quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Será que o seu signo tem a ver com o meu?


Há alguns meses que eu passo pela banca e fico curiosa por comprar a Lunna, uma revista em formatinho (o formato da Gloss, saca?) aparentemente nova por aqui. Sempre fiquei querendo saber qual a proposta dela, já que quando penso em Editora Alto Astral, penso em revistas de horóscopo e... hã... Na Todateen. Pois bem, essa semana decifrei o mistério e, como não poderia deixar de ser, resolvi compartilhar com vocês a minha impressão sobre a Lunna.

1. Capa

Cheia de números, chamadinhas apelativas (vide "Especial 2011", um clássico pras revistas de final de ano) e o precinho amigo de R$ 4,99, já podemos induzir que a revista segue uma linha popular, tendendo pro público jovem e femininho (chamadinhas sobre moda, famosos, sexo, make e penteado). Larissa Maciel não está no seu melhor clique, e o miolo acompanha... Mas vou te dizer que acho essa menina bem difícil de acompanhar. Prometo trazer mais capas da Lunna pra gente ver se o problema é a revista, em si, ou se foi a Larissa mesmo. Deem uma olhada nas outras fotos da moça:


Tenso, né?! Impossível não ficar com vontade de fazer uma montagem tosca trocando a cara da Larissa por uma bolacha Trakinas. Resistindo ao impulso, vamos ser adultos passar para o próximo item...

2. Projeto editorial e gráfico

O projeto gráfico da revista não traz grandes surpresas, separei abaixo alguns itens que achei dignos de comentário. O que eu achei bem interessante é a proposta de fazer uma revista feminina pautada no horóscopo (assunto que a editora do João Bidu tira de letra, vamos combinar)... Sei que é clichê dizer isso, mas quem nunca fez aloca do horóscopo e consultou os astros pra saber se o mês ia ser bom, se deveria viajar no final do ano, se o signo batia com o signo daquele paquera... Ah, vai! Eu não pago nem minhas contas antes de ler o que a Susan Miller tem pra dizer sobre o meu mês! Adorei a ideia de ter uma revista que, além de matérias de moda e comportamento, traz o estilo das famosas divididos por signo, dicas de astrologia, perfil de famosa com o signo do mês... Arrasaram na ideia!

Seção "Estrelando", uma das primeiras da revista... Dicas de filmes, seriados e destaques musicais. Básico, né?! Sem grandes novidades, mas indispensável pro início de leitura de qualquer revista: notinhas rápidas sobre o que é quente aquele mês.

Exemplo de retranca de seção, e estilos de linha fina e corpo de texto. Creio que a revista toda não tem mais do que dois ou três tipos (fontes, se vocês preferirem), o que ajuda a dar uma unidade gráfica sem muito esforço. Posso falar? Não curti essa capitular aí, não.

Gracinha em editorial de acessórios. Adoro coisas rabiscadinhas, gente, acho que isso poderia ser usado e abusado em outros lugares da revista, viu?!

Seção de beleza da revista. Posso dar minha opinião como leitora? Mais produtos, menos texto, menos grafismos.

Coluna da Beatriz Perroti, do Achados da Bia. Lunna está à frente, junto com algumas outras publicações, em convidar blogueiros(as) para comentar o que está bombando na internet. Adorei!

Presentes de Natal por menos de R$ 50. Matéria divertida e pontual, e ainda diz qual presente combina com qual signo.

Todo mês, uma seção com um look copycat de famosa pra cada signo.

3. Editorial de moda e matérias de comportamento

Olha, aqui está a minha grande decepção com a Lunna. Queria um editorial de moda mais modernoso, mais clean e pop, e veio algo completamente diferente... Achei que, pelo público, seria algo com peças mais acessíveis e inspiração pra alguma coisa mais casual. Vejam com seus próprios olhos:

As matérias de comportamento (relacionamento, trabalho etc.) tem temas interessantes, mas estão bem desinteressantes graficamente. Tanto que, quando eu cheguei no final da revista é que eu pensei: "pôxa, mas não falaram sobre trabalho?". Ops, falaram. Eu é que folheei e passei batido.

4. Uso de ilustrações

Eu não sei se isso muda todo mês, mas as previsões pra Dezembro da Lunna tem 13 páginas (uma para cada signo e um abre), com ilustrações incríveis do Eugênio Tonon. Olha, Lunna, se as ilustrações mudarem todo mês, vocês ganharam uma leitora mensal. E eu vou conferir isso em Janeiro nas bancas, não pensem que não... Outra coisa que gostei bastante foi a forma com que ilustraram o guia para 2011 – Lunna mostrou que sabe ser cool e mandou bem nas colagens.

Ariana mandona...


Câncer dramaqueen, quem duvidava?

Pra ver o resto das ilustrações, só comprando a revista, mesmo... Agora as colagens do guia de dicas pra 2011:

Fico por aqui na resenha da Lunna, concluindo que ela ainda vai dar o que falar no mercado editorial brasileiro... Espero vê-la na banca mais vezes e acompanhar a evolução da revista (principalmente quanto às fotos, escolha de personagem da capa e quanto ao site da revista). Que os astros favoreçam seu sucesso, Luna!

PS.: acho válido dizer que eu sou taurina, risos. Digam aí nos comentários o signo de vocês, seus lindos!

Receita do dia:

Desperdiçando Raquel Zimmerman à moda Vogue Brasil.

Ingredientes:

- Raquel Zimmerman;
- Henrique Gendre;
- Duda Molinos;
- Luiz Fiod;
- Fundo branco.


Modo de preparo:

Pegue uma das melhores modelos do mundo, vista-a com peças não tão bonitas quanto poderiam ser, faça um make nada interessente. Coloque-a sobre um fundo branco e dirija a modelo para que faça poses duras e expressões frias. Para o toque final, chame um bom fotógrafo para os cliques.

Quando estiver tudo pronto, publique na edição de dezembro de sua revista.








Fácil, né? Mas nada saboroso...

Let your body move to the music...

E o mundo Vogue, o que nos reserva nesse dezembro que se inicia? Bom, se depender das edições Paris e Italia, muita coisa linda e especial!

A Vogue Italia traz a über Gisele fotografada por Steven Meisel em sua capa. Super drama em preto e branco é o que eles preparam para a gente. E assim que o recheião aparecer, faço questão de mostrar por aqui.


força no carão!

Já na versão parisiense, além do comentado e ousado calendário estrelado por Daria Werbowy - calma que também vamos mostrar mais tarde, a revista especialmente editada por Tom Ford traz um ensaio inspirado no velho oeste e clicado por Terry Richardson. Claro que isso é garantia de muita nudez e provocação.

que tal ser marcado com as inicias de Tom Ford?

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Oi Letícia…

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Ah, te dizer que você está tão bonita nessa foto. Bem vou acompanhar seu twitter (@lebirk) para ver as fotos de making off que você prometeu para os próximos dias. E ah, por que não aproveitaram esse sorrisão na capa?

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mais uma dos bastidores:


Em entrevistas, Letícia diz que as fotos seguem um estilo naturalista. Nada de roupas, joias ou saltos... É, agora estou mais curioso.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

E aí, clássico ou moderno?

Capa de outubro de 2010, edição de aniversário dos 90 anos da Vogue Paris:

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( ) 1920

Capa de dezembro da americana Inked Girls:

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( ) 2010

Fazer a apática = camuflar na parede

Com a estreia de Burlesque no exterior, Christina Aguilera está angariando mais capas do que obteve na época do lançamento do seu último disco. A cantora e aspirante à atriz ficou bem à la early 2000s na inglesa InStyle de dezembro.

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Só o anel roxo foge ao degradê

A capa é bem bonita, mas o ensaio não tem nada demais. E olhando as fotos, Christina talvez continue mesmo igual àquela do início dos anos 2000. Gosto bastante da cantora, reconheço a potência de sua voz, mas ela não demonstra nenhuma personalidade quando encara a lente. É digna de uma tremenda apatia que chega a incomodar.

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E repara que em quase todas as fotos ela camufla com o fundo

Garotas em Fuga

A Panini acaba de lançar aqui no Brasil o especial X-Men: Garotas em Fuga, escrito pelo Chris Claremont e ilustrado maravilhosamente pelo Milo Manara, mestre do quadrinho erótico.

Daí que a edição, caprichada (formato 18x27,5, 68 páginas, papel LWC, capa cartonada, pela merreca de R$ 14,90), chega às bancas (primeiro em SP e Rio, depois no resto do Brasil) deixando os fãs com um sentimento de atraso.

Considerando que o atraso na publicação de quadrinhos é normal (nas revistas de linha o delay chega a ser de quase um ano), Garotas em Fuga chega por aqui até com certa rapidez: o original foi lançado em abril deste ano.

x-manara-1Psylocke e Vampira, suas lindas. Só faltou a Emma Frost na capa 

O atraso da Panini vem com relação à Rio Comic-Con, que aconteceu no comecinho do mês e que teve como um dos principais convidados o Milo Manara. Quer dizer. A editora podia bem ter lançado o livro durante o evento e dar aos fãs a oportunidade de ter um autógrafo do ídolo. Ao invés disso, preferiram fazer uma "entrevista exclusiva" com o cara e acrescentar como bônus da edição.

Imagina, cara, um autógrafo no Manara no trabalho mais recente dele? Delícia. Obviamente, ninguém reclama de uma assinatura no, sei lá, Click, mas né? Seria lucrativo tanto para a Rio Comic-Con, quanto para a editora, quanto para os fãs.

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Mas a Panini parece não ter pensado nisso. Então ok, vamos nos deliciar com as imagens de Garotas em Fuga, porque não é todo dia que se tem a Vampira, Emma Frost e Psylocke (minhas mutantes preferidas) desenhadas pelo Manara.

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E não vou comentar o texto da revista, porque é uma clichezada sem fim escrita pelo Claremont, que já foi semi-genial, mas agora tá velhinho gagá.

E a Leticia, heim?

Alguém duvidava que a capa da Playboy da Leticia seria um close?

Alguém duvidava que a foto seria linda?

Mas alguém acreditava que 98,54% do rosto perfeito seria escondido pelas 54.289 chamadas? Pois é, eu também não acreditava.

Leticia, você está por aí?

Dúvida:

A ideia do Paulo Borges, e equipe, era fazer uma capa feia?

a primeira capa péssima a gente nunca esquece

Se era, parabéns, acertaram em cheio!

domingo, 28 de novembro de 2010

Elvira, a Rainha das Trevas

O Thiago perguntou num post ali embaixo quem ganha no duelo Ana Beatriz Barros (na Elle) e Raquel Zimmermann (na Vogue), nas bancas no próximo mês. Acertou quem respondeu Isabeli Fontana na capa da L’Officiel Brasil.

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... as chamadas editoriais bem que poderiam nunca mais voltar

Vamos aliviar porque raramente a gente espera grandes editoriais da L’Officiel. Então essa dobradinha capa e ensaio de dezembro pegou todo mundo de surpresa. As fotos são de Zee Nunes e André Katopodis, os mesmos que trabalharam em parte das fotos de Carol Trentini na Elle de novembro. E quanto à produção, li no House of Models um comentário que vale repassar: além da pegada rock & roll, o visual parece lembrar Elvira, a Rainha das Trevas, interpretada pela Cassandra Petersonm em 1988.

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Vale repetir a dose 2011 inteiro, L’Officiel!

Kate Moss em forma de arte

Kate Moss é diva, nível hierárquico superior ao de top model mundialmente conhecida e admirada, em que até pouco tempo atrás ocupava. E, desde então, uma porção de gente bacana da arte resolveu transformá-la merecidamente num ícone moderno.

A revista inglesa Stylist reuniu as mais conhecidas obras na sua próxima edição. O portfólio inteiro é bonito e dá vontade de ver tudo em tamanho real, de pertinho. O problema é que cada arte tá espalhada num canto, com o seu respectivo artista. Vamos torcer pra alguém ter a brilhante ideia de fazer uma exposição em homenagem a Kate Moss, com direito à visita no Brasil?

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E esse Paul Normansell parece Vik Muniz, ein?

Farinha do mesmo saco

A edição de dezembro da Vogue México traz a top Alessandra Ambrosio e a sua irmã Vogue Nippon escolheu a representativa (e como) Gisele Bundchen para estampar a sua primeira capa de 2011.

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Sem esse Icons Forever ficaria MUITO melhor

A sensação que fica é que tudo é farinha do mesmo saco. A tipografia da edição mexicana é bem similar à brasileira e, por isso, reforça a crença que há um inflexível guideline latino que limita a atuação do time criativo. As chamadas editoriais raramente evoluem, o que é péssimo para a revista, visto que a imagem por si só quase nunca é capaz de garantir uma bela capa.

Pelo menos, todo mundo há de convir comigo que é nítido uma suave evolução da Vogue Brasil. Para fazer um comparativo, separei duas capas da Raquel Zimmermann: a primeira é a da próxima edição, e a segunda é a de outubro de 2009. Em cerca de um ano, as coisas passaram da água para a (o) __________ (preencha aqui a bebida que quiser). Mas eu jamais colocaria vinho na lacuna porque seria muita, mas muita bondade.

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Essa capa de 2009 é M-E-D-O-N-H-A

Enquanto isso, a Elle continua fazendo o dever de casa bonitinho, aproveitando a Zimmermann quase anualmente em suas capas e testando com frequência as composições gráficas. E nem sempre o resultado é bom, mas a experimentação merece reconhecimento.

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... e a gente acha o máximo quando a Raquel dá as caras nas bancas

Sempre rainha

Não existe melhor adjetivo para Raquel Zimmerman, do que o do título. Mas vou te dizer uma coisa, essa capa da Vogue Brasil de dezembro não me empolga.

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concorrendo com Ana Beatriz Barros na Elle, quem ganha?

A foto de Henrique Gendre é ok, mas a produção é boba, o cabelo é sem graça, e o fundo branco deixa a coisa ainda mais pobre. Tudo bem que quando impressa, a chamada principal e logo serão douradas e reluzentes, mas ainda assim a nova Vogue ainda não diz a que veio.



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