segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Ixpecial assim só na SEXY

Foi-se o tempo em que para ser capa de revista precisava ter alguma notoriedade ou beleza. Ou um ou outro. Os dois, de preferência. Tá certo que as edições especiais da SEXY não são lá grandes exemplos já que nunca exigiram nem uma coisa nem outra, taí Sabrina Boing Boing e mais uma dúzia de subcelebridades de doer que não me deixam mentir. Mas dessa vez, moçada, não me perguntem quem é Fabiana Carvalho, capa da SEXY Ordinária Especial de agosto. Não faço ideia de quem seja e não vou recorrer ao Google. Não, não. Quem quiser que o faça e, para facilitar, deixo até o link à mão: www.google.com.br. Já no quesito beleza, ninguém aqui precisa do Google pra ver que a mulher tem cara de traveco velho. Misericórdia! SEXY, defina "especial" pra gente, vai.

Fabiana Carvalho? Nem de graça!

A morte lhe cai bem

Billy Jean da BR-3

Tá. Já tem um bom tempo que estou com preguiça da TRIP. Eu e mais uma pá de leitores fiéis ou esporádicos. Sempre comprei apenas as edições especiais, com propostas diferentes ou com personalidades interessantes no ensaio ou Páginas Negras. Mas dessa vez não me segurei ao ver numa gôndala de supermercado um Michael Jackson (ainda, 4evah n evah) negro e envelhecido, com muita pinta de Tony Tornado, numa capa com ótima combinação de vermelho e azul marinho.

As matérias da TRIP sempre trazem uma carga jornalística muito forte, quase tensa. Por conta disso a revista já levou vários prêmios e sempre foi referência em trabalho de qualidade com muito vanguardismo. Mas o interessante da edição temática sobre a morte é exatemente o oposto disso. O assunto é abordado com muita leveza e despretensão, o que é ótimo para entreter e discutir com naturalidade um tema tão espinhoso.

Duvido que Elis escaparia do Botox

E nem é só isso de interessante que temos na edição de agosto da revista. As 12 (!) páginas negras com Glória Perez parecem ser uma boa pedida para os apreciadores de cultura pop, o ensaio com a Trip Girl é uma série de auto-retratos bacaninhas e as páginas de moda, ufa, sairam da praia.

As meninas de agosto

Sem contar que tem Theo Becker com Arthur Veríssimo e Serguei em fotos impagáveis e a representação do último desejo de diversos personagens (Domingas Person e Paola de Orleans e Bragança no meio) para o caso deles descobrirem que morreriam amanhã. Uma edição redondinha e a primeira sem Trip Girl na capa da minha coleção.

Pra quem quiser ver mais sobre a TRIP de agosto, incluindo a outra opção de capa, já tem muita coisa no site da revista.

PS: e esse papo de que a TRIP acabou, hein? Balela, we hope so.

domingo, 16 de agosto de 2009

Isis Valverde na Homem Vogue

Ao que tudo indica, parece que a bela Isis Valverde será a capa da próxima Homem Vogue. Bem, eu fico na torcida para que sim. Isis é uma daquelas mulheres difíceis que queria na capa de aniversário da Maxim. Se for a capa mesmo, ela, assim como Paola Oliveira (outra difícil), escolheu a publicação masculina do grupo Vogue para seu début em ensaios sensuais.

A nota abaixo é da revista IstoÉ dessa semana. Solicitamos imagem da capa e a confirmação à equipe da HV.

Nada boba
Apesar de novinha – ela tem apenas 22 anos –, a atriz Ísis Valverde, a Camila da novela da Globo “Caminho das Índias”, avisa que sabe muito bem o que procura no sexo oposto. E dá a dica: odeia cantadas, adora ganhar joias, tomar vinho branco na varanda à luz de velas e sair com homens elegantes e charmosos. “Sou boba mesmo”, disse à revista “Homem Vogue”. “Gosto que me chamem de princesa.” Atualmente, a atriz namora o empresário carioca Mário Bulhões Pedreira.
Editado por Débora Crivellaro com Claudia Jordão

Na capa, será?

sábado, 15 de agosto de 2009

Coisa de cinema

A Esquire britânica mandou para as bancas a edição de setembro com o cineasta Quentin Tarantino na capa. Até aí tudo bem. Capinha bacanuda (quem me manda essa fonte?), garoto da capa cool e tal. Mas o melhor da história é que, para alavancar vendas, essa edição vem em capa dura e pelo mesmo preço de uma edição normal. Ah, se essa moda pega...

Na Esquire UK não tem dureza

E por falar em cineasta cool, de acordo com a coluna Retratos da Vida, jornal Extra, o ensaio de Bárbara Borges para a Playboy será inspirado nos filmes de Pedro Almodóvar. A ideia é fantástica e pode render um ensaio extremamente quente. E histórico. Mas vamos com muita hora nessa calma, pois as inspirações da Playboy são pra lá de subjetivas. Quem não se lembra da Sophia Loren em janeiro, hein?

Cores de Almodóvar

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Performática

She's got me like nobody

Lady Gaga gosta de causar. É um boato de hermafroditismo aqui, uma cena lésbica ali, um figurino excêntrico acolá... E é na Out de setembro que a cantora dos megahits gays Poker Face, Just Dance e Lovegame pode mostrar mais um pouco de sua irreverência, moda – “Ela é a Michelle Obama do pop”, sentencia a Out –, curvas e porra-louquice num ensaio inspirado nos filmes B de terror dos anos 50. As fotos de Ellen Von Unwerth são maneiríssimas. Reparem que de tão fodona, a fotógrafa alemã ganha até uma legenda na ótima capa. Aliás, o logo dessa capa da Out é novo. Só para constar, prefiro o anterior que transmitia mais personalidade.

Ninguém causa como eu causo

Fotos: Reprodução revista Out

G.I. Joe

Ontem à noite assisti G.I. Joe - A Origem de Cobra, no Roxy, em Copa (RJ). O filme é sensacional e me deixou cheio de saudade das minhas dezenas de Comandos em Ação da infância. Tá, chega. Fiquem frios pois não vou dar uma de crítico de cinema aqui também. Já tá bom de mais vocês aturarem a minha versão (cri)crítico de revista, né?

Para os fãs dos G.I Joe, do filme e/ou de revistas, segue um compilado com o melhor que foi para as bancas recentemente com os atores principais que deram vida (e saúde!) aos bonecos. Yo, Joe!

Ator: Channing Tatum
Personagem: Duke
Publicação: GQ USA
Edição: AGO/09
Fotos: Mario Testino

Channing Tatum tem uma puta cara de americano, ou melhor, cara de herói americano. As fotos do Testino e as cores da capa da GQ ressaltam isso. Quando vi essa capa pela primeira vez, no auge da minha ignorância cinematográfica, achei que o cara fosse jogador de futebol americano, bombeiro ou coisa parecida.

American boy

Atriz: Sienna Miller
Personagem: Baronesa
Publicação: GQ UK
Edição: SET/09
Fotos: Simon Emmett

Sienna Miller, a eterna factory girl, aparece irreconhecível no filme e na maior parte do tempo apertadinha numa roupa de couro. Fetiche puro. Tá certo que a ruivinha ultragostosa Rachel Nichols (sem capa sexy recente até o momento) rouba um pouco a cena de Sienna. O ensaio para a GQ britânica é romântico e suavemente sexy, como a bela atriz.

Factory girl forever

Fotos: Reprodução GQ

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Vale sim

O pernão tá bão, mas esse camisão...

Para ler ouvindo: Você Não Vale Nada

Mais uma grande personagem para habitar o imaginário masculino. Dona Norminha, a infiel e fogosa esposa do pobre Abel, interpretada pela competentíssima e charmosa Dira Paes veio para ficar. E ao som de Calcinha Preta, para marcar ainda mais. Da TV para a capa da JP. Como o dasBancas é legal pra caramba, faço questão de mostrar aqui a única foto que gostei, essa onde a atriz parece assoviar. As demais, bem, as demais... Difícil falar mal quando você gosta muito do fotógrafo (Christian Gaul, um craque) e da personalidade fotografada, mas as fotos são... são... difíceis. Não, não é fácil segurar um ensaio que não tem nada a não ser você mesmo. E quando você mesmo não é modelo e parece não ficar à vontade no papel de, a coisa se complica. Dira Paes tem borogodó, mas não sai bem na foto posando de sex symbol. Fica com uma boquinha de fimose tensa. No papel da TV convence, mas no couché não. Sem contar que esse ensaio simplório veio na sequência do superproduzido e caprichado ensaio com Eliana Dedinhos. Covardia.

Gosto bem mais dela na TV

Paula Toller, uma das musas absolutas do dasBancas (bem, ao menos de um dos vértices do dasBancas) mostra, prestes a completar 47 anos, um pouco do seu magnetismo em 6 páginas e 4 cliques de Sacha Höchstetter. A ideia do ensaio é interessante, mas não mata minha vontade de Paula Toller. Na verdade não tapa nem o buraco da obturação faltante do meu terceiro molar inferior. Paula Toller é atemporal, não está relacionada a nenhum modismo. Pode ser capa de qualquer revista em qualquer mês do ano. Rolling Stone, RG Vogue, JP e todas as demais revistas de comportamento e cultura pop deixam de marcar um golaço quando negam – ou simplesmente ignoram – uma capa com ela. E, Joyce Pascowitch, faça-me o favor, nem uma chamadinha de capa?!

Musa atemporal

Mais sorte teve Paulinho Vilhena. Chamadinha de capa, 12 páginas, 7 fotos de Felipe Hellmeister. O ator e (e quem não é hoje em dia?) apresentador é o 2º maior destaque da edição. Encaro seu ensaio como um bom editorial de moda. Muita Osklen nessa vida. O perfil escrito para o ator-apresentador é curto, assim como o de Paula, Dira e os demais textos da revista.

Sem jogo duro nem corpo mole

A JP tem outras matérias interessantes. Destaco: a homenagem dos filhos aos seus pais famosos – pena que a revista chegou às bancas depois do dia 09/08 - e belas dicas de consumo com peças inspiradas em Woody Allen.

Tenho um puta desânimo do seu formato acanhado e do seu valor presunçoso, R$ 14,90, mas a revista JP vale sim como uma boa opção para quem anda de saco cheio dos filhinhos de papai desinteressantes que andam abarrotando a RG Vogue.

Fotos: Reprodução Revista Joyce Pascowitch

terça-feira, 11 de agosto de 2009

13 meses depois...

Finalmente, a Maxim Brasil completa seu 1º ano de vida. É, matemática também não é o forte da publicação. Em sua 12ª capa, a modelo-atriz Gianne Albertoni. Uma capa praiana, correta e tal, mas como sou chato exigente pra cacete esperava muito mais de uma edição de 1º aniversário. Gosto da Gianne, ela rendeu o melhor (e provavelmente o mais caro) ensaio da VIP de 2007, mas não sei o que ela anda fazendo da vida pra ser a capa de aniversário da revista. Os cabeças pensantes (existem?) da Maxim podiam ter aproveitado a ocasião para aliciar alguma mulher mais difícil, daquelas que só se dobram com edições comemorativas e muita massagem no ego. Além disso, não há absolutamente nada nessa capa que faça referência à data especial, a não ser uma pequena chamada. Destacaria bem mais, pois tem muito trouxa por aí (eu incluso) que não pode ver uma capa de aniversário que já vai comprando. Essa daqui, para muitos, passará despercebida.

Apesar dos pesares, o dasBancas deseja parabéns à Maxim. Sabemos que não é fácil completar um ano (ou 13 meses) de banca. E se rolar festhênha, podem mandar os convites pra cá que vocês não se arrependerão. A gente segura uma pista que é uma beleza. ;-)

Tá na hora de apagar a velinha, vamos cantar
aquela musiquinha...

P.S.: E a dançarina que fez algum sucesso com os leitores do dasBancas no mês passado continua quebrando tudo num pole dance maroto no código de barras.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Os poderes do mês 9

O documentário que foi gravado enquanto acompanhava Anna Wintour nos nove meses que antecedem o lançamento de uma september issue de VOGUE America está prestes a ser lançado. Enquanto isso, temos a edição mais esperada do ano para este de 2009. A eleita para a capa da vez é Charlize Theron.

anunciantecadê

A VOGUE mãe sempre foi referência, e setembro sempre é muito comentado e repleto de anunciantes. Mas há muito tempo ela não surpreende seus leitores ou os profissionais de fotografia e moda. Mesmo assim, a capa é bonita (Charlize, ?) e careta correta. A edição deve vender muito graças ao apoio do documentário, ainda que sem as 754, 798 ou até 840 páginas do período pré-crise.

Em tempo:
Setembro é especial pra todas as publicações de moda do hemisfério norte. Sendo assim, a concorrente ELLE apostou em Jennifer Aniston para sua edição gorda e conseguiu também algumas páginas a mais do que a revista de Anna Wintour.

Ringue de loiras

sábado, 8 de agosto de 2009

Jorge Bispo em detalhes

Sério, esses dias tô super me achando o colaborador... Ué, não é sempre que recebemos dois convites para ajudar numa comemoração, né?! Bom, desta vez, o pessoal da Comunidade Playboy no Orkut, pediu que eu fizesse algumas perguntas ao jovem fotógrafo, Jorge Bispo.

Como bem gosto do trabalho do cara e o dasBancas ADORA saber um pouco mais do pessoal que passeia pelas páginas das revista que tanto falamos, corri pro computador e fiz algumas perguntas para o cara. E olha, gente humilde é outra coisa... Jorge respondeu tudo, sem medo ou arrogância. Bora saber um pouco mais sobre ele?!


• Recentemente pude acompanhar, pelo Twitter (@thiMnz e @jbispo), suas reclamações sobre Designers Gráficos, gostaria de saber qual sua relação com o manuseio de seu trabalho por terceiros. Para ser mais específico, como isso acontece na PLAYBOY? Você edita todo o material, organiza e envia para a revista, ou não tem controle sobre isso?

Foram algumas piadas. Fotógrafos e designers vivem as turras. Fotógrafo quer ver foto limpa, grande. Mas acredito em boas parcerias, pessoas talentosas agregam valor. Sobre a edição: Eu edito. Edito no sentido correto da palavra: Escolho as fotos. Com sobras, claro. E mando para a revista. A edição final do que entra e como entra é da revista.

• Uma das principais preocupações de profissionais de fotografia é o suporte onde suas fotos são impressas. Já faz algum tempo que o papel utilizado pela PLAYBOY, bem como a impressão com retícula muito aberta, é criticada pelos leitores. Esses detalhes lhe incomodam ou o rótulo PLAYBOY justifica o trabalho, mesmo que sua impressão não seja das melhores?

Todos nós queremos um bom papel e uma boa impressão. Eu e a PLAYBOY queremos isso. Mas sabemos que existem restrições econômicas. No fim ainda é uma revista e tem que dar lucro. Acho que dentro das possibilidades é feito um bom trabalho lá. É utopia acharmos que vamos ter o melhor papel, a melhor impressão. Temos que trabalhar com o que é possível e fazer ainda assim um bom trabalho.

• Na produção de um ensaio fotográfico, sabemos que existem diversos profissionais diferentes. Até que ponto vai o seu comando?! Produtores de moda e cenografia respondem ao seu comando, ou é tudo orquestrado por uma chefia maior e você é tão dirigido quanto eles?

Tudo é feito em conjunto. Idéias vem de lá e daqui. De maneira geral, comigo, eles me trazem uma idéia geral e eu discuto com eles o caminho, novos caminhos e possibilidades. Isso ainda na pré produção. Nos dias de fotos e no set eles respeitam bastante meu trabalho. Tenho liberdade total. Existe colaboração do diretor de arte, o que acho importante. Gosto de trabalhar assim.


• Durante muito tempo acompanhei seu trabalho na revista Contigo!, suas fotos ganharam mais destaque justamente quando o projeto gráfico da revista ficou mais limpo, e elas eram um bálsamo em meio às fotos de flagra. Nesta revista, sua principal característica, a de retratista, era usada e abusada. Fazer a transição para ensaios mais longos foi difícil?

Continuo sendo um retratista. É meu ofício. Só sei fotografar gente. Por isso gosto de fazer um pouco de moda, sensual e nu. E já existe uma tradição de fazer ensaios mais longos com retratados em revistas de celebridades ou revistas que publicam perfis. Na verdade passei de 8, 10 páginas de um perfil/ensaio para 16, 18 de uma PLAYBOY. Não vejo dificuldade por esse aspecto. O projeto que voce citou na Contigo era excelente. Coordenado pelo fotógrafo Ricardo Corrêa. Era um ótimo espaço. Fizemos coisas bem bacanas na revista. Cheguei a ser editor naquela fase por alguns meses.

• Apesar de adorar seu trabalho, e ver em você um dos principais nomes da nova geração da PLAYBOY, sinto que ainda não tem o reconhecimento merecido, você segue fazendo ensaios de pequenas estrelas, edições especiais... Isso lhe incomoda?

Essa questão de reconhecimento é muito relativa. Não me sinto desprestigiado. Faço ensaios, retratos e capas da maior revista do Brasil. Tenho 33 anos. Me acho um cara de sorte. Todo mundo quer fazer a edição de aniversário, inclusive eu. Mas isso pode acontecer com o tempo ou não. Vai depender do mercado, do meu trabalho, da mulher...

• Voltando a falar do Jorge retratista, uma coisa que tenho notado é que, já faz algum tempo, seu nome sempre está nos créditos da PLAYBOY. E normalmente isso ocorre em retratos. Isso é uma estratégia da direção para tornar seu nome conhecido dos leitores?

Não! Sou reconhecido como retratista. É mais do que comum que faça retratos. Colaboro com PLAYBOY tem anos. Desde que fiz o curso Abril. Sempre fiz retratos para lá e não pretendo deixar de fazê-los. O que mudou é que de um tempo pra cá tenho feito mais mulheres.


• Do que conheço de sua produção fotográfica, acredito que o principal traço de seu trabalho - em retratos ou ensaios - é a exploração de ambientes e luz natural. Fotografar em estúdio te incomoda? Ou é este momento é que tem lhe rendido mais trabalhos com bons cenários?

Tenho como característica principal a concepção do ambiente antes mesmo de colocar a modelo ou retratado na cena. Eu monto as imagens assim na minha cabeça. Minhas referências são mais pictóricas do que fotográficas. E também de fotógrafos como Arnold Newman. Eu adoro locação. Para o tipo de trabalho que faço é bem mais divertido do que estúdio. Sobre a luz eu uso bastante luz natural ou pontual como poste, abajour... mas quase sempre isso é misturado com flash. Em retratos te diria que sempre e em nu fica meio a meio.

Não me incomoda estúdio. Tenho coisas legais em estúdio. Mas não sou um fotógrafo mega técnico que usa 10 cabeças de flash. Trabalho com muito pouco equipamento. Em 90% das fotos apenas uma fonte de flash misturado com luz natural. Sorte do assistente.

• Como disse acima, seu nome é um dos principais dessa nova geração de PLAYBOY. Ser o 'substituto' de Bob Wolfenson e JR Duran, que são verdadeiras grifes em nu feminino, é tranquilo ou dá medo?

Agradeço os elogios. Mas, sinceramente, não me vejo assim. Por isso nem dá tempo de pensar se é tranquilo ou não. E nessa profissão a gente só se aposenta quando morre. Então não rola tão claramente uma passagem de bastão. Os caras estão aí super atuantes! Mas não tenho medo não. Sou movido por desafios. Se me derem a Letícia Sabatella pra fazer na edição de aniversário posso clicar hoje à tarde.


• Justamente por terem passado muito tempo a frente dos principais ensaios da PLAYBOY, Bob e Duran têem uma série de elementos 'reconhecíveis' em suas criações. Por exemplo: o exagero cênico do Bob, a clássica foto do sofá do Duran. Se pudesse escolher um elemento para te representar o que seria?

Acho que o cuidado no enquadramento e respiro dos retratados no frame. Os pequenos detalhes na imagem. Sou muito chato com isso.

• Até o momento, você só fotografou - para a capa de PLAYBOY - funkeiras. E os 3 ensaios foram ambientados na favela. Além destes, lembro de uma TRIP que também fotografou na favela. Não tem medo de ser rotulado como o fotógrafo da zona de risco?

Não. Já fiz tanta coisa fora de favela. Capa de Trip em mansão, ensaio pra PLAYBOY em quarto de hotel, mansão, Vip, Vogue em hotel 5 estrelas....

Acho que a capa da TRIP que fiz na Cidade de Deus marcou bastante, conseguimos resolver muito bem e isso pode ter incentivado a PLAYBOY. E na verdade eu entendo me chamarem. Eu circulo bem nesses ambientes. Eu gosto. Mas não diria que esse ambiente é a FAVELA. Pode ser subúrbio, uma vila rústica, uma fábrica, uma mansão antiga. Minhas fotos precisam de elementos, de respiro. E tem outra coisa, embora a Tati seja funkeira o ensaio dela não foi feito em favela. Foi feito numa mansão.


• Já temos a confirmação de que Bárbara Borges será a estrela de setembro da PLAYBOY. Se fosse o escolhido para este ensaio, o que poderíamos esperar?

Não fui o escolhido. risos

• Uma coisa que todo mundo sempre tem curiosidade: o que te levou a ser fotógrafo? Estudou arte, design ou qualquer coisa do tipo ou é uma paixão de infância?

Sou formado em Belas artes. Fiz licenciatura em Artes Plásticas. Minha família inteira trabalhava com teatro. Pai diretor, tia diretora... Sempre fui ator desde os 13 anos. Comecei a clicar no meio da adolescência por causa do teatro. Fotografando os ensaios e os atores E aos poucos a transição foi rolando. Fui largando o teatro e ficando com a fotografia. Sempre desenhei e na hora de fazer faculdade como já era ator profissional optei por abrir o leque e fazer artes plásticas.


• Para fechar o time da 'nova geração de fotógrafos' da PLAYBOY, quem mais você gostaria de ver ao seu lado? Eu voto no Jairo Goldflus!

Ih rapaz. Se eu estou nessa nova geração quem vier será bem-vindo. Quanto mais gente talentosa melhor. Não vou conseguir te dizer um nome.

• Como todo mundo que trabalha com imagem, com certeza você deve ser um devorador de referências visuais. O que mais lhe 'alimenta' para um novo ensaio?

Cinema, sem dúvida.

• Nomes de lá e de cá que fazem seus olhos brilharem?

Arnold Newman, Richard Avedon, Irving Penn, Araki, Bob Wolfenson, Miguel Rio Branco... São tantos...

• Seu retrato, seria feito por quem? Não vale falar que prefere um auto-retrato.

Vale morto?? Arnold Newman sem dúvida. Mas ficaria honrado se o Bob ou o Scavone fizessem um.

• O sonho de 10 entre 10 jovens na puberdade é ser fotógrafo da PLAYBOY. Era o seu?

O meu era jogar com a 10 do Flamengo no maracanã lotado.

Não realizei mas trabalhei em Placar e Jornal dos Sports e em dezenas de jogos do Flamengo com o maracanã lotado.

• Primeira coisa que fez para a PLAYBOY?

Algum retrato, com certeza. Mas não tenho a menor idéia de qual foi.

• Se pudesse escolher uma estrela e um tema para capa da PLAYBOY, o que seria?

Mariana Ximenes ou Leticia Sabatella.

Faria o ensaio inteiro com ela nua em um apartamento vazio em Paris.

Nenhuma roupa, nenhum assessório. Apenas um colchão velho, chão de madeira, papel de parede , uma mesinha, um abatjour e Paris lá fora.


• Apesar das Edições Especiais serem tomadas como obras menos valorizadas, acredito que para mostrar uma idéia é o melhor suporte oferecido para a PLAYBOY. As quase 100 fotos de um especial te seduzem mais que as míseras 20 de uma glamourosa edição regular?

É tudo trabalho. Mas sem dúvida fazer um especial é mil vezes mais difícil que uma edição regular. Não é mole preencher 60 páginas. Perfeito seria fazer a edição regular com 30 páginas. risos

• Em março passado, você fotografou a Princesa do Funk, no que seria seu primeiro ensaio para capa de edição regular. Ela já declarou que está chateada pelo fato da revista não ter saído até hoje. Você se chateia com essas coisas?

Eu não. É claro que gosto de ver o trabalho na banca. Para que as pessoas vejam. Mas meu prazer maior é o dia dos cliques, a troca, a relação com o fotografado. Não sou muito de lamber a cria. Já fiz tanta coisa depois desse trampo. Até mesmo PLAYBOY. Já fiz o trabalho e até gastei o dinheiro que recebi. Ficou bonito e fiquei feliz. Daí pra frente é com eles.

• Para finalizar: photoshop ou boa maquiagem e luz inspirada, qual o verdadeiro milagre de Valeska Popozuda?

Sem dúvida make e luz. Ela está bonita nos RAWS. Te garanto! Boa direção, bom ângulo. Ela não precisou de retoques relevantes. Honestamente essa história de photoshop é uma besteira sem fim.

Desde que o mundo é mundo que se faz retoques. Antes no laboratório e agora no photoshop. Só mudou a tecnologia.


Agradecimentos: Helder da Comunidade Playboy, que além do convite para a colaboração, contactou Jorge Bispo. E claro, ao Jorge, que respondeu todas as perguntas na maior simpatia.

As imagens utilizadas nessa postagem foram selecionadas e enviadas pelo fotógrafo. Para conhecer um pouco mais do trabalho, você pode ver o site, o Flickr ou o Twitter.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Existe capa após a morte

Taí a última tendência editorial mundial: capas póstumas. Quando achava que todo mundo já tinha falado tudo sobre Michael Jackson, a Rolling Stone americana deu, na sequencia, mais uma capa para o Rei do Pop. A RS brasileira que parece sempre se guiar pela RS matriz não fez diferente: duas capas seguidas com o falecido, sendo a recente igualzinha a última gringa. De boa, lá fora até cabe, mas pra cá acho desnecessário. Fazendo companhia a Michael, Raul Seixas, que completa 20 anos de bateção de bota, estampa a 2ª opção de capa da RS Brasil. Homenagem merecida ao saudoso Raulzito.

Mais um encaixotado, digo, enlatado gringo

Prq morrer ontem e ser capa de revista é pros fracos

Já a Vanity Fair americana tomou gosto mesmo por presunto pelo assunto. No mês passado, eles ressuscitaram Heath Ledger e nesse mês eles trazem, numa capa dupla, Michael Jackson e Farrah Fawcett. Achei merecido a eterna pantera ter, enfim, conquistado uma capa póstuma pra chamar de sua, pois a mulher não teve muita sorte em sua morte. Também, quem mandou morrer no dia errado? E as capas da VF estão em total harmonia. As fotos selecionadas têm uma certa semelhança e junto com as cores e chamadas idênticas dão uma unidade bacana. As capas ficaram ótimas.

Why so happy?

Pensando na morte da bezerra, Michael?

Linda de morrer (/Hebe)

Esquire

Só no aerosol

Sam Worthington, a mais nova sensação de Hollywood, é a capa de setembro da Esquire Magazine. Na capa, nada de muito novo, mas naquela pegada Esquire que curto. Destaque para a roupa despojada – os frequentes ternos e gravatas já deram no saco - e o logo da Esquire pichado pelo australiano-durão de safra posterior a de Russell Crowe e Mel Gibson.

Delinquente, eu?!

Foto: Divulgação Esquire



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