terça-feira, 15 de setembro de 2009

Com a palavra: Jairo Goldflus!


Jornalista, 42 anos, 24 atrás das câmeras. Jairo Goldflus já fotografou para as principais revistas do Brasil, seu nome não é recorrente apenas nos créditos de títulos das editoras Abril e Globo, mas também de alguns títulos internacionais. Além dos editorias, ele também é o autor das imagens que compõe o anúncio de grandes marcas brasileiras, como Itaú, Bradesco, Vivo, Motorola, Procter, Unilever, Rosset, Samsung, Rosa Chá, Amsterdam Sauer, Nokia, Melissa, Azaléia, Brastemp, Vivara, entre outras.


Numa conversa por e-mail, Jairo falou um pouco de tudo sobre seu trabalho, bastidores de revistas e algumas impressões sobre o mercado editorial e fotográfico. Particularmente, estou extremamente feliz por esse contato com o Jairo e muito grato por toda atenção. Se lá no meu primeiro post eu disse que ele era meu fotógrafo brasileiro preferido, agora só posso ratificar a informação. Jairo é FODA e extremamente acessível. Sem estrelismo ou afetações.

Melhor que eu falar é vocês lerem o que ele tem a dizer. E, claro, para quem não conhece seu trabalho, o próprio Jairo selecionou algumas imagens para mostrar aqui.


Lembro que você fotografava a coluna da Quem em que celebridades eram transformadas em personagens. Era uma parceria sua com o Duda Molinos. Hoje, você assina uma coluna na revista Contigo!, transitar por essas revistas é uma mera coincidência ou você gosta do clima mais descompromissado destes títulos?

Sinceramente, não dou muita importância para quem estou fotografando, o mais importante é a foto em si. As revistas chamadas semanais, por mais incrível que possa parecer, te dão liberdade total na produção. Isso faz com que o trabalho fique mais autoral e menos referenciado. O grande problema do mercado editorial brasileiro é a falta de identidade própria, até as chamadas “modernas” têm um formato com referência fotográfica formatada e seguindo tendências acabam por sugerir cópias descaradas. Isso dificilmente dá orgulho de fazer, mas também faz quem quer.


Normalmente, seu nome é associado a revistas femininas. Você prefere trabalhar para mulheres? Ou é uma questão de oportunidades?

Sempre curti ter a beleza feminina como objeto a ser fotografado, mas acho que foi o acaso que me levou para as femininas, caí nas revistas meio sem querer. Gostava de fotografar mulher, seja nua ou vestida. A Regina Guerreio achou que eu cabia na proposta de moda daquela época e me adotou. Achava divertido o ambiente e não era ruim ficar perto daquele monte de mulher sendo o maestro da brincadeira. Gostei e fiquei, foi natural sem grandes planos.


Você mesmo se define como um fotógrafo de beleza. Apesar disso, o que mais vemos de sua produção são os retratos, seja para revistas, materiais de divulgação de artistas. Trabalhar apenas com a luz e um personagem é mais difícil que fazer grandes produções, com megacenários e locações incríveis?

Acho uma evolução natural ir para os retratos, pelo menos para mim. Comecei trabalhando com beleza e moda, as coisas ficam muito pequenas e repetitivas se você trabalha com muitas referências, além de datar muito uma imagem. Hoje o que mais me dá prazer é ver uma foto que eu fiz há dez anos que continua sendo uma imagem bacana. Trabalhar com direção e “acting” transformam a imagem mais essencial, mais profunda. As megaproduções te dão um certo apoio para desviar deste tipo de trabalho. Hoje prefiro a coisa mais eterna da fotografia... o olhar... a imagem em si. O conceito de tempo na fotografia deixou de me interessar seja ele em elementos de cena ou figurinos.


No processo de "construção" de um ensaio para revistas como a Estilo, até que ponto você participa? Conceito, direção de arte, estilo, maquiagem...

Em tudo. Na real te chamam pois acham que aquele ensaio, aquela pessoa tem a ver com a sua linguagem e com isso o trabalho fica meio que sugerido pelo fotógrafo, tanto pra com os profissionais que irão participar, como que será a imagem de um modo geral.


Todo fotógrafo tem seus preferidos, conta pra gente: quem você ADORA fotografar?

Minha filha... Disparado!!!


Você tem uma equipe fixa na produção de seus trabalhos? O que é necessário para entrar nessa sua equipe – dá a dica para quem lê o dasBancas e está louco por uma vaga como assistente de um megaprofissional...

Gosto de trabalhar sempre com as mesmas pessoas por uma questão de afinidade e entendimento. Depois que você encontra pessoas com quem se entende, se acomoda em não perder tempo, ser mais objetivo e a pessoa com um olhar já entende o que você quer, conhece a sua luz, seu timing fica tudo mais equalizado. Na minha história profissional, eu não fui assistente e, para ser muito sincero, não vejo esta necessidade como um fator imperativo. Cria-se mitos que para ser um bom fotógrafo precisa ser assistente, não vou entrar nesta questão, mas eu não concordo, muito pelo contrário. Estar virgem dos vícios do mercado pode ser um fator de extremo valor depois de um tempo.


A primeira foto publicada em revista, você lembra qual foi?
Acho que foi na revista do meu clube, faz tempo... Eu tinha uns 16 anos.


Sua foto preferida, ao menos dessa semana...
Um ensaio que fiz com o ator Marcos Caruso há duas semanas.


Suas revistas favoritas – Brasil ou mundo, vale tudo!

Leio e vejo de tudo sem nenhum preconceito, mas particularmente estou fascinado por imagens de revistas da década de 60.


Um trabalho que você se orgulha de ter feito.

Algum que depois de anos possa ser lembrado. Existe o fator emocional na fotografia, ter sido pai mudou muito meu jeito de ver as coisas e isto reflete no meu trabalho naturalmente. Me orgulho muito de um ensaio que fiz da Gabriela (minha esposa) grávida.


Um trabalho que prefere não lembrar.

São alguns... mas já esqueci. Fotografar gente tem aspectos singulares. Às vezes uma foto simples se torna difícil porque o fotografado não é fácil. Existem imagens maravilhosas que não foi bacana a execução. É natural você se influenciar pela lembrança da execução no momento em que revê aquela imagem. As pessoas não sentem isso, óbvio, mas para mim esta lá. Uma foto me faz lembrar de toda a situação fotográfica. Por isso, às vezes, fica difícil editar um trabalho como um livro, a confusão esta aí: A foto é boa para mim ou para quem vê?


Cinema, revistas, campanhas internacionais, tudo é referência para um bom fotógrafo. No dia a dia o que você mais aplica na construção de seus ensaios?

Sempre em cinema, procuro imaginar cenas e não a imagem estática... o resultado na maioria das vezes te surpreende, pois fica mais solto. Hoje tento pensar na história, mesmo que o aproveitado seja somente um frame.


Todo fotógrafo tem um estilo que lhe agrada mais. O Bob Wolfenson tem a pegada voyer, exagerada, o Miro sempre trabalhou com cenários complexos e eloquentes. No que vejo de seu trabalho, o mais marcante é o vazio e a luz. Sempre trabalhando com luz artificial, suas imagens parecem fazer parte de um universo fantástico, onde o personagem é envolto por uma aura e o vazio também diz muito. Essa observação procede?! Ou como você classifica seu estilo?

Procede muito. O vazio pra mim é essencial, é a câmera e o sujeito. Nunca pensei em classificar meu estilo mesmo porque acho prepotente falar em estilo com 42 anos e tendo muito a fazer e a aprender, mas concordo com sua observação.


Ainda falando de estilos, você tenta "seguir" o estilo de outros fotógrafos em momentos de descontração? Por exemplo, fazer uma foto meio Terry Richardson, ou Annie Leibovitz, ou qualquer outro que você queria citar e mostrar...

Acho que inconscientemente você tem imagens emblemáticas de fotógrafos que você admira que aparecem no seu trabalho. Mesmo sem querer elas tão lá. Às vezes sinto O Irving Penn, o Avedon sussurrando no meu ouvido...


Se pudesse escolher alguém para fotografar, quem seria? E como seria esse ensaio?

Olha, seria o Marlon Brando, óbvio que de todas as formas não conseguiria, mas montaria a luz no estúdio, pegaria o propulsor, sentaria ele em um banco simples e ficaria ouvindo suas histórias e fotografando em momentos relaxados. Talvez as fotos não fossem as mais incríveis, mas eu daria muita risada e com certeza em função da forma como foi feito seria o melhor, independente do resultado...


Principais nomes da fotografia brasileira e mundial, na sua opinião.

Dentro do meu universo da fotografia citaria: Man Ray, Steinglitz, William Klein, David Bailey, Helmut Newton, Avedon, Irving Penn, Annie Leibovitz, Nick Knight, Craig McDean, Luis Sanchis e Javier Vallhonrat... mas na real são tantos...


Alguma foto ou ensaio que gostaria de ter feito?

Naturalmente tenho “inveja branca” de algumas imagens, principalmente as da Annie Leibovitz, mas consigo administrar bem isso. Sem ficar deprimido... Rs


Muitos fotógrafos que trabalham com retratos costumam dizer que procuram a essência do personagem na hora da foto, o brilho no olhar... e você, o que procura em uma foto?

Eternidade e força, seja do olhar ou da atitude.


Fotografar ensaios sensuais é mais complicado que fotografar moda?

Não acho. Depende de quando, com quem e onde.


Você já fez passagens pela VIP e Playboy, mas anda bem sumido do universo masculino. Pretende voltar ou é mais feliz fazendo fotos para mulheres?

Uma vez li uma frase do fotografo alemão Juergen Teller: “Não sou fotógrafo de moda, a moda passa por um momento que é interessante me usar como linguagem”. Penso assim... Não tenho especificação como fotógrafo, o dia que for interessante para eles e para mim, vai rolar. Adoro fazer nus e ensaios sensuais, mas no momento estou fazendo uma coisa mais autoral, para mim. Sem a finalidade de publicar em veículos. Somente no meu livro que deve sair em 2010, espero.


Para finalizar, vamos falar do final de seu trabalho:

A qualidade do produto final (revista) é uma grande preocupação para você? Deixa eu ser mais claro na pergunta: as revistas brasileiras, em sua maioria, têm péssima qualidade de impressão, papel ruim, além de contarem com um acabamento gráfico próximo do tosco, com páginas manchadas, rasgadas, baixa lineatura na impressão, papel de gramatura baixíssima, além de alta porosidade, dentre outros problemas. Como isso te afeta? Já que seu trabalho é diretamente prejudicado por isso...

Parei de ver o produto final. Depois que entrego a foto para a redação... a perco de vista. Rs... Cansei de acreditar que a coisa iria mudar. O resultado impresso sempre é muito pior do que eu esperava. Não sofro mais por isso.

Mais uma vez, obrigadíssimo ao Jairo pela disposição e a vocês que nos leem e nos ajudam a conseguir chegar perto dessas pessoas que admiramos e não tínhamos nem ideia que poderíamos trocar algumas palavras.

sábado, 12 de setembro de 2009

Dá gosto de ver a inteligência movendo um corpinho como esse

E quem não gostou que tire a calça pela cabeça

10 motivos para posar para a Playboy, por Fernanda Young:

1) Salvar o erotismo das mãos da breguice.
2) Não devo nada a ninguém.
3) Em alguns lugares do mundo, mulheres ainda são obrigadas a tampar seus corpos.
4) Vingança pura e simples.
5) Nos meus livros, eu me exponho mil vezes mais.
6) Vou fazer 40 anos ano que vem.
7) Irritar a minha mãe.
8) Estou me lixando para o que os idiotas vão achar.
9) É a primeira vez na história que a coelhinha da Playboy tem 8 romances publicados.
10) Não existem ex-BBBs suficientes (aleluia).

1 motivo para Fernanda Young posar para a Playboy, por dasBancas:

1) Dá gosto de ver a inteligência movendo um corpinho como esse.

Curso Abril 2010

Plug-se!

As inscrições para o Curso Abril de Jornalismo de 2010 vão até o dia 30 de setembro de 2009. Quem é do meio editorial - texto, design, fotografia, vídeo e mídias digitais - não pode deixar de se inscrever.

O Curso Abril tem duração de cinco semanas, acontece em São Paulo (ê, saudade), é DIGRÁTIS e a relação candidato/vaga é, em média, de 2,5 mil para 50 vagas. É, difícil de entrar também, mas vale a tentativa.

Um pouco do que é aprendido no Curso Abril pode ser visto na publicação anual Plug, feita (e muito bem-feita) pelos alunos do curso. A Plug da vez aborda o universo digital. Além de bonita, os textos são interessantes e curiosos, especialmente para quem curte tecnologia e, claro, magazines. Merece uma folheada virtual.

Blog-se!

Update-se!

Site: cursoabril.abril.com.br
Blog: cursoabril.com.br/blog
Twitter: twitter.com/Curso_Abril
Revista Plug: cursoabril.abril.com.br/sumarios/Plug2009.shtml

Imagens: Reprodução Plug

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Quem leva?!

Ninguém aqui pode negar a forte afinidade que rola entre Eliana Dedinhos e Angélica. Fiéis integrantes do bonde das loiras, ambas já deram um trato no Huck, são donas de apenas um hit musical (melhor assim), nunca pagaram peitinho (nhé!), ex-apresentadoras para baixinhos, atuais apresentadoras para altinhos, eram visivelmente mais adiposas, ainda são meio cafonas e, respectivamente, deram o ar da graça nas capas da Joyce Pascowitch de julho/09, por Tom Munro, e setembro/09, por J.R. Duran. Diz aí, quem leva a melhor?

Vou de táxi, cê sabe

Polegares, polegares, onde estão? Aqui estão.
Eles se saúdam, eles se saúdam e se vão

Fotos: Reprodução Joyce Pascowitch

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Palmas ou tomates?

Marcelo Adnet, num espaço curtíssimo de tempo, foi capa da Rolling Stone com outros novos nomes do humor brasileiro, matéria na Playboy com outros novos nomes do humor brasileiro, matéria na Superinteressante com outros novos nomes do humor brasileiro... Alguém mais? Dou-lhe uma, dou-lhe duas... Ah, entrevistado da SEXY, destaque da Veja também... Hum, chega, parei de contar. Enfim, um pouquinho de nada atrasada, a Trip coloca Adnet em sua capa de setembro. Acho que hoje tô de bom humor (será?), porque, apesar de toda essa repetição, fiquei a fim de comprar. O cara é talentoso, carismático e a capa ficou mega legal. Divertido o lance dos tomates. O click ficou espontâneo e, não é nada pessoal, até deu vontade de atirar uns também.

Só no improviso

P.S.: A capa das Trip Girls do mês será comentada junto com a resenha que alguém aqui do dB (Greg! Thiago!) fará.

Swimsuit issue?

Parece gringa, mas não é

O mês voou e taí a capinha da próxima Maxim. De primeira, lembrei da Sport Illustrated. Seja no biquíni com mais pano e detalhes que o necessário, cenário paradisíaco e/ou modelo estonteante com cara de gringa. Na minha modesta opinião, a Juliana Imai é uma das modelos mais gatas da atualidade. Das orientais (que não são muitas, vamos combinar), a mais sexy de todas. Sim, podia ser a atriz-apresentadora Dani Suzuki (gosto muito) ou a apresentadora-atriz Geovanna Tominaga (sem sal) que possuem um entrosamento mais forte com o grande público, mas aprovo a escolha menos evidente da Maxim por uma capa com uma top que não é conhecida por toda a torcida do Flamengo, mas que é detentora de um porte bacana, beleza marcante e uma pitada de exotismo que faz toda a diferença. Bem, pensando assim, podia ser a Carol Ribeiro também.

Continuo aprovando o uso módico das cores na capa e estou curioso para ver Speto nas páginas da revista. Tô na torcida para que venham páginas lindas com suas ilustrações.

Para os flamenguistas que ainda não conhecem a Ju, abaixo seis capinhas com a nipo-brasileira. Adoro a da Época, e vocês?

É só comigo ou toda Juliana que vocês conhecem é gata?!

Novidade internacional

Que as bancas italianas são mais legais do mundo, já sabemos há algum tempo. Mas não é que estão ficando mais legais ainda?! Pois é, mais uma revista fodona sai das gráficas e vai direto para a coleção dos fashionistas de plantão.

Tô falando da L'Officiel Hommes Italia. Novinha, cheirando a tinta e com toda uma responsabilidade nas costas. Afinal, a irmã Japonesa é incrível!

A capa do bebê

Abaixo algumas fotos da nova edição da irmã oriental.

Pra quê regras?!

O post inteiro foi dica do Andréé.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

“Não estou namorando, não”

A TPM faz aniversário em setembro e, de presente para os leitores: a volta de seu primeiro cover boy. Santoro volta a abrilhantar a capa, agora menos sensual que da primeira vez, mas ainda assim cheio de charme e ainda mais famoso. Abaixo algumas declarações que deu para a revista:

"Na época de As Panteras, as pessoas falaram que meu cachê foi de US$ 1 milhão. Só rindo. Quase paguei para fazer esse filme. Do que eu ganho, 60% fica lá: taxas, manager, agente e etc. Ninguém me conhece. Não tenho esse valor. O ator é bem pago quando ele é campeão de bilheteria. Eu ganho salário estabelecido pelo sindicato. Nunca ganhei uma bolada na vida. Nunca".
Murillo Meirelles viu de perto e fotografou pra capa.

“O romantismo se perdeu, as pessoas estão individualistas, com dificuldade de se comprometer. Existem tantas possibilidades por aí, que ficamos desfocados”.

Oh, essa última declaração foi tipo meu mantra do fim de semana. Mais um motivo pra comprar a TPM desse mês.

Para na posição!

Olha, nunca imaginei ver Debora Bloch de bundinha numa capa de revista. Tá, tá, eu concordo, não é bundinha, é decote. Mas que ficou engraçado ficou. E engraçado não é sinônimo de ruim. É que, no meu ponto de vista, não combina com, a sempre discreta, Debora fazer uma pose dessas.

E a cara de sapeca?!

Mas tá certo, tem mais é que descontruir mitos e mostrar que uma foto de bundinha decote, também pode ser de bom gosto. Culpa do Jairo Goldflus, fotógrafo que eu adoro e em breve estará por aqui falando tudo sobre sua carreira profissional.

Sim, mais uma entrevista exclusiva do dasBancas. Aguardem!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Vogue Hommes Japão, enfim a capa

Então, todo mundo tava achando que aquela era a capa da Vogue Hommes #3, mas não era. Na verdade, era um teaser da edição. Coisa que já virou marca registrada da revista e sempre gera belíssimas imagens.

A capa de verdade saiu, e é esta:

Foto linda, imagem interessante, mas diagramação meio estranha. Não gosto dos olhos dele meio escondidos sob a marca e, principalmente, não gosto da chamada tosca ali de baixo. Meio exagerada, né?!

Agora, para quem é sensível demais é melhor não ver as fotos da revista. O ensaio assinado por Steven Klein é tão forte quanto todos os outros que ele costuma fazer para revistas mais modernas e oh, não fossem as tarjas, ele não viria parar aqui. Dêem uma olhada.



Acende uma vela pra Deus e outra pro Diabo.

E assim, o ensaio não é forte apenas pela nudez. O stylling é todo muito tenso, tudo tem um cheiro macabro, sem contar a sensação de desconforto que algumas fotos transmitem. Mas é lindo o conjunto gerado.


Aproveitando o post, quero mostrar a capa da Interview de setembro:

Como sempre: linda!
mas com Natalie Portman fica difícil errar...

domingo, 6 de setembro de 2009

Como não ser clichê?!

Bárbara!

Ao ver o ensaio de setembro da Playboy, a dúvida que fica em minha cabeça é essa aí do título. Praticamente impossível não dizer que ela está bárbara nas fotos. Que o ensaio é bárbaro. Poderia usar todas as variações de clichês a partir de seu nome. E tudo isso deve-se a duas coisas:

A lindíssima estrela e o sofisticado fotógrafo.

André Passos tem em seu histórico ensaios de moda superinspirados e quando faz ensaios de nu não deixa essa característica de lado. Em sua passagem pela SEXY só tenho lembranças de ensaios incríveis e neste segundo ensaio na Playboy, mais um trabalho memorável. Para quem não lembra, o primeiro ensaio foi o retorno de Claudia Ohana em novembro de 2008.

Chega de embromação e vamos ao ensaio:

Linda e de peito inflado

Num jogo de planos, Bárbara é sempre o objeto central neste ensaio. Todo o foco está nela, todos os olhos só procuram a loira linda que está nua pela casa. Como é característico de André Passos, o ensaio é permeado por um tom voyer, em que Bárbara em poucos momentos olha diretamente para a câmera, mas quando o faz é de maneira tão forte e instigante que hipnotiza.

Lindo momento voyer

Apesar de muito loira, Bárbara está ainda mais bonita nesta Playboy. Corpo perfeito, cabelão sensual, maquiagem discreta que apenas realça sua beleza (apesar de muito dissonante do esperado de uma temática latina/Almodóvar). Para quem tem dúvidas, este ensaio está tão lindo quanto o primeiro, mas ainda prefiro o ensaio clicado por Luis Crispino. Mas por puro gosto pessoal, porque este é lindo.


A primeira vista achei que o figurino era uma homenagem a Dudu Bertolini

Apesar de lindo, não consigo ver as tais cores de Almodóvar tão divulgadas, ou melhor, até consigo ver, mas apenas em duas fotos, que por sinal são as que mais gosto. Refiro-me às fotos amareladas das páginas 103 e 105. Nestas, o figurino até lembra os filmes do diretor espanhol e o tom da fotografia também.

Uma outra parte do ensaio é bem colorida, mas não classificaria como "cores de Almodóvar", mas sim "Maria Antonieta de Sofia Coppola". Sim, o quarto rosa com mobília francesa, algumas plumas em cena e Bárbara usando meia 7/8 só me remetem à direção de arte do filme sobre a vida da rainha francesa.


Num saldo final, o ensaio é muito bom, diversificado, agradável de se ver e sem elementos dissonantes, como acontecia nos últimos meses. O único cuidado que tomaria é quanto ao tema. Não precisavam ter falado que era inspirado em Almodóvar, porque neste sentido o ensaio não cumpre seu papel. Mas como um ensaio sensual, ele cumpre e muito bem.



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