Não que a Trip não seja mais uma revista interessante, inteligente e inovadora, mas tenho a sensação de que algo ficou pra trás. Ou então fui eu que envelheci. Quando tinha lá os meus 18 anos (já faz tempo, viu), a Trip era, disparado, a minha revista favorita. Inclusive, cheguei a assiná-la por uns 2 anos e olha que sempre achei o desconto dado para assinantes aqui no Brasil uma esmola (ou um atentado à minha inteligência) se compararmos com o de lá de fora.
O que aperta o on do meu saudosismo não é a parte editorial da Trip que vai bem, apesar de achar um bocado chatos esses temas desenvolvidos a cada edição. “Honestidade” é o do mês. Espero o “Saliência” com afinco.
As matérias (nem todas) são boas, há boas sacadas, o editorial de moda é moderno, a entrevista das Negras está fora de série (com Rodrigo Pimentel, ex-Bope, e Alberto Mendes, ex-bandido), etc. Mas o que me faz mesmo contemplar o passado é essa capa aí, padronizada e feia, e tudo que está em torno dela.
O que aperta o on do meu saudosismo não é a parte editorial da Trip que vai bem, apesar de achar um bocado chatos esses temas desenvolvidos a cada edição. “Honestidade” é o do mês. Espero o “Saliência” com afinco.
As matérias (nem todas) são boas, há boas sacadas, o editorial de moda é moderno, a entrevista das Negras está fora de série (com Rodrigo Pimentel, ex-Bope, e Alberto Mendes, ex-bandido), etc. Mas o que me faz mesmo contemplar o passado é essa capa aí, padronizada e feia, e tudo que está em torno dela.
Na capa, uma garota ao lado cujo nome já esqueci que tem como gancho seus 18 aninhos de vida. Nas fotos, de Jorge Lepesteur, uma garota absolutamente normal, nem bonita nem feia, em fotos tão normais quanto. Tem coisa mehor na internet, sem dúvida. O termo “Tiozinho Sukita” (o dedo que apertou o on) usado no texto de Ronaldo Bressane ativou minha memória e me trouxe à mente uma daquelas minhas Trips do passado, a da eterna Garota Sukita, Michelly Machri.
As capas da Michelly, e todas as outras acima, são realmente superiores? Ou eu que sou um velho rabugente? Ok, sim é a resposta mais apropriada para as duas questões, mas o visual 1000 vezes mais atraente do passado não se resume somente às capas. O ensaio da Sukita Girl não tinha pagação de petinho, bundinha ou xotinha, mas mesmo assim, e com 10 anos de existência (!) recém-completados, dá de 10 x 0 em sensualidade e modernidade nesse da Trip Girl emburrada da vez.
O design das capas, a escolha das Trip Girls e as fotos dos ensaios de capa da Trip atual precisam ser repensados com urgência, porque renovar é preciso e envelhecer é um pé no saco.
Fotos: Reprodução Trip



















































