sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Tá na moda...

... Agora, também está na Rolling Stone. Tá, não é tão agora assim, já é o terceiro editorial de moda da revista, mas só agora tivemos tempo para ver tudo e comentar.

Bom, o primeiro eu achei constrangedor. Sim, constrangedor e ponto. O segundo não vi, por isso não vou falar dele. Coitado...

Modelo feio, modelo estranha, editorial sem envolvimento.

O editorial publicado este mês é super bacana e por incrível que pareça, tem a mesma equipe do primeiro: Fotos de André Passos (que todos nós adoramos) e edição de moda de Ciro Midena.



Com o tema protesto, a equipe adotou uma estética de movimentos passados, como o hippie e o punk, e fazem uma leitura atual e muito interessante no styling. Além da boa edição de moda, outro ponto legal de falar do ensaio é a força das imagens. Todas são lindas, expressivas e com muito conteúdo, bem diferente do primeiro, apesar do fundo infinito branco.


Mais pontos interessantes: a estética grafiti da primeira foto, e a ausência de solas vermelhas. Deus, não aguento mais sapatos Louboutin nos editorias de moda.


Ah, antes de acabar o post, não posso deixar de falar dela:

Na Bubuia eu vou....

A moça que embala minhas tardes de trabalho está com uma entrevistinha bem legal na revista. Curta, mas legal. E sim, Céu continua incrível e o cd novo melhor que o primeiro.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Princêsa

Manhã cedinho, metrô lotado, eu de pé tentando filar, só no rabo de olho (sou fino, caralho), as notícias fresquinhas do Meia Hora ou Expresso – nunca sei quem é quem, mas ambos são jornalecos cariocas que custam poucos centavos e fazem a alegria do povão que não (sobre)vive sem uma lotação – do coroinha devidamente acomodado num banco (inveja!) em minha frente. Estranhei muito uma nota retardatária com a capa da Edição Especial Playboy da lôra da laje, mas o coroinha nem deu bola pra coluna difofoca e virou rapidamente a página (¬¬). Só mais tarde, no trabalho, navegando na internet (sim, sim), percebi que a capa era da princêsa do funk. De relance, as capas são realmente parecidas. Loiras suburbanas, mãozinha toda-toda na parede e bundinha arrebitada no melhor estilo "entre sem bater", fundo branco, mesma fonte cursiva (adequadíssima à publicação), diagramação padrão... Apesar da imediata falta de criatividade, essa da Taty é bem melhor.
Pras massa!

P.S.: Quem compra Edição Especial depois escreve pra gente comentando o ensaio, ok?

Ildi, a bela

Miscigena, Brasil!

Ildi Silva exibe sua beleza híbrida na capa da VIP de outubro, antecedendo a tão aguardada edição das 100+. Ildi poderia e deveria ser capa da VIP há muito mais tempo. Hoje, apesar de muito bonita (o talento não acompanha, fato), não acho que ela esteja no ápice de sua carreira profissional. Tá certo que tal ápice foi um romance esquisitão com Caetano Veloso, mas convenhamos que Record não é lá o sonho de 10 entre 10 atrizes. É uma boa pedida pra capa, sem dúvida, mas sabe quando você tá de barriga cheia e mesmo assim, por puro olho grande, fica com vontade de estrelas do primeiro time? Então, é mais ou menos por aí.

Além de Ildi, o que chama atenção na capa é o logo vermelho, usado em ocasiões especiais. Infinitamente mais atraente e sexy que os logos pretos e brancos usuais. E temos o Especial de Estilo verão nessa edição.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Debutar é preciso!

15 anos é isso, desde o Danúbio Azul: festa. Música. Glamour. Beleza. Gala. Príncipe. Paetê. Sorriso. Brilho, muito brilho. Esse mês, a revista Atrevida tem seu debut e a comemoração, adolescente como seu público, vem bem nesse estilo.

A minha quero com ele, malz aê.

A edição comemorativa tem duas capas, uma com Robert Pattinson, outra com Kristen Stewart, ambos da série Crepúsculo. Entenda Kris & Rob como Britney e Justin nos 90’s ou Jairzinho e Simony nos 80’s – salvas as limitações da comparação, rs.

Essa década te favorece

O conteúdo é lo mismo, não precisava nem falar. Na sessão especial, as leitoras encontram “15 minutos com MariMoon (VJ da MTV)”; “Gisele Bündchen e Di Ferrero (NX Zero) aos 15” ; “Meus 15 anos – um relato de uma adolescente na Europa” e claro, “15 dicas pra bombar a sua festa!’. Pitty, Lily Allen, Jonas Brothers, Ashton Kutcher e outros convidados mais que especiais.

Não julguem, amigos, adolescer é isso mesmo.

Na data, a revista estréia seu novo site, novo blog e muda até a identidade. “Descolada, Divertida, Diferente: Atrevida” agora é “Atrê Conectada a vc”. Como publicitária, sinto que a mudança reflete a realidade da adolescente de hoje, e portanto, sua relação com o veículo. Percebo como se Atrevida estivesse passando de “quem eu quero ser” para “minha melhor amiga”, sabe como?

Toda trabalhada no Glitter

Senti saudade da tagline, dos meus 15 anos, e da época em que toda bobagem era permitida. Comprei uma Atrê, já quase esgotada nas bancas, e darei para uma teen priminha. Porque não há nada melhor do que uma boa folheada de revista, em qualquer época da vida.


Essa postagem é uma colaboração de Anna Cristina, a Pretta, assistente de mídia da Tom. Se quiser se rir o dia inteiro, segue a moça no Twitter.

The girl, the bitch

O último a sair apaga a luz

Os bons ventos que voltaram a soprar (e forte!) na Playboy não sopram mais na SEXY. Cadê as capinhas bacanas, SEXY? Cadê as mulheres bonitas? Nem pergunto pelas famosas, pois este nunca foi e nunca será o forte da revista.

A SEXY que parecia ficar em cima do muro para agradar (ou por pura dúvida mesmo) dois tipos distintos de leitores, alternando momentos felizes com momentos rampeiros, parece que resolveu escolher o seu lado. O lado de lá do muro. No lugar das gatas do The Girl, figurinhas carimbadas de ensaios B. No lugar do bom gosto, tule e boá. No lugar do contraste vibrante e objetivo das cores, excessos. No lugar do sensual, o vulgar.

Infeliz escolha. :-(

domingo, 20 de setembro de 2009

Good Day

Ê, domingão!

Só para desejar um good day a todos os leitores-amigos do dB, um pouco da bad girl Megan Fox, finalmente na capa da Rolling Stone USA. Fiquei na dúvida se comentava logo o ensaio gringo ou esperava a Rolling Stone Brasil importá-lo – sabemos que os revisteiros da nossa RS gostam um bocado de ficar com a bunda na cadeira republicando nas capas daqui material da RS de lá, né não? –, mas Megan Fox deixa qualquer dia ainda mais bonito.

Megan foi clicada por Mark Seliger, que já foi o principal fotógrafo da RS norte-americana com mais de 100 grandes capas em seu currículo, incluindo as com Gisele, Jennifer Aniston (pagando bundinha), Angelina Jolie (a 1ª dela), Nirvana, a clássica do Red Hot Chili Peppers, entre tantas outras. O ensaio é bonito, sexy, mas me lembrou um pouco o da Esquire, onde a atriz também aparecia em situações curriqueiras (/Rafa) corriqueiras. A capa, com uma mulher tão bonita dessa, podia ter rendido mais. É a típica capa com fundo branco que não curto muito. Mas vale um bom dia.

Sexy como nunca

sábado, 19 de setembro de 2009

A V A C A L H A D O R A !

Apenas para que a UM não conquiste uma cadeira cativa no limbo das revistas masculinas não comentadas pelo dasBancas – ao lado das prestigiadas ELEELA, Brazil, Gata da Hora... –, vejamos a última capinha da publicação, com a ex-Latino e ex-A Fazenda Mirella Santos:

Senhor, piedade

Inacreditável como a revista consegue se superar a cada mês, não? Essa edição é o baluarte do improviso, da falta de senso, da cara de pau. Reza, minha gente, mas reza forte, porque a UM não tá de Deus, não.

Abaixo a caretice

A Época dessa semana, com matéria de capa “O amor nos Tempos da Internet”, tinha tudo pra mandar pras bancas uma capinha irreverente e interessante, mas, como uma boa semanal de informação que é, acabou escolhendo a opção mais “família”. Pena.

A capa caretinha que foi pra bancas

E a versão sacaninha que ficou de fora

No Faz Caber tem mais opções de capas. Passa lá.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Imagem não é nada? Sede é tudo?

HVMWHVMWHVMW

A equipe VOGUE continua sendo a mais competente do mercado editorial quando o assunto é imagem. Essa superioridade pode ser facilmente confirmada com a mais recente edição de HOMEM VOGUE. Seja na produção dos ensaios sensuais ou na seleção dos editoriais de moda que não falam português, tudo é impecável, lindo. E isso não vale apenas para as fotos, as capas quase sempre são ótimas em cores, luz, diagramação; a seleção de produtos e marcas é a melhor para o público masculino e até os anunciantes da publicação parecem ter um pouco mais de bom senso que o habitual.

No entanto, para uma revista que dá as caras apenas algumas vezes no ano, o seu conteúdo deveria ser tratado com muito mais cuidado. As matérias dessa edição 25 são desinteressantes, mal escritas e irrelevantes. Tudo bem que é legal falar de assuntos que mais ninguém trata, mas esse posicionamento a HV não soube fazer com a atenção necessária antes de soltar essa capa nas ruas.

Mas já que a prioridade parece ser mesmo a imagem, selecionei os melhor momentos do ensaio de Mariana Weickert (fotos: Marcio Simnch) que foi o que mais se destacou nessa HV de primavera/verão.

Tipo top-guache

Fora o ótimo e borrado ensaio da modelo e repórter do GNT Fashion, outros dois momentos da revista me chamaram atenção. Uma única foto do ensaio de Barbara Thomaz e todo o editorial "Nômades" (importado, claro) que trouxe ótimas produções masculinas fotografadas em um porto e misturando a figura de um modelo com vários sexagenários de oitenta anos senhores velhinhos.

Maturidade editorial, lá vamos nós?

Te vejo novamente em outubro, espero eu, com a mesma estampa e melhor conteúdo.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Com a palavra: Jairo Goldflus!


Jornalista, 42 anos, 24 atrás das câmeras. Jairo Goldflus já fotografou para as principais revistas do Brasil, seu nome não é recorrente apenas nos créditos de títulos das editoras Abril e Globo, mas também de alguns títulos internacionais. Além dos editorias, ele também é o autor das imagens que compõe o anúncio de grandes marcas brasileiras, como Itaú, Bradesco, Vivo, Motorola, Procter, Unilever, Rosset, Samsung, Rosa Chá, Amsterdam Sauer, Nokia, Melissa, Azaléia, Brastemp, Vivara, entre outras.


Numa conversa por e-mail, Jairo falou um pouco de tudo sobre seu trabalho, bastidores de revistas e algumas impressões sobre o mercado editorial e fotográfico. Particularmente, estou extremamente feliz por esse contato com o Jairo e muito grato por toda atenção. Se lá no meu primeiro post eu disse que ele era meu fotógrafo brasileiro preferido, agora só posso ratificar a informação. Jairo é FODA e extremamente acessível. Sem estrelismo ou afetações.

Melhor que eu falar é vocês lerem o que ele tem a dizer. E, claro, para quem não conhece seu trabalho, o próprio Jairo selecionou algumas imagens para mostrar aqui.


Lembro que você fotografava a coluna da Quem em que celebridades eram transformadas em personagens. Era uma parceria sua com o Duda Molinos. Hoje, você assina uma coluna na revista Contigo!, transitar por essas revistas é uma mera coincidência ou você gosta do clima mais descompromissado destes títulos?

Sinceramente, não dou muita importância para quem estou fotografando, o mais importante é a foto em si. As revistas chamadas semanais, por mais incrível que possa parecer, te dão liberdade total na produção. Isso faz com que o trabalho fique mais autoral e menos referenciado. O grande problema do mercado editorial brasileiro é a falta de identidade própria, até as chamadas “modernas” têm um formato com referência fotográfica formatada e seguindo tendências acabam por sugerir cópias descaradas. Isso dificilmente dá orgulho de fazer, mas também faz quem quer.


Normalmente, seu nome é associado a revistas femininas. Você prefere trabalhar para mulheres? Ou é uma questão de oportunidades?

Sempre curti ter a beleza feminina como objeto a ser fotografado, mas acho que foi o acaso que me levou para as femininas, caí nas revistas meio sem querer. Gostava de fotografar mulher, seja nua ou vestida. A Regina Guerreio achou que eu cabia na proposta de moda daquela época e me adotou. Achava divertido o ambiente e não era ruim ficar perto daquele monte de mulher sendo o maestro da brincadeira. Gostei e fiquei, foi natural sem grandes planos.


Você mesmo se define como um fotógrafo de beleza. Apesar disso, o que mais vemos de sua produção são os retratos, seja para revistas, materiais de divulgação de artistas. Trabalhar apenas com a luz e um personagem é mais difícil que fazer grandes produções, com megacenários e locações incríveis?

Acho uma evolução natural ir para os retratos, pelo menos para mim. Comecei trabalhando com beleza e moda, as coisas ficam muito pequenas e repetitivas se você trabalha com muitas referências, além de datar muito uma imagem. Hoje o que mais me dá prazer é ver uma foto que eu fiz há dez anos que continua sendo uma imagem bacana. Trabalhar com direção e “acting” transformam a imagem mais essencial, mais profunda. As megaproduções te dão um certo apoio para desviar deste tipo de trabalho. Hoje prefiro a coisa mais eterna da fotografia... o olhar... a imagem em si. O conceito de tempo na fotografia deixou de me interessar seja ele em elementos de cena ou figurinos.


No processo de "construção" de um ensaio para revistas como a Estilo, até que ponto você participa? Conceito, direção de arte, estilo, maquiagem...

Em tudo. Na real te chamam pois acham que aquele ensaio, aquela pessoa tem a ver com a sua linguagem e com isso o trabalho fica meio que sugerido pelo fotógrafo, tanto pra com os profissionais que irão participar, como que será a imagem de um modo geral.


Todo fotógrafo tem seus preferidos, conta pra gente: quem você ADORA fotografar?

Minha filha... Disparado!!!


Você tem uma equipe fixa na produção de seus trabalhos? O que é necessário para entrar nessa sua equipe – dá a dica para quem lê o dasBancas e está louco por uma vaga como assistente de um megaprofissional...

Gosto de trabalhar sempre com as mesmas pessoas por uma questão de afinidade e entendimento. Depois que você encontra pessoas com quem se entende, se acomoda em não perder tempo, ser mais objetivo e a pessoa com um olhar já entende o que você quer, conhece a sua luz, seu timing fica tudo mais equalizado. Na minha história profissional, eu não fui assistente e, para ser muito sincero, não vejo esta necessidade como um fator imperativo. Cria-se mitos que para ser um bom fotógrafo precisa ser assistente, não vou entrar nesta questão, mas eu não concordo, muito pelo contrário. Estar virgem dos vícios do mercado pode ser um fator de extremo valor depois de um tempo.


A primeira foto publicada em revista, você lembra qual foi?
Acho que foi na revista do meu clube, faz tempo... Eu tinha uns 16 anos.


Sua foto preferida, ao menos dessa semana...
Um ensaio que fiz com o ator Marcos Caruso há duas semanas.


Suas revistas favoritas – Brasil ou mundo, vale tudo!

Leio e vejo de tudo sem nenhum preconceito, mas particularmente estou fascinado por imagens de revistas da década de 60.


Um trabalho que você se orgulha de ter feito.

Algum que depois de anos possa ser lembrado. Existe o fator emocional na fotografia, ter sido pai mudou muito meu jeito de ver as coisas e isto reflete no meu trabalho naturalmente. Me orgulho muito de um ensaio que fiz da Gabriela (minha esposa) grávida.


Um trabalho que prefere não lembrar.

São alguns... mas já esqueci. Fotografar gente tem aspectos singulares. Às vezes uma foto simples se torna difícil porque o fotografado não é fácil. Existem imagens maravilhosas que não foi bacana a execução. É natural você se influenciar pela lembrança da execução no momento em que revê aquela imagem. As pessoas não sentem isso, óbvio, mas para mim esta lá. Uma foto me faz lembrar de toda a situação fotográfica. Por isso, às vezes, fica difícil editar um trabalho como um livro, a confusão esta aí: A foto é boa para mim ou para quem vê?


Cinema, revistas, campanhas internacionais, tudo é referência para um bom fotógrafo. No dia a dia o que você mais aplica na construção de seus ensaios?

Sempre em cinema, procuro imaginar cenas e não a imagem estática... o resultado na maioria das vezes te surpreende, pois fica mais solto. Hoje tento pensar na história, mesmo que o aproveitado seja somente um frame.


Todo fotógrafo tem um estilo que lhe agrada mais. O Bob Wolfenson tem a pegada voyer, exagerada, o Miro sempre trabalhou com cenários complexos e eloquentes. No que vejo de seu trabalho, o mais marcante é o vazio e a luz. Sempre trabalhando com luz artificial, suas imagens parecem fazer parte de um universo fantástico, onde o personagem é envolto por uma aura e o vazio também diz muito. Essa observação procede?! Ou como você classifica seu estilo?

Procede muito. O vazio pra mim é essencial, é a câmera e o sujeito. Nunca pensei em classificar meu estilo mesmo porque acho prepotente falar em estilo com 42 anos e tendo muito a fazer e a aprender, mas concordo com sua observação.


Ainda falando de estilos, você tenta "seguir" o estilo de outros fotógrafos em momentos de descontração? Por exemplo, fazer uma foto meio Terry Richardson, ou Annie Leibovitz, ou qualquer outro que você queria citar e mostrar...

Acho que inconscientemente você tem imagens emblemáticas de fotógrafos que você admira que aparecem no seu trabalho. Mesmo sem querer elas tão lá. Às vezes sinto O Irving Penn, o Avedon sussurrando no meu ouvido...


Se pudesse escolher alguém para fotografar, quem seria? E como seria esse ensaio?

Olha, seria o Marlon Brando, óbvio que de todas as formas não conseguiria, mas montaria a luz no estúdio, pegaria o propulsor, sentaria ele em um banco simples e ficaria ouvindo suas histórias e fotografando em momentos relaxados. Talvez as fotos não fossem as mais incríveis, mas eu daria muita risada e com certeza em função da forma como foi feito seria o melhor, independente do resultado...


Principais nomes da fotografia brasileira e mundial, na sua opinião.

Dentro do meu universo da fotografia citaria: Man Ray, Steinglitz, William Klein, David Bailey, Helmut Newton, Avedon, Irving Penn, Annie Leibovitz, Nick Knight, Craig McDean, Luis Sanchis e Javier Vallhonrat... mas na real são tantos...


Alguma foto ou ensaio que gostaria de ter feito?

Naturalmente tenho “inveja branca” de algumas imagens, principalmente as da Annie Leibovitz, mas consigo administrar bem isso. Sem ficar deprimido... Rs


Muitos fotógrafos que trabalham com retratos costumam dizer que procuram a essência do personagem na hora da foto, o brilho no olhar... e você, o que procura em uma foto?

Eternidade e força, seja do olhar ou da atitude.


Fotografar ensaios sensuais é mais complicado que fotografar moda?

Não acho. Depende de quando, com quem e onde.


Você já fez passagens pela VIP e Playboy, mas anda bem sumido do universo masculino. Pretende voltar ou é mais feliz fazendo fotos para mulheres?

Uma vez li uma frase do fotografo alemão Juergen Teller: “Não sou fotógrafo de moda, a moda passa por um momento que é interessante me usar como linguagem”. Penso assim... Não tenho especificação como fotógrafo, o dia que for interessante para eles e para mim, vai rolar. Adoro fazer nus e ensaios sensuais, mas no momento estou fazendo uma coisa mais autoral, para mim. Sem a finalidade de publicar em veículos. Somente no meu livro que deve sair em 2010, espero.


Para finalizar, vamos falar do final de seu trabalho:

A qualidade do produto final (revista) é uma grande preocupação para você? Deixa eu ser mais claro na pergunta: as revistas brasileiras, em sua maioria, têm péssima qualidade de impressão, papel ruim, além de contarem com um acabamento gráfico próximo do tosco, com páginas manchadas, rasgadas, baixa lineatura na impressão, papel de gramatura baixíssima, além de alta porosidade, dentre outros problemas. Como isso te afeta? Já que seu trabalho é diretamente prejudicado por isso...

Parei de ver o produto final. Depois que entrego a foto para a redação... a perco de vista. Rs... Cansei de acreditar que a coisa iria mudar. O resultado impresso sempre é muito pior do que eu esperava. Não sofro mais por isso.

Mais uma vez, obrigadíssimo ao Jairo pela disposição e a vocês que nos leem e nos ajudam a conseguir chegar perto dessas pessoas que admiramos e não tínhamos nem ideia que poderíamos trocar algumas palavras.



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