corrêa, que abre o caderno de moda editado por Susana Barbosa, os parceiros fazem um trabalho tão bonito sobre o fundo branco, que me deixa suspirando.
Estrelado por Vivi Orth, Luana Teifke e Lais Oliveira, Barroco Tropical tem como grande destaque as peças selecionadas por Daniel Ueda e sua equipe. Mas é claro que os pequenos detalhes capturados pelas lentes de Zee e André fazem toda a diferença.
Mesclando fotos de movimento, com outras bem estáticas, o ensaio mantém um ritmo bacana e não cai na mesmice costumeira dos trabalhos em fundo branco. A fluidez dos cabelos, o panejamento das peças também são outro ponto alto. Particularmente, eu teria retirado o tecido voando do fundo de algumas fotos. Apesar de trazerem mais cores, também agregam um tom meio kitch desnecessário aqui.
eu queria uma mineira nesse cast. Cadê?
O editorial Cena Limpa, é o grande momento da edição. Aqui, a dupla captura cenas vindas direto dos anos 90. A boneca Débora Müller encarna uma figura andrógina em trajes secos e minimalistas como manda o dress code “noventista”.
Fotografado na Galeria Baró, o ensaio trás, além das roupas, uma diagramação ultra anos 90, lançando mão de bordas grossas em algumas fotos, muito branco, margens e cores pontuais. Ao folhear estas páginas, tive a sensação de ver um editorial vindo direto do fundo do baú. E eu adorei esta sensação!
No último editorial da revista – este editado por Susana Barbosa - Gui Paganini retrata Aline Weber em momentos que eu não entendi bem. Sob o título New Lolita, o ensaio tem como proposta fundamental mostrar a invasão da lingerie na moda diária. Como peça principal, a outrora roupa de baixo trás as cores doces e as formas provocantes para a construção do look.
No bigode da matéria, a revista fala de uma proposta inocente e fresca, diferente da associação primária da lingerie com a moda boudoir. Mas vendo as fotos, eu não sei se concordo com isso não. Apesar dos looks bem delicados, com cores de marshmallow e tudo mais, as fotos são protagonizadas por uma modelo bem agressiva.
Sim, a talentosíssima Aline Weber olha para a câmera e enrijece a musculatura de maneira que eu só consigo pensar que ela vai atacar. Em uma ou duas fotos até acho que ela conseguiu passar essa cara meiga e delicada. Mas nas outras…











