quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Motivos nada razoáveis


Aí está a melhor resposta para quem ainda duvidava do que seria a PLAYBOY de Fernanda Young. De cara é preciso entender que a PLAYBOY não é revista de um público só, mas pretende agradar os seus leitores amplamente, em "forma e conteúdo", como deixa claro seu editorial do mês. Diferente de uma revista em quadrinhos, por exemplo, a PLAYBOY não segue um enredo que dependendo do rumo que tome desagradará os leitores e afetará o seu público. Ela sempre atuou como uma publicação aberta e ousada, e é bom ver que tais características ainda possuem suspiros na gestão atual. Assim como nós, fãs da revista, convivemos com escolhas de apelos mais comerciais ou oportunistas, também nos surpreendemos com suas escolhas ou execuções. Este é um caso.

O ensaio é lindo, como era de se esperar. Uma opção controversa como publicar a Fernanda Young na capa não poderia tomar um rumo menos ousado e bem cuidado. Isso faz parte também do trabalho do Bob Wolfenson, que sempre é convocado para momentos como este e deve sim ser guardado para enriquecer as edições que possuem potencial maior para o seu perfil. Nem é preciso se aprofundar em elogios à luz de Bob ou direção e olhar voyeur, todos conhecem e respeitam. Também duvido que Fernanda tenha salvado o erotismo das mãos da breguice, mas certamente produziu, em meio a suas tatuagens, piercings, poses e falta de vergonha, um momento único na história da revista.


Faz pouco sentido para quem quer realmente entender a proposta do ensaio vê-lo fora de ordem, em arquivos digitais. Da forma em que foi apresentado, com os textos e a sequência lógica, é possível enxergar a tal "mulher de sexualidade aflorada a espera do parceiro" que fora declarado sobre a proposta do ensaio.


Tem sido difícil ilustrar esse post sem fazer dele um conteúdo de pirataria, já que os recortes nas fotos do ensaio ficam inúteis perto do resultado final e em nada demonstrariam o que tento dizer sobre o trabalho. Outro motivo já revelado anteriormente é que as fotos não economizam na ousadia e erotismo, um despudor que está sempre presente nas expectativas dos leitores da PLAYBOY. Enfim saciados.

Falar em referências sempre soa para alguns como cópia. Não me lembro de ter visto em nenhuma declaração, do fotógrafo, da personagem ou da publicação, do que teria inspirado o ensaio. Me falaram sobre uma ligação direta com um ensaio recente da Self Service com Raquel Zimmerman e Mário Sorrenti, mas o que eu vi mesmo é uma bem pessoal interpretação de Sex, da Madonna. Nada mais natural para Fernanda, fã da cantora, focar-se no momento mais explícito da musa pop. Mesmo que sem total consciência.


Peço desculpas aos leitores se minha visão veio sobrecarregada de orgulho e sem muito julgamento crítico. Minha intensão nunca foi fazer uma análise imparcial, mas sim tentar descrever as experiências, agradáveis ou não, que enfrento ao folhear qualquer edição, mês a mês.

PS: Não tenho opinião formada sobre o beijo do ensaio ainda e num primeiro momento achei necessário haver mais fotos externas e com mais claridade como no pôster, mas agora já acho lindo e proposital.

11 comentários:

LRNJ MNSN disse...

Até hoje, apenas um ensaio da Playboy havia me deixado excitado. Agora são dois.

Maravilhoso, fetichista e, não salvador, mas ainda assim clássico.

andreporto69 disse...

Uau Greg, que bela análise! De verdade, parabéns! Concordo plenamente. FY veio pra marcar na história de PBY. E conseguiu.

GnER disse...

O melhor ensaio da PBY Brasil produzido no país. Fernanda está femina, sensual e sexual.

Claro que não é qualquer ser do sexo masculino que é HOMEM o suficiente para encarar uma mulher como ela.

E a melhor foto que escolhi foi a do poster sem dúvida. E a pior a da gaiola que achei bem feinha.

:D

andrewscaio disse...

Eu achei o ensaio realmente lindo, mas que as fotos amrradas foram cópia, ah isso foram.

Maurício disse...

Aqui ainda não chego..afff

Thiago Muniz disse...

GnER, eu AMO a foto da gaiola.

dentre todas as outras.

não tenho críticas a fazer.

mentira, tenho sim... queria mais fotos. MUITO mais foto.

GnER disse...

Thiago pois vamos concordar só que eu tb queria mais fotos.

rs

:P

Leandro disse...

Fazia muito tempo que a PBY não se arriscava tanto, não ousava tanto. E, pena, nenhuma foto do ensaio foi tão ousada quanto sua fotografada.

O fato de ser ela, e não a musa do próximo verão, ofusca um pouco todo o resto. Para os (muitos) que ridicularizaram (e continuam ridicularizando) essa escolha no país da piada pronta, mesmo qdo ela aparece linda (close pág 123), ela é a FY feia; quando aparece ousada (dedilhada da pág 124), é só a FY coçando a bunda; quando aparece gostosa e convidativa (pág 109), é só a FY esquisita.

E o inverso também acontece com os fãs da escritora-apresentadora-e-porra-louca-de-carteirinha: qdo ela não aparece tão bem assim na foto (pagando bundinha murcha no espelho, pág 111), é a FY diva; qdo está numa foto absolutamente típica de PBY (close da xota, pág 122), é o melhor ensaio da Playboy de todos os tempos; qdo aparece em fotos desconexas (pôster, págs 126 e 127), foi tudo milimetricamente premeditado.

Não amo o ensaio mais que amo Fernanda Young na PBY.

Pedro disse...

. foda ter que comentar sem ver

dae não dá.
e pelas fotos e pouco que acompanhei, não tenho palpite...
e comentar depois tb não dá!

enfim, amanhã terei a minha em mãos.

raull disse...

era tudo que eu queria ver...
erotismo, sensualidade, ousadia.
o toque voyeur do Bob dá um quê a mais no ensaio, a "pronta-entrega" de Fernanda é tudo...

e gente, a foto da gaiola!
muito, muito boa.
:D

Poio disse...

O mais importante desse ensaio, alem da estetica atualizada e tecnicamente espetacular do Bob Wolfenson, e que a FY showed the goods, fez um ensaio sabendo do que o povo gosta. Fez p/ excitar, e por isso fez um bom ensaio, acima da expectativa geral.

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