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domingo, 20 de maio de 2012

Múltiplas

O fenômeno das revistas com capas múltiplas em uma única edição parece que não vai acabar tão cedo. E, como todo fenômeno, este também tem algumas características bem claras. Há o time de revistas que optam por fazer capas seriadas, que parecem fazer parte de um mesmo editorial. Particularmente, gosto mais dessa tendência. O planejamento destas justifica a pluralidade e, quando colocadas lado a lado, formam um conjunto impactante.
Além das capas quase-gêmeas, também tem as que não tem absolutamente NADA a ver uma com a outra. É impossível criar uma conexão de estilo, de personagens, de tratamento de imagem. Para uns isso é qualidade, para mim é preguiça de editor ou vontade descarada de pegar o dinheiro dos apaixonados por revista.

 E vocês, preferem as mais parecidas ou as completamente diferentes?

sábado, 5 de novembro de 2011

Lula, o câncer e as capas semanais

Fazia tempo que nossas três principais semanais de informação não chegavam nas bancas com capas sobre um mesmo assunto. E quando esse “fenômeno” acontece, claro, o dasBancas adora observar bem de perto. Pena que o assunto da vez, o câncer do ex-presidente, não esteja na minha lista de favoritos. Reparem que tirando um detalhe ou outro, o que destaca a capa é a foto escolhida.

Na Veja, temos um Lula sofrido, cabisbaixo e com a mão levada a boca. A foto é recente? Lula já estava doente? Das três, essa é a foto mais expressiva. Por outro lado, é a mais apelativa também. E esse cabeçalho horroroso da Veja é praticamente um câncer e mata qualquer capa.
veja Lula pessimista

Na ISTOÉ, o ex-presidente aparece sorridente, de cabeça erguida. Bem, ao menos o ângulo – de baixo pra cima – me passa essa impressão. O conjunto é harmonioso.
istoe
 Lula otimista
Na Época, ele está pensativo, olhando para o horizonte. Acho a idéia do meio termo boa, mas a expressão do Lula poderia ser menos apática. O tamanho reduzido da imagem, se comparada com as concorrentes, também ajuda a tirar um pouco a força da capa. O cabeçalho da Época, bem-resolvido, não me incomoda e gosto do caminho que a matéria de capa seguiu, linkada à polêmica do SUS.
Epoca Lula apático

Não amo nenhuma das três, mas dessa vez fico com a capa da ISTOÉ.  E você, qual das 3 prefere?

sábado, 21 de maio de 2011

O mauricinho politicamente incorreto e a GQ do mês

Fiquei todo nostálgico quando, na primeira folheada, vi o abre da entrevista de J.R. Duran com Tiago Laifert na GQ desse mês. Após ler a entrevista, deu pra perceber a citada timidez do cara ali mesmo, nas páginas iniciais, quando observei seu desconforto no momento em que o ensaio exigiu um pouco mais dele.

Tiago Leifert1 ter visto Tintin na TV Cultura denuncia a velhice

Nas outras fotos, em que as poses limitam-se a mão no bolso ou um sorriso, Leifert se dá bem. Mas a foto da capa ainda é a melhor da edição. No mais, ótima entrevista! O cara transformou o jornalismo esportivo da Globo – mudança que também tem Tadeu Schmidt como responsável –, virou celebridade, ganhou admiradores e haters em todas as torcidas e tem mesmo bastante a falar.

Tiago Leifert2

Tiago Leifert3 stand up futebolístico

Apesar de gostar da capa com ele, eu ainda preferia uma com o sargento Alves, o policial que evitou que a tragédia de Realengo fosse ainda pior, lembram? Penso nessa capa desde que a chacina aconteceu… Mas lendo o perfil e a entrevista do PM, fica claro como estampá-lo numa revista é tarefa árdua. O oficial não fala, é quase monossilábico e, se não fosse o jogo de cintura do repórter, não renderia quase nada.

Realengo “Não tem sentido dizer que a pessoa que sofre bullying vai querer vingança”

A musa de maio é a atriz Monica Bellucci. Ela é linda, claro. Mas só flui nas fotos. Na entrevista, falta empatia, falta proximidade do conteúdo das declarações com o público brasileiro.

Monica1  Monica2 e você, leito dB, qual sua opinião sobre os 150 anos de unificação da Itália? –oi?

A edição ainda tem Fernanda Paes Leme abrindo o “Essencial” do mês. Eu preferia ver mais imagens da atriz da novela da nove do que da italiana aí de cima. Mas a gente sabe que tem a questão do conteúdo enlatado que veremos na GQ toda edição.…

Fernanda Paes Leme puro patriotismo

Quanto ao conteúdo, achei melhor do que a #1. Fato natural e que deve se repetir até a revista encontrar o caminho certo, avaliar o feedback dos leitores e ter sua equipe cada vez mais entrosada. Nesta edição, senti mais vontade de ler, de consumir a revista como um todo.

Retrato1

Retrato2

as páginas mais lindas do #2

Robô

a página mais assustadora que eu já vi numa revista
parece que o robô vai piscar a qualquer momento, pular da página e te esganar

domingo, 10 de janeiro de 2010

Entrevistão x Entrevistinha

Fábio Barreto, diretor de Lula, o Filho do Brasil, é o entrevistado da Playboy e da SEXY de janeiro. O dasBancas acha muito mais interessante comentar a parte visual e as gostosas das revistas, mas duas entrevistas com o mesmo entrevistado é implorar por uma comparação, né não? Então, não sou jornalista (e hoje em dia quem é?), portanto minha opinião é bem de leitorzão. Lá vai:

A Playboy não larga na dianteira, pois para uma “Edição de Humor” o entrevistado não tem gancho. Aproveitando a deixa, vi muito pouco de humor nessa comedy issue tupiniquim da PBY e até agora não entendi por que o sensacional editorial de moda de dezembro, com o Tas e o Rafinha do CQC, não foi usado nessa edição. Voltando à entrevista, esse é o único ponto contra da Playboy. Bem, acho meio sem nexo a pergunta sobre a primeira vez do cara, mas, de resto, Adriana Negreiros mandou muito bem. Foi firme e não deu mole pro cara que me pareceu meio enrolão.

Na SEXY, Luiz Felipe Mazzoni e Fel Mendes também não fizeram feio. Estudaram direitinho o entrevistado, fizeram algumas perguntas legais, praticamente as mesmas da Playboy só que de forma mais amena e sem clima tenso no ar, mas acabam perdendo pra concorrente principalmente por uma questão de espaço. Em números: 6 páginas contra 4 (na verdade 3, pois uma página da SEXY é ocupada inteiramente pela foto do entrevistado). E sem essa de que tamanho não é documento. A Playboy tem aquele texto introdutório que acho superbacana e o fato de ter mais perguntas dá mais profundidade à entrevista. Acaba ficando com cara de entrevistão enquanto a da SEXY, por mais esforço que façam, tem cara de entrevistinha.

Entrevistão

Entrevistinha



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