terça-feira, 12 de abril de 2011

Uma luz no fim do túnel

A sempre boa (da série trocadilhos irresistíveis) Fabiana Semprebom é capa da (inversamente proporcional) Maxim Brasil. Tirando o amontoado de chamadas – não li nem 1/3, e vocês? – gosto dessa capa, ainda mais se levar em conta o sofrido histórico da revista.
Olha a Maxim acertando na modelo aí, gente
Quando a vi nas bancas, por ser a Semprebom e por ser a Maxim Brasil, fiquei reticente, acreditei que o recheio traria somente fotos reaproveitadas do catálogo da Victoria's Secret. Mas não, as fotos são todas inéditas, feitas pelo irmão da modelo, Rodrigo Semprebom.  
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Família que fotografa unida... 
O ensaio é aquele típico de lingerie que não agrega nada, mas mesmo assim consegue superar o de abril da líder de vendas do segmento sensual-sem-nudez, a VIP. Prefiro muito mais as fotos com fundo neutro, como a usada na capa, a essas onde o cenário ganhou mais destaque.   
E ser a primeira masculina a dar Fabi numa capa ganha pontos com o dasBancas. A modelo (modelo de verdade e não aquilo que a revista andava dando) é uma boa opção em meio a nomes óbvios. Quero também Aline Weber, Cintia Dicker, Emanuela de Paula...
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Será que agora vai, Maxim?

Fotos: Reprodução Maxim

É, essa é a Inked

A Inked chegou a sua quinta edição, número suficiente para fazer um panorama e analisar a que veio. Em síntese, a publicação conseguiu conservar a qualidade desde a sua primeira edição, trazendo ineditismo e mantendo o frescor em seus ensaios de capa, com gatas que adoraríamos deparar mais vezes nas bancas.

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De antemão, vale ressaltar que a capa da Leandra Leal – a terceira da história da Inked nacional, em dezembro do ano passado – concorreu como Melhor Capa de Variedades na eleição do dasBancas, perdendo por uma pequena diferença de votos (48.56% Serafina, 32.66% Inked e 18.78% Rolling Stone) na primeira chave, para a eleita Melhor Capa de 2010. Mesmo assim, era uma das nossas favoritas ao título.

Pitty foi a capa da primeira edição, seguida por Mayana Moura, Leandra Leal, Penélope Nova e a atualíssima Mel Lisboa. As gostosas foram registradas por quatro fotógrafos que vivem aparecendo no dasBancas: Daniel Aratangy (Pitty, Penélope Nova), Ivan Abujamra (Mayana Moura), Jorge Bispo (Leandra Leal) e Christian Gaul (Mel Lisboa).

imageAdoro o trabalho dos designers da Inked

Com exceção do ensaio de Mayana por Ivan Abujamra, a Inked preservou sua identidade através de retratações e propostas muito distintas: seja pela estética do ensaio, direção fotográfica ou modelos. Com esse esforço mensal, a Inked coloca-se melhor que muita concorrente masculina na praça. Basta ver o ensaio sensual de Mel Lisboa, que pôs fim a Dalila, personagem interpretou na série fail da Record, por nosso fotógrafo entrevistado do mês.

0,,48000455-EXH,00MelLisboa-700x5250,,48000480-EXH,00Where is Dalila?

Enfim, a temática do post era só divulgar as fotos do ensaio de Mel Lisboa, que estão lindas. Mas aproveitei a oportunidade para elogiar a Inked e desejar mais gostosas, mais fotógrafos e mais fotos do nível dessas aí.

Resultado promoção

Pessoal, segue o resultado da promoção da Alfa que fizemos em parceria com a Banca Vanzillotta (@BancaVanzi). E o vencedor é...

Uns sonham. O @querido_andre realiza.
Querido @querido_andre, você tem 48 horas para mandar os dados de entrega (nome e endereço completo) para dasbancas@gmail.com. Boa leitura!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Canonizem!

Luciano Huck é o símbolo do politicamente correto. Apresentador, garoto-propaganda, fundador de ONG, twitteiro e amigo das pessoas mais importantes do mundo. E, continuando o que a Alfa de abril diz sobre ele, pode ser um futuro presidente da república, o salvador do Brasil e sua miséria. Exagero?
Eu gosto do cara, mas nunca o enxerguei desta forma. Só sei que a capa da revista tá ruim. Sem simpatia, sem expressão e nada que cause empatia. Olho pra capa e só consigo pensar: Cadê a Angélica? Pô, perderam – ou possívelmente ela não aceitou – de colocá-la na capa junto com o marido perfeito e no “Elas”. E olha que faz tempo que ela tá merecendo um ensaio em uma masculina, né?
Alfa - Luciano Huck Alguém traz o sal pra Alfa, por favor

Os manos, pow

A Rolling Stone anuncia Ronaldinho Gaúcho, capa da revista em abril, como “mais carioca do que nunca”. Mas vamos combinar que tá muito mais rapper americano do que malandro?

20110406111334_24736_large_o-rei-do-rio “tá olhando o quê, playboy?”

Essa capa é um clássico IV

Malu Mader já pôde ser capa da revista que quisesse. Das poucas escolhidas, tem duas que gosto MUITO. Uma delas é a capa clássica dessa semana: Interview,  dezembro de 93. Malu estava no auge de sua beleza e Emmanuelle Bernard conseguiu captar lindamente esse espetáculo da natureza.
Croquete de Malu
A Interview é uma revista que deixou um gap no mercado editorial brasileiro. A RG se aproxima um pouco do que ela foi, mas é infinitamente menos interessante.  Não vão se acostumar mal, especialmente hoje tem recheio pra vocês:
Volta pras bancas, Interview
Emmanuelle é outra que anda fazendo falta. A fotógrafa francesa apaixonada pelo Brasil fez vários ensaios lindos para a Interview e duplava perfeitamente com Fabiana Kherlakian, responsável pelo style desse e de outros ensaios. Total sumida das bancas, seu trabalho pode ser conferido no livro Carioca, de 2010. Ou então em seu site.

Volta pras bancas, Emmanuelle
As imagens desse post foram gentilmente cedidas pelo meu amigo Helder Luciano Graci (@helderluciano), fã nº 1 de Emmanuelle Bernard. Obrigado, Helder!
Sugestões de capas clássicas? Mande para dasbancas@gmail.com 
Fotos: Divulgação Interview

domingo, 10 de abril de 2011

Vale quanto pesa?

Nós aqui no @dasBancas adoramos fazer a três. Vira e mexe a gente junta um grupinho e coloca a mão na massa. A escolhida desta vez é a GQ#1, e os comentários são meus (@thiMnz), @Leandro_S e @ikelag.

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Passada a apatia causada pela capinha muito da mais ou menos, finalmente sente-se o peso de ter em mãos uma “gequê” (sorry, mas “djiquil” com o jornaleiro daqui não rola) bra-si-lei-ra. 218 páginas bem pesadas.

Só na primeira folheada, a sequência com alguns dos grifadíssimo anunciantes (Louis Vuitton, Ermenegildo Zegna, Burberry, Hugo Boss, Calvin Klein, Lacoste, etc) impressiona bastante. O toque do papel de primeiríssima qualidade idem. E a impressão impecável? Concorrência, tremei!

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pagando a conta!

Além dos grandes anunciantes, o mais impactante nessa primeira GQ é seu visual. Diferente das masculinas nacionais que já estamos acostumados a acompanhar, esta é uma revista de detalhes gráficos.

Em várias páginas vemos cores bem aplicadas, ilustrações lindas e cheias de bossa, diagramação sofisticada, bela utilização de espaços brancos e capitulares. A GQ Brasil trás muito de suas irmãs e, em sua diagramação, determina muito bem o perfil da publicação. Aqui, sofisticação é a especialidade, mas uma pitada fresh é fundamental.

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O único ponto que desagradou foi a superficialidade tratada em várias matérias: o encantamento visual pode ser quebrado pelo gap editorial. A opção em falar sobre muitos assuntos, limita em comentar-se pouco de tudo. Adoraria saber mais do novo cd de Marcelo Camelo, mas é impossível entendê-lo em meia dúzia de perguntas. Já Araguaia, a matéria mais densa da edição, é desinteressante e poderia ser comentada em outra revista. O problema não é só a forma, é o tom. O acolhimento do Diretor de Redação, Ricardo Franca Cruz, na sessão Editorial, não é refletido nas demais matérias - com exceção no texto de Sérgio Zobaran sobre Oscar Niemeyer. Mas este é um esforço que certamente será trabalhado nas demais edições.

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Quem chamou mesmo atenção nessa estreia foi a nossa boa e velha (+ boa q velha, até quando?) Luana Piovani, a primeira Musa GQ. A atriz foi entrevistada pelo Entrevistador GQ, o multifacetado J.R. Duran.

O clima de bate-papo sem grandes edições é superbacana, mas é desnecessário ressuscitar alguns mortos. Luana tem fôlego para novas polêmicas e opiniões sinceras para dar e vender sobre atualidades. O grande destaque ficou por conta da foto inédita que ilustra a entrevista. Curioso como apenas uma imagem de Luana by Duran foi capaz de tombar com o ensaio da Alessandra Ambrósio.

Leia a entrevista da Luana aqui.

IMG_1200 AngelAlessandra? Sou mais a @DevilLuana

Compreendo perfeitamente a escolha de uma estrela mais global para a capa #1 de uma revista globalizada como a GQ, mas confesso que minha curiosidade é ver as globais todas sobre esse G e Q aí.

IMG_1193IMG_1194IMG_1196 mês que vem a gente espera um ensaio caprichado

O fato de uma publicação ser assinada pela GQ implica muito mais que páginas bem diagramadas, redação com nomes conhecidos e anunciantes internacionais. É ótimo folhear pela primeira vez a GQ Brasil, com o entusiasmo por enfim ter uma versão nacional da masculina de maior prestígio em todo o mundo.

Menina tatuada

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Só queria mostrar para vocês que a Mel está linda na capa da Inked e que a barriguinha tá SUPER em dia, mesmo depois do filho.



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