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sábado, 18 de setembro de 2010

Suor, paixão, alma e tchau

Digitalizar0001Concrete jungle where dreams are made of

A edição de inverno da HOMEM VOGUE só chegou as minhas mãos no começo de setembro, em clima de primavera. E pelo visto, essa é a revista de despedida, já que as publicações de VOGUE no Brasil agora são da responsabilidade da Editora Globo e até então só se sabe que teremos, fora a edição regular, a  Vogue Noivas, a  Vogue Casa e a Vogue Passarelas.

O último parágrafo da “Carta ao leitor” diz:

“Uma revista se faz com boas ideias, talento e muito suor. Uma boa revista se faz com tudo isso e um ingrediente a mais: paixão. Uma ótima revista se faz com boas ideias, talento, muito suor, paixão e alma. A equipe da HV se dedicou a fazer essa receita nos últimos três anos.”

A revista fará falta para o público masculino que se interessa por moda. Mesmo não sendo revolucionária e sem muita ousadia, sempre tivemos bons e didáticos editoriais masculinos, sem as habituais repetições e vícios que vemos em outras publicações. E isso vale tanto para ensaios importados quanto para os produzidos por aqui.

Digitalizar0003Sorry, tô atrasado

Mas especialmente nessa edição de número 30, achei o conteúdo de moda acima da média, graças aos textos de Sylvain Justum e cia. e o único editorial com assinatura da       revista preguiçoso e sem identidade. Com fotos de André Schiliró e edição de Matheus Mazzafera, o “Qual é a sua?” ficou mauricinho básico demais.

Digitalizar0004Diga: Jeans!

O ensaio de capa, com Michelle Alves em Nova York, por sua vez, é bem superior aos últimos publicados por HV. Tirar Mazzafera da equipe e dar a responsabilidade das fotos para Autumn Sonnichsen foi uma ótima decisão. São apenas 10 páginas, mas de um jeito sexy e com muita classe.

Digitalizar0002Autumm te põe parada na posição

O ensaio interno também traz uma modelo digna de capa, pelo caminho que a revista vinha tomando. Fabiana Semprebom, por Rodrigo Marques, levou o título de “bumbum mais perfeito do mundo”, o que não foi de fato exibido em suas fotos.

Digitalizar0005Gaiola das modeletes

Ficou na dúvida se Semprebom tem mesmo esse mérito todo? Só para ilustrar:

fabianasemprebom2Agora sim?

HOMEM VOGUE fará falta para o seus leitores, para o dasBancas e para a minha coleção. Podemos esperar por uma versão de HOMEM sem VOGUE como aconteceu à RG? E você Globo? Pretende finalmente nos agradar com uma publicação masculina? Esperemos.

Au revoir!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Rolou só um bolinho

Um ano com altos (Alinne, Fernanda e apê das modelos)
e baixos (Yasmin e Brendha)


Antes de começar, preciso esclarecer rapidamente cinco pontos que foram levantados no último post sobre a Maxim Brasil que renderam uma semidiscussão semisaudável na página dos comentários:

1 – O dB gosta da Maxim. Já elogiamos a revista aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e, ufa!, aqui.
2 – O dB não implica com a Maxim e com nenhuma outra revista. Já passamos dos 19 anos. Pena.
3 – O dB não puxa o saco da Abril. T-O-D-A-S as revistas (Playboy, VIP, Trip, UM, Vizoo...) já receberam críticas positivas e negativas do blog, independente de qual seja sua editora.
4 – O dB não está aqui para fazer graça. Tem blogs beeem mais engraçados por aí. Nossas opiniões são sinceras. Se gostamos, elogiamos. Não gostamos? Criticamos. Perdemos a piada, mas não perdemos a honestidade. Fazedor de revista inteligente filtra o nosso romantismo (afinal, somos leitores) e aproveita nossa franqueza. E também não estamos aqui para fazermos amigos. Muito menos lobby.
5 – Nossas opiniões são, óbvio, pessoais sim. É blog, né, criançada. Aliás, aqui no dB tem três opiniões distintas, já que somos um trio: Greg, Thiago e eu. Sim, opinião é = a bunda e todo mundo tem a sua. O dB tem três.

Pronto, agora vamos ao post.

A Maxim completa seu primeiro ano de vida e resolve fazer uma festinha mais simples, daquelas reuniõezinhas mixurucas íntimas para poucos amigos. De verdade, achei uma pena. Um ano de vida tem de ser comemorado com toda pompa e muita bombança.

Na capa, tudo muito discreto, nada que alardeasse a importante ocasião. Gianne Albertoni é gata (nunca disse o contrário) e está substituindo Ana Hickmann no Hoje em Dia (não, o burro aqui não sabia), mas queria muito Cleo Pires ou outra das oito soprando, literalmente, a velinha. Ou então três supertops (Gianne e mais duas, Anas Beatriz e Claudia, por que não?) brindando com champanhe do bom.

Nem festão, nem festa surpresa. Festinha.

No recheio, uma retrospectiva de ínfimas quatro páginas. Nem as treze mulheres de capa foram lembradas. Apenas "cinco inesquecíveis", ou melhor, seis já que rolou foto das gêmeas Bia e Branca. Deselegante com as outras sete. Sou fã de retrospectivas, adoro fotos inéditas de ensaios antigos, enfim, perderam uma boa oportunidade de venderem tudo de bom que a Maxim fez nesse um ano.

Passou quase em branco

O ensaio de capa é competente. E competitivo. Se compararmos com o da VIP, de set/07, posso até dar um empate técnico. O da VIP, assinado pelo Gaul, ganha pela originalidade, ousadia e sensualidade. O da Maxim, clicado por Rodrigo Marques, também é sensual, bonito e ganha em quantidade de páginas e fotos. Gosto da escolha e disposição das fotos. Um ensaio de praia/piscina bacana. As entrevistas de ambas são bem conduzidas por Andre Sancovsky que, na atual, não cita o Hoje em Dia (só eu não sabia?).

O presente da Maxim

O troféu da VIP

Como é aniversário, a edição merece mais comentários. Gostei do editorial de moda do mês. Nada demais, mas ao contrário do último (também só com mulheres) as modelos são bem bonitas.

Homem bonito não entra

Tem entrevista descontraída com os rapazes do Vanguart no que a Maxim chama, divertidamente, de “jornalismo etílico”. Pode descer mais umas dessa que a gente encara.

No melhor estilo "Conversa de Boteco"

A Maxim é divertida e a gente pode ver isso em suas frequentes listas ("O A a Z do Rock" é a da vez) e na matéria meio mobral que ensina os leitores de 15 anos da publicação como se faz maquiagem malfeita de filme B. Destaque para a legenda da foto maior: “Quando ligaram da Maxim, pensei que fosse para ser capa!”. Até consigo achar graça. Juro. É um humor meio estúpido, por exemplo, quando chamam Roberto Justus de “cinquentão pilantra”, mas divertido.

#éomeujeitinho

Para completar a lombada, uma matéria made in USA e uma gostosa da Rússia. Óbvio que prefiro um ensaio interno feito aqui, mas uma russa vez ou outra não incomoda. Quanto à matéria enlatada, "Infiltrado no Klan", não acho que prenda a atenção do leitor brasileiro. É sobre um tema que não é nosso feito para um outro público.

Querem ver a russa? Comprem a Maxim!

Mais uma vez, o dasBancas dá os parabéns à Maxim. E ano que vem tem mais.

Fotos: Reprodução Maxim



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