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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Dia do Quadrinho Nacional


30 de janeiro é o Dia do Quadrinho Nacional. A data é comemorada pois, em 1869, neste dia, Angelo Agostini publicou "Nhô Quim ou Impresões de Uma Viagem à Corte", considerada a primeira HQ brasileira.
Apesar de falarmos pouco de quadrinhos aqui no dasBancas (aguardem novidades), há que se ter consciência da importância dessa linguagem para o mercado editorial. Praticamente todas as grandes publicações, hoje, tem algum conteúdo em quadrinhos. Fora isso, vale lembrar que  boa parte das bancas são ocupadas por quadrinhos. Mônica e Mickey reinam absolutos nas bancas de todo o país. A estabilidade destas publicações garante, inclusive, renda para que as editoras possam investir em projetos mais ousados e com menor vendagem - ainda bem!
Fora os jornais, com as eternas sessões de tirinhas - de onde saíram grandes nomes da nossa indústria (inclusive o Rei dela, Mauricio de Sousa). 
Mas os quadrinhos nacionais, hoje, estão muito mais na internet e nas livrarias do que propriamente nas bancas. E isso, veja bem, não é ruim não. É apenas uma das maneiras que o mercado encontrou de sobreviver. E de viver.
Nunca houve momento mais especial para os quadrinhos nacionais como agora. Mas como sou fanboy declarado, vou me ater a 3 dos meus autores atuais favoritos.

Vitor Cafaggi, sua versão infantil do Homem Aranha, Punny Parker, e seu cachorro apaixonado, Valente, estão no atual topo das coisas que mais emocionaram. "Valente Para Todas", último lançamento do mineiro, fala sobre relacionamentos e das dores e delícias de amar. 


Li recentemente "Daytripper", dos irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá e, meu Deus, que surpresa. O livro é de uma delicadeza ainda maior do que os gêmeos paulistas estão acostumados a fazer. Vale a leitura, num dia chuvoso e reflexivo. A vida, as mortes e nossos amores. (Tecnicamente não é nacional, porque foi lançado primeiro lá fora e depois aqui, mas né?)

E pra deixar o dia mais leve, as tiras engraçadolhas e sem noção do Ryot são uma boa pedida. Ricardo Tokumoto fez sucesso com fanzines, migrou para as páginas de jornal, lançou livro através de crowdfunding e é, hoje, um dos mais bacanas produzindo hqs por aqui. (E ele tem esse "manual" sobre como fazer tiras relativamente engraçadas quase todos os dias, que é apenas genial).

E você, qual o seu quadrinho nacional preferido?

sábado, 13 de outubro de 2012

Vingadora Sagrada


Na história dos quadrinhos nacionais, um capítulo importantíssimo diz respeito a Holy Avenger.

Se você não curte HQs, saiba: Holy Avenger foi uma série de "mangá", publicada regularmente durante 40 meses desde 1998. A publicação é a iniciativa mais bem-sucedida no mercado de quadrinhos nacional - claro, exlcuindo as publicações do Mauricio de Sousa.

Escrita por Marcelo Cassaro e ilustrado lindamente por Erica Awano, Holy Avenger fez sucesso na época de sua publicação, rendendo várias edições extras, livros de RPG e edições encadernadas. Em convenções de quadrinhos espalhadas pelo Brasil, era comum encontrar cosplays dos personagens.

Há alguns anos, foi anunciado um projeto de animação baseado na série que, infelizmente, não foi pra frente. Holy Avenger rendeu, ainda, um audio-drama, esgotado há anos e hoje objeto de colecionador - mas dá pra ouvir no Youtube.

Nessa semana, a editora Jambô anunciou o lançamento de "Holy Avenger - Edição Definitiva", quatro volumes encadernados em formato de luxo, reunindo as histórias da série regular, as edições especiais e mais material extra.

A capa do primeiro volume encheu os olhos dos fãs, que puderam ver Erica Awano retomando os personagens que a fizeram famosa e nos fizeram felizes há mais de 10 anos atrás.


clica pra ver a Lisandra grandona

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Maravilhosa

Nos idos dos anos 1970, a ativista Gloria Steinem fundou a revista Ms., femininsta até a alma, e escolheu a Mulher Maravilha para estampar a capa da primeira edição da publicação (ainda que a heroína tenha um passado sexista pra caralho, mas enfim).

Na edição comemorativa de 40 anos da publicação, a editora resolveu voltar às origens e usar, novamente, a Maravilhosa como símbolo feminista (hoje em dia a personagem tem um posicionamento muito mais firme nas HQs).

A releitura da capa foi feita pelo casal Mike e Laura Allred. Ó que coisa mais linda.














































sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Chuva de arroz

Para o mundo que eu quero descer! Mônica e Cebolinha vão se casar! SIM. CASAR. É, gente. Mônica toda vestida de noiva – com um olhar fatal – e Cebolinha todo trabalhado na beca... Assim, estou totalmente sem chão.

Casamento do século? Que nada! Casamento da desilusão!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Who watches o soldado do inferno?

A edição 225 da revista Spawn promete causar polêmica - e, se bobear, entrar para a história. O lance é que a revista chega às bancas no dia 7 de novembro, um dia após as eleições americanas.

A editora anunciou que esta será uma edição especial que, além de dar uma reviravolta no personagem, será influenciada pelo resultado das eleições. Sim, é a vida interferindo na arte.  A revista será publicada com dois finais - e capas - diferentes, uma para cada possibilidade. Dependendo do vencedor (Barack Obama ou Mitt Romney), o futuro do personagem irá mudar radicalmente.



As capas especiais (lindas, por sinal), são uma referência/homenagem à uma das capas mais clássicas da história dos quadrinhos: o primeiro número de Watchmen, lançado nos anos 1980.



sexta-feira, 6 de julho de 2012

Branco branquinho

Enquanto a Marvel Comics apoia a campanha contra o câncer de mama com suas capas cor de rosa, a DC Comics lançará, no mês de agosto, capas brancas para seus super heróis.

 

As capas fazem parte da campanha We Can Be Heroes, do grupo Waner Bros (do qual a DC faz parte), que irá arrecadar fundos para combate à fome na África.

 

Durante um ano, várias revistas da editora chegarão às bancas com a capa alternativa em branco. O legal é que, para os leitores, as revistas servem como objeto de colecionador, já que podem ser levadas à convenções e eventos para pegar autográfos e rascunhos dos artistas.

 

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Meu coração bate pela Marvel, mas né? Ponto pra DC Comics.

 

A campanha será estendida a todas as plataformas do grupo Warner, incluindo a HBO, Time Warner e WB Films. Saber mais sobre a We Can Be Heroes.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Todos beija

Em outubro do ano passado a Marvel Comics lançou uma edição da revista do Homem-Aranha que causou frisson na galera. A Ultimate Comics SpiderMan 15 trazia o personagem numa crise de identidade e depressão, se sentindo deslocado numa sociedade onde todo mundo se sente bem.. inclusive os gays.

A arte da capa trazia uma série de casais felizes se beijando no Central Park e, entre os personagens, tem um casal gay.

Agora, um ano depois, a capa chega ao Brasil. Coincidentemente, a Ultimate Marvel 16 chega as bancas logo depois da incrível capa da Trip. Claro, ainda não é uma revolução nem é tão chamativa quanto a Trip, mas já é, sim, um belo avanço.


Na época do lançamento original, muito se discutiu sobre a importância dessa capa e a postura assumida pela Marvel Comics, que possui em seu casting uma série de personagens gays, incluindo heróis importantes da editora.

O Melhores do Mundo, blog especializado em quadrinhos, levantou uma questão boa: a Marvel foi liberal ao colocar um casal gay na capa ou conservadora ao colocar os dois escondidos e com uma relação bem discreta (ao contrário do casal hetero na pegação mais a frente)?

Eu acho que, ainda que “escondidos”, os dois estão na capa pra quem quiser ver. Acho que já é um avanço, né?

Como já disse, a Marvel é “simpatizante” da causa gay, tendo uma lista de personagens assumidamente homossexuais, como o Thor o Estrela Polar (membro dos X-Men) e o Colossus (também dos X-Men, numa realidade alternativa), isso sem falar dos casais teens e fofos Hulkling e Wiccan (de Young Avengers) e as sapatãs de Fugitivos.

Para bem ou para o mal, achei incrível essa capa ir pras bancas brasileiras.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

É um pássaro? É um avião?

Há algumas semanas atrás foi anunciado que Henry Cavill (ator da série The Tudors) irá viver o Superman no próximo filme do herói, que será dirigido pelo fuderoso Zack Snyder (de 300 e Watchmen).

Até hoje, isso é tudo o que se sabe sobre o filme. Ainda não existem confirmações de outros nomes no elenco e nem do que Snyder está preparando para o longa – ele apenas comentou por aí que vai ser um filme mais “físico”, ou seja: Superman esmagando vilões e muita pancadaria (e a torcida vai ao delííííirio).

Daí que a Entertainment Weekly, que de boba não tem nada, chega às bancas americanas amanhã com a capa abaixo, que promete revelar tudo o que todo mundo quer saber sobre o filme.

superman super

Amo a foto, amo a referência discreta ao gesto mais clássico do Supie (abrir o terno e mostrar o S do uniforme), gosto da diagramação, acho Henry Cavill lindo e, nessa imagem, pela primeira vez, eu consegui achar que ele pode ser um bom Superman. Retiro tudo o que disse contra o rapaz.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

R.I.P Wizard

O mercado dos quadrinhos está de luto. A Wizard, revista mais respeitada do mundo das HQs, anunciou ontem o fechamento de suas portas e a demissão de todos os seus funcionários.

Publicada regularmente desde 1991, a Wizard é tipos a Rolling Stone dos quadrinhos. Em tempos onde não havia internet, a revista era a principal fonte de informação de milhares de nerds ao redor do mundo.

wizard-cover A original (Emma Frost, essa linda)

A revista sucumbiu perante a vasta quantidade de sites e blogs voltados para o mercado de quadrinhos. E convenhamos, hoje em dia é de fato muito complicado para uma publicação se manter na ativa sendo que a concorrência com a internet é absurda - e gratuita.

A editora Wizard permanece no mercado, publicando a Toyfare, especializada em toy art e brinquedos em geral.

No Brasil, a revista teve 3 encarnações. Uma em 1996, sob a batuta da Editora Globo, com praticamente todo o conteúdo reproduzido da matriz americana; uma pela Editora Hangar (que só teve uma edição e era bacana, mas foi mal nas vendas) e a última pela Editora Panini, que durou quase cinco anos.

wizardbrasil01 capa_wizard01
As brasileiras – e essa capa com Batman e Wolvie é do fuderoso @rogercruzbr, meu ídolo maior

Uma pena que a Wizard tenha morrido. O sentimento é o mesmo que qualquer fashionista sentiria se a Vogue fechasse ou, melhor, qualquer amante de cultura pop sentiria falta da Rolling Stone.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Garotas em Fuga

A Panini acaba de lançar aqui no Brasil o especial X-Men: Garotas em Fuga, escrito pelo Chris Claremont e ilustrado maravilhosamente pelo Milo Manara, mestre do quadrinho erótico.

Daí que a edição, caprichada (formato 18x27,5, 68 páginas, papel LWC, capa cartonada, pela merreca de R$ 14,90), chega às bancas (primeiro em SP e Rio, depois no resto do Brasil) deixando os fãs com um sentimento de atraso.

Considerando que o atraso na publicação de quadrinhos é normal (nas revistas de linha o delay chega a ser de quase um ano), Garotas em Fuga chega por aqui até com certa rapidez: o original foi lançado em abril deste ano.

x-manara-1Psylocke e Vampira, suas lindas. Só faltou a Emma Frost na capa 

O atraso da Panini vem com relação à Rio Comic-Con, que aconteceu no comecinho do mês e que teve como um dos principais convidados o Milo Manara. Quer dizer. A editora podia bem ter lançado o livro durante o evento e dar aos fãs a oportunidade de ter um autógrafo do ídolo. Ao invés disso, preferiram fazer uma "entrevista exclusiva" com o cara e acrescentar como bônus da edição.

Imagina, cara, um autógrafo no Manara no trabalho mais recente dele? Delícia. Obviamente, ninguém reclama de uma assinatura no, sei lá, Click, mas né? Seria lucrativo tanto para a Rio Comic-Con, quanto para a editora, quanto para os fãs.

x-manara-3 x-manara-4

Mas a Panini parece não ter pensado nisso. Então ok, vamos nos deliciar com as imagens de Garotas em Fuga, porque não é todo dia que se tem a Vampira, Emma Frost e Psylocke (minhas mutantes preferidas) desenhadas pelo Manara.

x-manara-7 x-manara-9

E não vou comentar o texto da revista, porque é uma clichezada sem fim escrita pelo Claremont, que já foi semi-genial, mas agora tá velhinho gagá.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Censura prévia

Tá rolando maior polêmica lá nos Estados Unidos por causa de uma capa da revista do Batman.

O que rola é que na revista, o Robin, todo saidinho, faz um pacto com o Demônio e se envolve com uma galerinha do mal. Daí o desenhista, na melhor das boas intenções, fez a ilustração (muito boa, aliás) abaixo:

batman_01 A versão original

Daí a DC Comics, toda pudica, mandou tapar a cruz de cabeça pra baixo, num “sinal de respeito à moral e aos bons costumes da família americana”. A editora afirmou que não gostaria de ter problemas com nenhum tipo de grupo religioso.

batman_02 A versão das bancas

Na minha opinião, uma paunocuzisse sem tamanho. E não me venham com o papo de que “quadrinho é coisa pra criança” porque, sério, não é. E eu acho que assim, se não quer ter nenhum tipo de problema, não deveria nem citar religião e outros temas polêmicos nas histórias, porque só assim. Qualquer coisa que se publique é uma ofensa a alguém.

Mesmo sem a cruz invertida na capa, neguinho vai comprar a revista, ler a história e se sentir ofendido. E aí? Com a cruz exposta, pelo menos o risco de ouvir “Ah comprei a revista do Batman e ela fala do capeta” é melhor, já que se eu vejo algo que não me agrada, não compro (tipos a Sexy da Geisy).

A revista chega às bancas gringas em dezembro, e aí eu conto pra vocês a repercussão do caso.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Em quadrinhos

Hello nasties! Eu sou o Laranja ("que raio de apelido é esse", você pergunta, mas isso é assunto pra outro dia) e é com imenso prazer (opa) que eu tô chegando aqui na Cohab pra curtir minha galera revisteira.

Minha história com este blog é velha e eu vou contando aos poucos aqui, mas só a título de formalidades, meu nome é Ricardo (Laranja), sou de BH, quase jornalista, blogueiro, quase publicitário, ilustrador, quadrinista, DJ, cantor de chuveiro, frustrado porque não consegui fazer parte do elenco de Chiquititas e revisteiro. MUITO revisteiro.

E como minha coisa com revistas começa com as histórias em quadrinhos, meu primeiro post vai ser sobre isso. Um porque as HQs estão nas bancas e são parte importante da formação de novos leitores para todos os outros mercados e dois porque tem cada coisa maravilhosa acontecendo neste mercado que cês não fazem ideia. E eu vou trazer um pouco disso pro dB.

Assim, dá uma olhada nas capas especiais que a Marvel Comics vai colocar nas bancas americanas para divulgar o filme Tron. A ideia é que os principais heróis da editora fossem "adaptados" ao universo do filme, ganhando novos visuais e conceitos. Claro, é tudo promocional e no mês seguinte tudo volta ao normal. Mas que é tudo muito lindo, isso é.

marvel_08 marvel_01 marvel_02 marvel_03 marvel_04 marvel_05 marvel_06 marvel_07

E aí? Gostou da “Tronização” dos heróis? Eu curti MUITO e achei tudo muito maravilhoso, muito foda. Queria que isso chegasse às bancas brasileiras, mas infelizmente a Panini trabalha com um delay de mais de um ano, e daqui a um ano isso já tá fora de contexto e não funciona mais. Talvez seja publicado numa edição especial sobre o filme, mas acho difícil.



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