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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Oh, shit!

Não fiquei nem um pouco surpreso com a última capa da RG, pois a falta de critério na escalação das personalidades de capa é notória desde os tempos de Vogue e só faz piorar a cada edição.

Claudia Leitte tem o dom de não acertar uma: erra no repertório, figurino, declarações e na tintura de cabelo. Falta bom senso à moça. Exagera na dose e aparece sempre tentando ser o que não é: simpática demais, espontânea demais, emotiva demais, Ivete demais. E, coincidência ou não, esse é o segundo maior erro dessa capa. A cantora baiana que não é baiana não é moderna e muito menos chique. A tentativa frustrada de montá-la assim impossibilitou até mesmo Bob Wolfenson de salvar essa capa.

Pose bizarra, cabelo de crente, cara de Maria. Chique? Moderno? Não creio. É, pelo visto teremos Claudinha novamente no Melhor e Pior aqui do dasBancas.

RG3Se merda fosse bom gosto, Claudia Leitte nasceria sem c*

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Daniel Ueda, sou seu fã.

Se você tem interesse por moda, já ouviu falar deste cara aí do título. Se ainda não ouviu falar, deixa eu contar um pouquinho?

Então, o Daniel é um dos stylists mais efervescentes e influentes do Brasil, sendo requisitado por diversas grifes para editar seus desfiles e, claro, contribuir frequentemente em editoriais para várias revistas nacionais e internacionais.

Ueda começou na Vogue, esteve na KEY, passou um bom tempo batendo cartão na FFWMAG e, agora, é figura constante nos créditos da ELLE Brasil. Além disso, Ueda é um dos idealizadores da Revista Gudi, um projeto colaborativo-experimental que tem como resultado uma revista de imagens. Sim, somente imagens!

Em seu trabalho, podemos notar, sempre, a influência da arte, da cultura pop, o street fashion e as sobreposições, numa brincadeira de texturas, formas e proporções. Na moda de Daniel, nada é certinho e cada detalhe diz muito.

Mas por quê falar tudo isso? Só para ter uma desculpa para postar o lindo editorial publicado na ELLE de janeiro e editado pelo cara. Com o título Punk Light, cliques de Gui Paganini e looks total branco, o 'japa' construiu looks fortes, como sugere o nome da matéria. Confira algumas fotos:

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Minhocão como locação?! sou todo amor pela República e arredores…

Impressas, essas imagens são fantásticas e ganham um magnitude que o digital não consegue reproduzir. Além do belo contraste entre acessórios e roupas, uma das coisas mais bonitas do ensaio é a beleza produzida por Silvio Giorgio, que deu o tom exato do tema e fugiu do padrão garota saudável tão comum às edições de verão.

E, só pra constar, este é apenas o primeiro dos 3 editoriais produzidos para esta edição, além da matéria com os looks da ganhadora do It MTV Elle Fashion Fabric, os previews de algumas coleções nacionais (que ganhará post, pela linda metalinguagem) e do maravilhoso túnel do tempo com o fantástico Reinaldo Lourenço.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

MERGULHO FASHION

Na maioria das vezes, vejo a capa da revista na internet antes de me deparar com a sua versão impressa. Com a Elle de janeiro aconteceu o contrário, porque estava curtindo o recesso de fim de ano em total abstinência de internet, quando cruzei uma banca e fui impactado por… MERGULHO FASHION, infelizmente. Antes de comentar, vamos ver se o mesmo acontece com você:

ELLE capa janeiro

Exagero de chamada, ein?

MERGULHO FASHION em caixa alta, mix de regular e itálica e tamanho tão grande quanto ao título da publicação, definitivamente, não dá. Para firular e contextualizar com verão e com o bendito mergulho, ainda usaram degradê azul fundo do mar no título das chamadas.

A única coisa boa, além de Viviane Orth – que é sempre linda e transmite uma seneridade sem igual – é o corte da foto. Porque assim, pelo menos, diminui a visão do vestido bem estranho de Pedro Lourenço. A maquiagem parece mais forte do que deveria, talvez para destacar os olhos da modelo e sinto falta de acessórios. E ó, não vale improvisar entrelaçando o “L” na mão na mão de Orth, é pior!

Que pena, a capa na primeira impressão é bonita, apesar da chamada mór. Mas, é só perder alguns segundos para notar que algumas melhorias fariam bem à capa de janeiro.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Pedro, estuda mais e volta depois

Imagino que ser filho de Reinaldo Lourenço e Glória Coelho não é das coisas mais fáceis; ainda mais se você for apaixonado pelo mundo de seus pais. E acredito que está aí o grande problema do Pedro Lourenço: Filho de dois dos principais estilistas brasileiros, respira moda desde o berçário, e com isso construiu um repertório inacreditável, e uma pretensão sem limites.

Acompanho bem pouco do trabalho dele como estilista, menos ainda como stylist, mas pelo que já vi posso dizer algumas coisas: Pedro ainda é muito novo e afetado. Muito de seu trabalho vem de seus pais, as coleções da Carlota Joakina transpiram o DNA de Glória Coelho, com diversas amarrações e estruturas retas que moldam a mulher e o trabalho de stylist apresentado na Vogue Brasil de maio é recheado de peças de seus pais. Algumas delas muito coerentes, outras desnecessárias.

Nesta Vogue, o garoto edita 2 ensaios. O primeiro dele, fotografado por Steven Klein é um horror. Do estilo às fotos, tudo é estranhíssimo. Michelle Alves está péssima, os looks bizarros e a participação dos seguranças vexaminoza. Do ensaio - feito nas coxas - que tem 7 fotos, salvo apenas uma. Ou melhor, meia.

a belíssima armadura dourada é do papai Reinaldo

O segundo ensaio editado por Pedro Lourenço, é fotografado por Bob Wolfenson e, acredito que a calma e tempo disponíveis para este trabalho foram determinantes para a qualidade. Sim, é um belo ensaio, não fosse aquelas fitas adesivas coladas na canela das meninas, diria que é um ensaio excelente. Bons looks, belas peças isoladas e belíssima fotografia.

fashionismo desnecessário

Em termos de editorial, ainda temos na revista Jacques Dequeker e Giovanni Frasson fazendo poesia visual, tratando paletós bem ao estilo da clássica Hollywood. E para finalizar, o enlatado do mês fica por conta de Mario Testino. Belo ensaio, belas cores e o saruel paetizado da Ralph Lauren marcando presença.

mostrando como se faz

show cromático

Após ver os dois ensaios produzidos por uma equipe mais experiente, a sensação de que Pedro precisa de mais calma, estudo e menos afetação é gritante. Acredito que ele tem muito potencial, sabe o que quer e onde conseguir, mas precisa segurar a mão. Para fazer ensaios tão eloquentes e pretenciosos como o da péssima capa deste mês é preciso muita experiência e jogo de cintura. Coisa que, infelizmente, só o tempo nos dá.

A Vogue Brasil não está lá essas coisas, mas a Vogue Kids que veio junto está incrível. Belíssimos ensaios que farei questão de comentar em breve. Principalmente o fotografado por André Passos, muito sofisticado.



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