Mães e pais antenados, a nova edição da n.magazine (@n_magazine) já está nas bancas. A capa é essa belezinha aqui debaixo. Além de bonita, segue a mesma linha fora-da-caixa da última capa (com a menina albina, lembram?) da publicação. E eu adoro.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Nicole Bahls, que nada!
Não tem pra ninguém: Lizzi Benites, a Piu Piu do Pânico, é a panicat mais bonita e gostosa de todos os tempos. Ponto para a Maxim em colocá-la numa capa. Pena que essa produção de moda tenha ficado muito aquém da beleza estonteante da, dizem, próxima musa de A Fazenda.
Fazendo o Galvão
Na hora certa!
A VIP que andava atrasadinha resolveu fazer de vez as pazes com o relógio. A belíssima e inédita Milena Toscano, protagonista de Araguaia, a próxima novela das 6, substituirá a gravidíssima (oi?) Letícia Spiller nas bancas.
A capa vem nos moldes da VIP 2010, porém com mais chamadas e diagramação harmônica. E destaque merecido para o especial de moda verão, bastante aguardado pelos fãs de moda masculina e caras que curtem andar na estica.
Milena em outubro e Cleo Pires em novembro, será?!
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Mineiríssima
Setembro na Elle Brasil é mês de Minas Gerais. Já virou tradição e eu morro de amor e orgulho. Sim, sou bairrista que só, e amo ver minha terra bem representada e com o destaque que merece.
Para quem não conhece a produção fashion mineira – nem os bares e lugares deliciosos de BH – é uma ótima oportunidade. Tem matéria falando de várias marcas e também tem editorial cheio peças incríveis produzidas por aqui. E como nossa especialidade é falar dos editorias, eu queria dizer que estou apaixonado pelo trabalho da dupla Zee Nunes e André Katopodis nesta edição.
Responsáveis pelo editorial mineiro “Barroco Tropical”, com edição de Daniel Ueda e pelo incrível “Cena Limpa”, com edição de Renata Corrêa, que abre o caderno de moda editado por Susana Barbosa, os parceiros fazem um trabalho tão bonito sobre o fundo branco, que me deixa suspirando.
Estrelado por Vivi Orth, Luana Teifke e Lais Oliveira, Barroco Tropical tem como grande destaque as peças selecionadas por Daniel Ueda e sua equipe. Mas é claro que os pequenos detalhes capturados pelas lentes de Zee e André fazem toda a diferença.
Mesclando fotos de movimento, com outras bem estáticas, o ensaio mantém um ritmo bacana e não cai na mesmice costumeira dos trabalhos em fundo branco. A fluidez dos cabelos, o panejamento das peças também são outro ponto alto. Particularmente, eu teria retirado o tecido voando do fundo de algumas fotos. Apesar de trazerem mais cores, também agregam um tom meio kitch desnecessário aqui.
eu queria uma mineira nesse cast. Cadê?
O editorial Cena Limpa, é o grande momento da edição. Aqui, a dupla captura cenas vindas direto dos anos 90. A boneca Débora Müller encarna uma figura andrógina em trajes secos e minimalistas como manda o dress code “noventista”.
Fotografado na Galeria Baró, o ensaio trás, além das roupas, uma diagramação ultra anos 90, lançando mão de bordas grossas em algumas fotos, muito branco, margens e cores pontuais. Ao folhear estas páginas, tive a sensação de ver um editorial vindo direto do fundo do baú. E eu adorei esta sensação!
No último editorial da revista – este editado por Susana Barbosa - Gui Paganini retrata Aline Weber em momentos que eu não entendi bem. Sob o título New Lolita, o ensaio tem como proposta fundamental mostrar a invasão da lingerie na moda diária. Como peça principal, a outrora roupa de baixo trás as cores doces e as formas provocantes para a construção do look.
No bigode da matéria, a revista fala de uma proposta inocente e fresca, diferente da associação primária da lingerie com a moda boudoir. Mas vendo as fotos, eu não sei se concordo com isso não. Apesar dos looks bem delicados, com cores de marshmallow e tudo mais, as fotos são protagonizadas por uma modelo bem agressiva.
Sim, a talentosíssima Aline Weber olha para a câmera e enrijece a musculatura de maneira que eu só consigo pensar que ela vai atacar. Em uma ou duas fotos até acho que ela conseguiu passar essa cara meiga e delicada. Mas nas outras…
sábado, 18 de setembro de 2010
Suor, paixão, alma e tchau
Concrete jungle where dreams are made of
A edição de inverno da HOMEM VOGUE só chegou as minhas mãos no começo de setembro, em clima de primavera. E pelo visto, essa é a revista de despedida, já que as publicações de VOGUE no Brasil agora são da responsabilidade da Editora Globo e até então só se sabe que teremos, fora a edição regular, a Vogue Noivas, a Vogue Casa e a Vogue Passarelas.
O último parágrafo da “Carta ao leitor” diz:
“Uma revista se faz com boas ideias, talento e muito suor. Uma boa revista se faz com tudo isso e um ingrediente a mais: paixão. Uma ótima revista se faz com boas ideias, talento, muito suor, paixão e alma. A equipe da HV se dedicou a fazer essa receita nos últimos três anos.”
A revista fará falta para o público masculino que se interessa por moda. Mesmo não sendo revolucionária e sem muita ousadia, sempre tivemos bons e didáticos editoriais masculinos, sem as habituais repetições e vícios que vemos em outras publicações. E isso vale tanto para ensaios importados quanto para os produzidos por aqui.
Mas especialmente nessa edição de número 30, achei o conteúdo de moda acima da média, graças aos textos de Sylvain Justum e cia. e o único editorial com assinatura da revista preguiçoso e sem identidade. Com fotos de André Schiliró e edição de Matheus Mazzafera, o “Qual é a sua?” ficou mauricinho básico demais.
O ensaio de capa, com Michelle Alves em Nova York, por sua vez, é bem superior aos últimos publicados por HV. Tirar Mazzafera da equipe e dar a responsabilidade das fotos para Autumn Sonnichsen foi uma ótima decisão. São apenas 10 páginas, mas de um jeito sexy e com muita classe.
Autumm te põe parada na posição
O ensaio interno também traz uma modelo digna de capa, pelo caminho que a revista vinha tomando. Fabiana Semprebom, por Rodrigo Marques, levou o título de “bumbum mais perfeito do mundo”, o que não foi de fato exibido em suas fotos.
Ficou na dúvida se Semprebom tem mesmo esse mérito todo? Só para ilustrar:
HOMEM VOGUE fará falta para o seus leitores, para o dasBancas e para a minha coleção. Podemos esperar por uma versão de HOMEM sem VOGUE como aconteceu à RG? E você Globo? Pretende finalmente nos agradar com uma publicação masculina? Esperemos.
Au revoir!
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
I’m not thank you
Para cuidar um pouco da minha compulsão, prometi nunca mais comprar revistas por simples hábito. Por isso, há mais de dois anos não compro a RG VOGUE porque eu não sou “nem mesmo obrigado” a ver coisa ruim. Gostava da revista na época em que tínhamos personagens realmente importante na capa, em editoriais feitos com bons profissionais, em mil páginas e com cara de ter dado muito trabalho. Agora a revista é meio caça-níquel, com pouco relevância e muitas matérias de deslumbre e afetação.
Mas, porém, contudo e no entanto, quando temos na capa uma Kate Moss, mesmo que sem tanto impacto como ela merece, a história muda completamente. Essa eu vou comprar.
PS: o título do post é uma piadinha de amigos que consiste em passar expressões para o inglês de forma literal. Experimente também: “I’m not givin’ bill”.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Demorô!
O mundo aos seus McQueen!
Quem está acompanhando/acompanhou o VMA tá vendo/viu que não tem pra ninguém. Lady Gaga atrai todos os olhares, arrebata todos os prêmios. É a grande sensação da noite. E claro, nas bancas ela é tão sensação quanto.
Por isso, separei para esta noite as fotos de Jo Caldeirone para Vogue Hommes Japan e as opções de capa da V Magazine. Olha aí, eu gostei de tudo!
achei sofrido, achei dramático. achei lindo! e já quero esse topete na vida!
A ilustração das capas e customização do V foram feitas pelos seguintes artistas: DAN COLEN, NATE LOWMAN e SPENCER SWEENEY.
Nem preciso dizer que queria a terceira, né?
*ps.: pra quem não entendeu o título, Lady Gaga usa no clipe Bad Romance sapatos Alexander McQueen, e também usou o mesmo modelo no VMA deste ano. E claro, o mundo está aos seus pés…
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Depois da bonança...
A edição de agosto da Playboy foi, nada mais nada menos, a MELHOR edição dos 35 anos de história da Playboy Brasil. Já a desse mês... Não vou falar que é a pior da história, mas é ruim de doer.
Para começar, na capa mais achada nas bancas, a Nana Gouvêa paraguaia – principal ofício: posar pelada – esconde sobre os óculos 3D uma cara que me deu uma daquelas vontade de rir fora de hora. Saca acesso de riso em elevador, você tenta parar e não consegue? Então…
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Sério, pensei que fosse piada do Aran, mas a edição de humor é só em janeiro. Essa é a de música, acho. Acho porque de música, tirando ½ dúzia de matérias enche-linguiça, a revista não tem nada. A começar pela estrela facinha-facinha de capa e seu ensaio, ainda, em ritmo (pegaram?) de Copa.
Em junho, Larissa tinha sim algum charme com o celular barato entre os peitos. Em setembro... Que peitos feios tem a Riquelme! Não só os peitos. Corpo desengonçado, tatuagens de presidiária e um nu frontal, digamos, não muito fotogênico. Não sou ufanista nem nada, mas as brasileiras são muito, mas muito mais gostosas.
"Negresco", "Homer Simpson"... Povo maldoso esse do Twitter
Para encaroçar ainda mais o angu, o 3D do ensaio pode ser ótimo de vender, mas de ver é um pé no saco. Trabalhoso e sem um “uau!” sequer no final. Muito pelo contrário, o acessório-gancho-de-apoio cansa e tira qualquer possibilidade de interjeições das apáticas fotos do Nahas.
O primeiro em 3D! E o último, espero. ¬¬
Larissa, não sei se alguém ainda lembra de você lá no Paraguai, mas boa viagem de volta. Abraço do dasBancas.
Fotos: Reprodução Playboy
Uma mulher ALFA
“Alfa é nova revista do homem. Estilo, saúde, comportamento, tecnologia, carreira, mulheres, negócios e os mais diversos assuntos abordados com inteligência e elegância.”
Hoje é o dia do lançamento da nova revista masculina da Abril que chega às bancas com capa tripla (Galvão Bueno, Marcelo Tas e Daniel de Oliveira) e em 190 páginas. Para falar um pouco sobre esta publicação e também sobre o seu trabalho em outras revistas, convidamos a editora de moda Denise Dahdah para uma entrevista no dasBancas.
Denise é jornalista pela PUC-MG e possui mestrado em jornalismo internacional pela City University de Londres. “Lá aprendi que as oportunidades acontecem se você está focado e não tem medo de trabalhar, nunca senti preconceito nenhum, trabalhei na minha área e fui mega feliz”. Denise também morou por dois anos em Buenos Aires e hoje está em São Paulo trabalhando nesse novo projeto da Abril após alguns anos cuidando da moda da revista QUEM. Denise Dahdah também escreve para o blog Tá Usando e é alucinada por Brandon Flowers, vocalista da banda The Killers.
Como você começou a trabalhar em revistas?
Fiz estágio numa revista em BH chamada BHZine, que não existe mais, era um guia cultural da cidade - isso quando estava na faculdade. Aí quando vim pra São Paulo freelei pra um monte de revista - Nova, Capricho, ELLE - e fui contratada pela AnaMaria por onde fiquei um ano fazendo moda e beleza. Daí recebi o convite de ir pra Quem.
Como foi sua passagem pela Quem? Algum momento muito marcante?
Foi na Quem que descobri que queria mesmo trabalhar com moda, foi uma oportunidade única, eu tinha a missão de implantar e firmar a moda como um dos pilares da revista, tive liberdade total e muito apoio e lições da Paula Mageste que era diretora da revista e da Cynthia Almeida que era a Diretora Editorial da Globo. Eu AMAVA trabalhar lá, um time de gente incrível, clima ótimo. O mais marcante foi realizar editoriais antes impensados pra uma revista semanal, as vezes até pra uma mensal, dava pra pirar bastante, fazer imagens lindas, trabalhar com novos talentos. Um luxo.
Imagens da QUEM no período Dahdah
Qual o papel de uma editora de moda? Essa missão muda de acordo com o veículo?
Claro que a missão muda. Não adianta nada você fazer moda conceitual em revista para uma mulher mais conservadora. Ou fazer sexy em revista adolescente. Saber quem é o seu público é uma das coisas mais importantes. Aprender a dialogar com ele é fundamental. Uma editora também precisa saber escolher os profissionais mais adequados para o trabalho, não ver só a moda, mas pensar no editorial como um todo, isso é assim aqui no Brasil, não sei como é lá fora, que eles têm vários profissionais em cargos de moda...
Qual a proposta da ALFA?
É ser uma revista masculina bacana, elegante, inteligente.
Qual a diferença da linha editorial entre ALFA, PLAYBOY e VIP, as masculinas da Abril?
A ALFA é para um homem um pouco mais velho, de 35 em diante, mais interessado em moda, que quer bom conteúdo numa revista masculina, e que vê a mulher de outra forma, aprecia a sensualidade, mas também valoriza o conteúdo.
O que te fez mudar de emprego?
Eu já tinha trabalhado na Abril, o que me pegou foi a oportunidade de fazer algo completamente diferente, o desafio. Claro, a grana também conta. E ter muito mais responsabilidades, porque na ALFA eu sou responsável pela moda e cuidados pessoais masculinos, pelos ensaios femininos e pelas capas!
A revista tem inspiração internacional?
Claro, a gente vive num mundo globalizado, mas não é copia. Temos identidade.
Qual a sua proposta de moda para esse homem maduro leitor da revista?
É mostrar que o homem pode ser elegante sem ser ultra careta, é abrir a cabeça do homem brasileiro que ainda é bem fechada para moda, mas sem agredir.
O que fazer para fugir das dicas de costume?
Difícil... Porque muitos homens ainda precisam conhecer e se acostumar com o básico. Acho que a forma de editar uma matéria é que pode fazer uma revista sair da mesmice.
Pensando em figuras conhecidas, quem seria esse homem ALFA?
Ele pode ser qualquer homem que tenha conteúdo, que seja interessante. Uns caras conhecidos, eu acho que o George Clooney, o Airton Senna (se fosse vivo), o Rodrigo Santoro, o Eike Batista, o Chico Buarque.
Quem você gostaria de produzir para a capa?
Nossa! O Renato Aragão, sou fã de carteirinha.
E qual mulher gostaria que tivesse sua assinatura para um ensaio na revista?
Madonna, Drew Barrymore, Malu Mader, Tais Araújo, Angélica, Ivete Sangalo...
Produzir a Carolina Ferraz foi difícil? Sempre pensaram nela?
Ela adorou a proposta, foi super tranquilo a negociação. Ela é uma mulher incrível, é musa, não consigo pensar em ninguém melhor para um primeiro número.
Por Deus, por que o Galvão Bueno para a primeira capa?
HAHAHA. A primeira capa tem uma surpresinha, aguarde.
Você que o vestiu?
Foi minha concepção o styling foi do Sylvain Justum.
E uma última perguntinha: faz uma capa com o Brandon Flowers?
VIVO PRA FAZER ESSA CAPA ;)