Como membro do DasBancas costumo comentar diferentes tipos de revista, mas assumo que a cobrança maior cai sobre as publicações masculinas. Coisa de paixão, difícil de explicar. Cobrança derivada de quase uma década como leitor, tanto de VIP quanto de PLAYBOY.
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Nem cheguei a falar muito sobre a edição de setembro da revista, achei que não teria muito a acrescentar além do que todos sabem (a capa é podre, o ensaio ficou bem executado e a "estrela" fez depilação-carpete). Me enganei quando cheguei a uma ótima conclusão: quando o assunto é reportagem, ninguém cumpri melhor o prometido como a PLAYBOY.
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Se tem uma coisa que me irrita é ler numa capa (Rolling Stone, por exemplo) algum assunto que me interessa e dentro encontrar apenas uma notinha escrota. Grrr...
Com a PLAYBOY nunca teve isso. A tradicional entrevista funciona pra mim como a matéria de maior profundidade da imprensa brasileira. Sem falar que não é pra qualquer um dar pinta nas 7 ou 8 páginas de revelações desta revista. Só acho que mulheres deveriam dar entrevistas de vez em quando, whatever...
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Graças ao enorme volume de matérias boas, nem me propus a fazer um histórico a respeito (um dia, quem sabe) mas sim citar os destaques da edição atual.
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Quem pagou R$10,99 neste mês verá, além da trilogia bocão/peitão/bundão da XL BBB uma excelente entrevista com o cineasta Fernando Meirelles, 20 perguntas bacanas com o nadador César Cielo, mais um texto impecável do Ivan Lessa e a lista (adoro) dos clipes mais éroticos ever.
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.Mas o melhor ainda estava por vi, como a reportagem de 5 (!) páginas muito bem ilustradas com um pouco da história da
Carla Bruni.
Jardel Sebba soube muito bem conduzir a leitura e me surpreendeu na pesquisa. Nada lugar comum, não esperava tanto destaque pra moça. Gostei muito.
.A
atual gestão da
PLAYBOY já cometeu alguns erros, como a mulher mais feia de todos os tempos na capa
(Andréa Lopes) e o ensaio com estrela de verdade mais picareta já visto
(Juliana Knust), mas o que a edição de número 400 trouxe de melhor mesmo foi a reportagem
"Everybody be cool", escrito pelo
diretor de
redação Edson Aran.
.Trata-se de cinco páginas com uma tentativa de descrever o que representa ser
cool e como a
PLAYBOY atuou na construção desse homem na sociedade americana. Me vi dentro do perfil padrão de leitor, já que os exemplos pareciam ter sido arrancados de dentro da minha lista de favoritos:
Clint Eastwood e seu pronunciável "Os
Imperdoáveis",
Kill Bill e a gravata preta
skinny do
Quentin Tarantino, tudo do jazz e o mais recente ícone da música internacional,
Amy Winehouse. Tá tudo lá, nada ficou de fora, nem a admiração pelo
Keanu Reeves e a arte de odiar o
Nicolas Cage. Enfim, uma delícia de texto, auto-promoção de deixar qualquer leitor se gabando.
.A toda a equipe de jornalismo da
PLAYBOY, meus parabéns pelo conteúdo, vida longa ao coelhinho e uma afirmação deste fã meio rabugento: ler
PLAYBOY é mesmo
cool, mas ler a
PLAYBOY do Brasil é muito mais.