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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Estava indo tão bem...

Após 3 longos anos, a beleza moderna de Carla Lamarca pode ser novamente conferida nas páginas e capa da UM. Bem diferente do que vimos na edição passada, com a moçoila da Casa Bonita, o ensaio de dezembro tem classe e sensualidade na medida certa. Até me lembra um pouco a UM do passado...

Linda, loira e estilosa

Um post só de elogio pra UM em 2009? NOT! Acho cafona pra cacete corrigir português alheio, mas fico com cara de trouxa ao ler numa revista impressa (e paga!) um ordinário “pousou” no lugar de um evidente "posou”. UM, até blogueiro sabe que gata posa pra foto e mosca pousa na sopa. Pegou mal e a esperança de um renascimento em 2010 voltou pro saco.

Difícil!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Paixão à la vidéo

Já que o assunto prioritário daqui são os estáticos e, aproveitando o espaço do ESTADÃO, convidei um amigo que conhece tudo sobre vídeo para comentar os dá última Mag!. Também resolvi interpretar a proposta e selecionar os melhores momentos do projeto como se ele fosse um editorial fotográfico.

Então vamos aos poucos. Primeiro uma breve descrição do colaborador sobre o projeto da Mag!, depois os seus comentários sobre cada vídeo e em sequência os meus momentos preferidos em imagens:

Em louvável iniciativa, a revista Mag! agrega à sua qualidade editorial o fascínio pela arte em movimento. Num território dominado, principalmente, pela fotografia, a ousadia da publicação merece todos os méritos. São três curtas-metragens, intitulados em francês, já que trata-se também de uma homenagem ao ano da França no Brasi, concebidos diferentemente um do outro, com qualidade e produção inquestionáveis e roteiros ultra complexos. O que mais me agrada é o fato de que as roupas são sim muito bacanas mas só fazem parte de um conjunto bem dirigido. O foco ali não são as peças, mas as mesmas somadas a luz, sonoplastia, cenografia, interpretação, direção de arte e narrativa.

Le Trou



O ex-modelo, diretor de desfiles, fashionista e idealizador audiovisual nascido em Moçambique (ufa!) Zee Nunes é responsável pelo primeiro da triologia de curtas produzidos pela Revista. Com fotografia de Pedro Molinos, O Buraco ou Le Trou nada mais é do que fotos seguidas em fade com pouquíssima movimentação das pessoas em cena. Dos três, O Buraco é o que mais permanece próximo dos ensaios de moda convencionais. As pessoas em cena são praticamente estáticas e basta um "print screen" em cada take para que se obtenha imagens de um catalógo como qualquer outro. Por isso, a fotografia é milimetricamente bem feita, com estudos de luz, sombras e reflexos precisos. A narrativa é desconstruída e não há uma lógica exata. O protagonista negro e nu, seis portas e uma cena desconexa atrás de cada abertura. A trilha sonora é perfeita e só contribui para a instauração de um clima que fica entre o macabro e o suspense. Há sonoplastia extra dos rápidos movimentos dos modelos em cena além dos sinos nas sequências finais. O inesperado em O Buraco é o que há de melhor somado ao fino tratamento de imagem que destaca sempre as cores das paredes e dos objetos escalados pela direção de arte.

O sexy-conceitual


Assemblé En Tournant




Pedro
Molinos além de ser diretor de fotografia em O Buraco assume a direção geral em Um Sonho Francês (Assemblé En Tournant). A princípio, o que chama a atenção, é o fato de que a direção resolve optar por um tratamento de imagem que esfrie algumas cores e esquente outras. O resultado são belíssimas imagens contrastadas, principalmente entre os tons de laranja e amarelo com as cores azuladas. A proposta do vídeo é intensificar um possível lado parisiense de São Paulo. Para isso, Molinos coloca em meio a Avenida Paulista um grupo de modelos trajados sofisticadamente a partir de referências de figurinos franceses. Até uma "irmã" da Torre Eiffel é focalizada durante o curta (na verdade, trata-se da torre da Rede Globo). Em uma próxima locação, com produção de objetos inspirados também no clima de Paris, os atores se transformam até em reis piscodélicos absolutistas do século XV. E para finalizar, brincam com a sombra do maior ícone representativo da nação homenageada.

O jovem-descolado


Ne Pleure Pas Jeanette



Para encerrar, a decadência é o tema central de Não Chore Jeanette (Ne Pleure Pas Jeanette) dirigido por Dácio Pinheiro. Com um script totalmente em francês e uma bela interpretação do que parece ser um drama de vaidosa atriz suicida, a obra de Dácio Pinheiro é primorosa quanto ao zelo da cenografia e no estudo dos planos. Efeitos propositais de desfoques, borrões e reflexos na lente dão uma textura amargurante para o curta. Dos três vídeos é o único que possibilita um envolvimento do espectador com a personagem da ficção. Jeanette tem uma diferente beleza e é impossível se manter inerte perante sua delicada fraqueza. A trilha sonora também é sob medida.

O sofisticado-freak

Jader Maia é publicitário, já trabalhou em produtoras de vídeo e ainda escreve sobre clipes para o blog Pixelóide. Só pra constar, devo desculpas formais a ele, pois esse texto está pronto desde o lançamento da Mag!, mas só agora tive como juntar tudo e postar.



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