UPDATE, por @Leandro_S
A capa da Serafina de junho, com Fabio Assunção. A menos interessante de 2011...
Annelyse Schoenberger, ou Anne para os mais chegados, é merecidamente a primeira Trip Girl de 2011. Contudo, a escolha poderia ter rendido mais. Não que a jovem modelo de 23 anos precise de maiores ganchos, e muito menos que a Trip se importe com isso, mas para fazer "um dos ensaios mais quentes dos últimos tempos" precisa de um pouco mais que um patins, uma bicicleta e um maiô transparente. Com a faca (Autumn, "uma das fotógrafas prediletas da casa") e o queijo (que queijo!) na mão, faltou apenas a Trip servir o leitor de forma diferente. Uma puta locação (Califórnia e Amazônia foram as últimas bacanas dadas pela revista), muito mais páginas e um fator surpresa qualquer são artifícios capazes de transformar um ensaio padrão como esse num ensaio condizente com a chamada de capa.
Ano novo... a Trip de sempre (e o lado bom e ruim disso)
Natalie Shoenberger e Annelyse Portman
Fotos: Reprodução Trip
Todas as fotos do ensaio aqui!
A mesma publicação que trouxe Aécio Neves em dezembro e Marcelo Adnet e Dani Calabresa em janeiro, veio com Chico Buarque em fevereiro. Uma inconstância que não desagrada, mas revela que a Alfa está rebolando para cativar públicos distintos e aumentar seu número de leitores mensais.
A matéria exclusiva do Chico Buarque é um chamariz sem igual para o público feminino, mas dá sustentação para os homens de bom gosto. Afinal, ele se enquadra bem no perfil dos artistas que posaram para as primeiras edições da Alfa, mas tem o plus de atrair uma penca de mulheres…
… e de homens também, vai saber
O texto de Regina Zappa, que acompanha as fotos do cineasta Walter Carvalho, é suave e transmite com serenidade o Chico que imagino perambular pelas ruas do Rio de Janeiro. “É, também, um sujeito que tenta levar a vida a margem da fama, que se esforça para ser apenas mais um na paisagem” é uma construção que poderia ser facilmente musicada, e num dedilhado simples virar um samba.
Pensando nas leitoras que teriam o primeiro contato com a Alfa na edição de fevereiro, a redação preparou a publicação para tentar “acolhê-las” melhor. Por exemplo, na seção Cartas, das 10 declarações publicadas, 4 são de mulheres. Coisa pequena, boba, mas contrastante com a segunda edição, que trouxe apenas 1 depoimento feminino.
Esperamos que seja um teaser para alguma outra publicação!
Mariana Rios é a estrela da seção Playground, em que foi subutilizada em uma única foto. Apesar do sucesso de sua personagem na novela das seis, a atriz não tem um nome forte o suficiente para posar de lado sem encarar a câmera e ser reconhecida. A foto de Daniel Aratangy passa batida, e Rios surpreendentemente não rendeu um ensaio à Alfa para a nossa infelicidade.
Cisne Negro, o thriller que caiu na internet em janeiro, quando todo mundo assistiu mas cuja estreia nacional só aconteceu em 4 de fevereiro, levou 8 páginas da edição deste mês. Além de fotos de Natalie Portman e Mila Kunis e texto importados, o erro brutal de timing (a revista começou a circular a partir da segunda semana) deu a sensação de mais do mesmo numa seção que trouxe a inédita Letícia Sabatella em janeiro.
O fato da Alfa ter dois calhais próprios – um chamando para assinatura (com desconto de até 50%) e outro para a venda da versão iPad – levanta a hipótese de que as metas de venda da revista em 2011 são bem agressivas. Além disso, opino que é pouquíssimo esperto divulgar a versão digital na edição impressa, em forma de anúncio de página simples. Ainda mais com o título abaixo:
No começo do mês eu passei aqui pra comentar a capa da Criativa de Fevereiro. Eu já estava com a revista em mãos e, apesar do furo da semana passada*, não desisti de comentar o miolo. Principalmente porque a Criativa tem corrido (e muito) atrás do público entre 20 e 30 anos, que até pouco tempo atrás era exclusividade da Gloss. Quem ganha? Ainda não sei. Sou assinante da Gloss há mais de um ano, e estou considerando assinar a revista da Globo pra ter um parâmetro melhor.
Vamos deixar de conversa e ir direto para o que interessa? Vem na minha e brilha (como diria uma amiga jornalista muito querida).
Fernandinha, toda bo-ho, como quem não quer nada. Achei linda a composição em tons nude e dourado, combinam com a pele morena da atriz. E esse caftan, ein? Vai me dizer que ele não tá gritando Dudu Bertholini com todas as letras? Adoro.
Só não gostei muito da foto em P&B. Esse top de franjas deve ter uma cor fantástica, queria muito saber quais…
Na entrevista e no ensaio principal, Fernanda se diz totalmente à vontade com seu corpo e sua sensualidade (diz ela que isso vem naturalmente). Ahãm, fofa. A gente lembra muito bem do seu talento pra ser na-tu-ral-men-te sexy.
Olha a Fernanda na PBY 2005, toda trabalhada na sensualidade natural. Impossível falar dela e não lembrar dessas fotos.
Voltando à Criativa: nas fotos de J.R. Duran, a morena exibe um brilho, exaltado pela força das peças escolhidas por Dudu. O cabelo com leves realces de dourado e os arranjos florais ajudam a dar um clima tropicaliente. Arrasou, Fê. Desejo muita sorte pra você em Insensato Coração.
Seguindo a linha de raciocínio de verão cheio de estampas, o editorial de moda secundário traz peças divertidas e combinações inusitadas. Quero todas!
Agora, o editorial principal… Ah, esse editorial. Dá até cócegas nos olhos de ver. Tão gostoso, tão fluido, tão jovem. Isso sim é direção de arte. O resto é outra coisa.
A beleza desse mês mostra a tendências de maquiagem do Fashion Rio, makes verde-água e um guia de controle da oleosidade na zona T. Minha favorita foi essa aí de cima, sobre os penteados que mais bombaram nas passarelas internacionais.
O assunto do mês, como não poderia deixar de ser, é Black Swan. A revista sobre aproveitar o gancho e, além da linda entrevista com a Natalie, emendou uma matéria sobre a vida das bailarinas da São Paulo Companhia de Dança.
A minha resenha da Criativa fica por aqui, com uma nada imparcial dica de que vocês levem a bonitinha pra casa. Além das matérias que vocês já deram uma espiadinha, a edição de Fevereiro conta ainda com um especial de moda do Fashion Rio, uma vitrine de lingeries separadas pelo clima que você quer criar (ui!), uma matéria sobre insônia e uma reportagem muito bacana sobre mulheres no poder. Ah! Só pra não dizer que eu caí de amores: só dispensaria a entrevista com o global Eriberto Leão. Acho o moço tão sem sal… Achei um pouco over dar um espaço tão grande pra dois personagens da mesma novela. De resto, a revista vale cada elogio que eu rasguei aqui. Comprem e me digam o que acharam, viu?!
* Não consegui subir os posts sobre as Pequenas Notáveis na data que eu tinha prometido, gente, sorry... Tive um curso na sexta e no sábado, não estava preparada psicologicamente pra tudoaomesmotempoagora. Mas lição aprendida, ok? Só vou prometer um post quando ele já estiver escrito e programado pra subir. Que nem aconteceu com o post da Criativa de Janeiro, prometido e cumprido.
Até o final dessa semana, você acompanha aqui no dB posts sobre as revistas que vão arrasar em Fevereiro no formatinho: Gloss (e sua Isis Valverde, pela segunda vez na capa), Marie Claire e Criativa.
Já adianto uma coisa: gosta de Portman? Tem entrevista com a estrela de Black Swan nas três revistas. Eu, claro, já tenho uma favorita. Mas isso vocês descobrem até sexta.
Annelyse Schoenberger é a primeira Trip Girl de 2011. A bonita apareceu bastante nas masculinas do ano passado, com direito a capa da (por onde anda?) UM e recheio da VIP. Um miniflashback, por favor!
Recheio da VIP, por Jorge Lepesteur
Apesar do peitinho, acho a capa da Trip fraca, ainda mais depois de assistir ao making of do ensaio, que, de acordo com a chamada de capa, é “um dos melhores de Autumn Sonnichsen”.
Pagação de peitinho só na capa da Trip pode
Sou eu ou a moça tem um quê de Natalie Portman?
Enquanto isso, a Playboy Brasil continua fabricando gancho para vender revista ao invés de se preocupar em colocar mulher bonita em suas capas.
Dia 25 ocorre a indicação ao Oscar 2011 e quem deve concorrer ao prêmio de melhor atriz é Natalie Portman por Black Swan, que também lhe rendeu indicação ao Globo de Ouro. O filme é um drama psicológico que envolve o mundo do ballet, perfeccionismo e rivalidade. O tema pode parecer meio bizarro, mas eu já vi o filme e fiquei de boca aberta!
O filme só estréia por aqui dia 11 de fevereiro, mas um pouco do clima – pelo menos do lado cisne branco de Nina, personagem de Portman – dá pra ser visto na Vogue América deste mês.
Foto linda, imagem interessante, mas diagramação meio estranha. Não gosto dos olhos dele meio escondidos sob a marca e, principalmente, não gosto da chamada tosca ali de baixo. Meio exagerada, né?!
