| Hum, tá me cheirando a liquidação |
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Coincidência, cópia ou inspiração? (parte I)
Galã até em edição de aniversário
Eu nunca gostei das capas da Men’s Health. É dessas que não incomodam e nem agradam, que passam despercebidas tanto nas bancas, quanto no Melhor e Pior do ano aqui do blog.
Em maio a publicação completa 5 anos e, para comemorar, colocaram Lázaro Ramos como “O Cara MH”. Ousadia pura, se pensar que até pouco tempo, o galã risos era destaque em todos os portais como o protagonista com maior índice de rejeição do horário nobre.
domingo, 8 de maio de 2011
A capa mais a saudosa do mês
Fiz questão de fazer o post de capa da Gloss de maio, porque injustamente ficamos alguns meses sem comentá-la no dasBancas. Em 2011, só falamos da capa de janeiro (Thaila Ayala) e da de fevereiro (Ísis Valverde). Não vale entrar nas edições de março e abril, Milena Toscano e Paola Oliveira, respectivamente, mas para cumprir tabela e reparar o erro, mas seguem as duas:
Volto em maio porque além de ser o mês corrente, das cinco capas publicadas pela Gloss em 2011, essa é a minha favorita. Sabrina Sato é linda e consegue tranquilamente ser rejuvenescida para uma capa de revista teen – já Paola Oliveira não ficou tão bem, é meio forçado. Fora que, chegar na banca e ser saudado com um sorrisão desse, faz toda a diferença.
Sabrina Sato: “Cheguei a pensar que ia morrer virgem”. HAHAHAHA
É uma capa favorecida pelo todo: a modelo, a maquiagem, o cabelo, o stylist, a combinação de cores, o pouco exagero, a organização das chamadas editoriais e detalhes como a hachura amarela no preço e o grafismo na letra “O” do logo. A única coisa que incomoda são os cinco splashs de moda. Mas a intenção do post é elogiar, a Gloss está com um portfólio bonito e variado em 2011. Congrats!
Como sensualizar no supermercado
É, vamos ter duas capas para a Playboy da Jaque, agora em maio. A justificativa, encontrei no Ego:
Sensualizando no carão
A segunda opção, mais recatada e púdica, não é tão bem resolvida quanto à primeira. Jaque é bonita, mas não tem tanto potencial para assumir a responsa de carão em capa de revista, quanto teriam Talula ou Maria, por exemplo. Mais que isso, o corte da imagem resultou na aplicação do logo da Playboy bem em cima da testa da ex-bbb, a tipografia usada no destaque do nome é meio Comic Sans e a monotonia do branco em todos os textos deixaram o resultado morno.
A proposta de close é muito melhor executada quando é acompanhada de poucas chamadas editoriais – e não é sempre possível otimizar a quantidade porque conteúdo também é atrativo de vendas. Mas num caso como da Jaque, que tem uma opção de capa regular e outra alternativa, dava para seguir a linha de Marina Lima ou Juliana Knust. Valeu o esforço, mas prefiro a Jaque sensual por inteira.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Tamanho Jaque
A Playboy começou uma ativação no @playboy_brasil por volta das 18h de quarta (ontem), que prometia liberar pedacinhos da capa da Jaqueline a medida que aumentassem os tweets com a hashtag #JaqueNaPlayboy. Não consegui confirmar se a combinação chegou ao trending topics Brasil, mas findada a ação, a capa foi finalmente revalada:
Meio fatale Naomi Campbell, né?
Jaque está linda. A pele está radiante, brilha. Os olhos estão bem destacados e provocantes, frente ao bocão dela. O cabelo ondulado está solto, sensual… É mais uma foto de pose (quase) 3/4, com olhadinha lasciva para a câmera e modelo levemente vesga, mas a vale pela composição.
A capa está simples e bem estruturada. O fundo branco contrasta com a cor de Jaque, que fica completamente em destaque, iluminada que só – tanto, que o rosto chega a ficar bem claro, esbranquiçado. O logo é preto, mesma aplicação de abril e, aparentemente, tem cor especial no nome da ex-BBB. A tipografia manuscrita me lembrou a Playboy da Josy, do BBB9, mas gosto mais da aplicação nessa capa de maio.
O ensaio é assinado por Bob Wolfenson e, consolidando os depoimentos de Jaque para vários sites, o cenário escolhido foi todo preto e branco, tal como a combinação da capa. As fotos foram feitas em duas diárias, todas em estúdio, sem cliques em locações externas.
Fixação na Mel
Eu gosto de grandes produções em ensaios: planos gerais, fotos aéreas, cenografia armada, figuração de massa, fotógrafos renomados, figurino assinado por stylist gringo e por aí vai. Mas dependendo, gosto de produções pobrinhas também. E para essas, basta um bom fotógrafo e uma modelo competente, dessas com muita afinidade com a câmera – para o leitor ficar tão fixado à pessoa, e nem reparar no resto.
Nem reparei que a composição poderia posicionar melhor os pés de Mel
O ensaio de Mel Lisboa para a Maxim de maio, por Marco Maia, é lindo. Apesar de alguns pesares – como a produção de moda, que peca pela cueca preta, meia-calça roxa e conjuntinho baby doll branco e calcinha de oncinha – o resultado é simples, bonito e sensual. Nada inédito, nenhum investimento grande e pouca criatividade. Mas é um tapa de luva de pelica (expressão velha, ein. Não sabe o que é, clica aqui) para todos nós que reclamamos dos últimos ensaios da Maxim.
E só para lembrá-los, Mel Lisboa foi capa da Inked de abril, num ensaio tão simples quanto o da Maxim, mas bem menos sensual. E também usou calcinha, lacinho, brincou com espelho no chão…
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Muito suor (e sangue)
Dias antes de os EUA anunciarem a morte de Bin Laden, a The New York Times Magazine levou às bancas uma edição sobre os assassinatos cometidos por tropas americanas, o sofrimento dos soldados e como eles se sentem sobre a guerra, as mortes e a vida no Afeganistão.
A publicação também divulgou as capas criadas até a escolha da versão final. O mais interessante é observar o processo criativo dos designers e editores, as idéias, as mudanças e o impasse de quanto ‘sangue’ usar e como estampar os combatentes e seus conflitos internos.
Esta interessa e muito.


terça-feira, 3 de maio de 2011
Brasil Legal
Estava ansioso para dividir as fotos do ensaio de capa da revista MODA Joyce Pascowitch de abril, que folheei a poucos minutos. Passei a apreciar a fotogenia de Regina Casé desde que posou para uma coleção da Arezzo (a referência é ruim, eu sei), e recentemente, no dominical Esquenta!, reparei como Benedita Casé cresceu e está bonita.
A melhor resolução que achei tem essa mensagem de “Clique aqui para ampliar” :(
Regina e Benedita Casé, Estevão Ciavatta e João Pedro Januário, formam uma família tipicamente brasileira, prato cheio para editoriais de moda. O ensaio é cheio de cores, estampas, composições, exageros, mas é a cara dos quatro. As fotos são de Christian Gaul, que no comecinho de abril deu entrevista pro dasBancas.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Essa capa é um clássico VII
domingo, 1 de maio de 2011
Linda, linda, linda e ainda inadequada?
Antes da Status chegar às bancas, já tínhamos muitos questionamentos, muitas dúvidas e muita ansiedade. Com a revista em mãos, finalmente, podemos dar nossas opiniões de maneira mais elaborada e precisa.
No que diz respeito à aparência geral da revista, tenho algumas considerações a fazer:
- Acabamento belíssimo. Papel de qualidade, capa resistente, laminação fosca, verniz UV localizado. Tudo bem acima da média da concorrência.
- Design confuso. Pesado, exagero de preto, utilização massiva do A da logo, descuido em alguns pontos - como a imagem toda pixelada na matéria das ondas - e muitas, MUITAS tipografias diferentes utilizadas em textos corridos.
Isto posto, vamos ao ensaio principal?
As fotos assinadas por Jacques Dequeker são brilhantes. O ensaio é muito fashionista? É! Mas, apesar disso, é claramente feito para homem ver. O que menos importa aqui é a roupa usada pela longilínea Fernanda Tavares, mas sim o muitos centímetros de pele exposta. A transparência, a provocação… O fashionismo fica na linguagem visual.
O grande erro cometido na capa não acontece no recheio. As fotos mais produzidas, com o tal vestido Mabel Magalhães estão presentes, mas tudo de maneira mais ousada, leve e menos estranha do quê naquela foto, que por sinal foi repetida no miolo.
A série de fotos em que Fernanda se insinua em uma poltrona é lindíssima. Dá pra sentir uma tensão sexual na cena. E, talvez, se essa energia estivesse impressa na capa, ela não fosse tão inadequada quanto a publicada.
Sim, a capa publicada é inadequada, parece destoar do que a revista se propõe. A Status, diferente da concorrente GQ, não é tão fashionista quanto a finada Homem Vogue. Por isso, uma capa tão fria talvez afaste os possíveis compradores desta revista, que é uma novidade para grande parte dos frequentadores de banca de revistas.
Talvez, se nessa primeira edição a personagem de capa fosse mais acessível, mais popular – não apenas no quesito famosidade – e o ensaio mais visceral e sexual, a revista agradaria ainda mais gente.
Ah, quer saber minha opinião quanto a ilustração que integra o ensaio? É bonita, traz uma bossa para a brincadeira, mas não é um elemento necessário para a qualidade do material publicado. Mas, tem a possibilidade de ser um diferencial a ser explorado. Aguardemos…
É marmelada, é marmelada
Tiago Leifert, o décimo colocado na eleição do Homem do Ano de 2010 da Alfa (o primeiro foi o videomaker Joe Penna oi?), leva a melhor na GQ Brasil e é o primeiro homem a estampar a publicação nacional. Se bem que, pra mim, é marmelada: Leifert foi citado em chamada editorial na capa de Ambrósio (Tiago Leifert em coluna inédita) e é colunista da seção Diálogos sobre esportes.
Tão preguiçoso quanto colocar a Jhenny na capa da VIP
É fato que a segunda edição da GQ Brasil é dotada de mais personalidade: tanto a proposta do auto-retrato, quanto a produção de moda que climatiza ares retrô. Gosto muito da marcação da sombra escura atrás de Tiago, que reflete inclusive sob o logo da revista – a mesma preocupação não foi tomada na primeira edição.
Embora a quantidade exagerada de chamadas editoriais, a composição é bem estruturada e os pesos são sutis, incomodando pouco a visualização do todo. E nota-se que a Itália terá duplo destaque na edição: com Monica Bellucci e Barbara Berlusconi, a namorada de Pato. Aqueles que esperavam por um ensaio inédito de alguma brasileira, precisarão ser pacientes em maio.
E fecho o post só questionando: se Leifert será capa por ser o entrevistado da seção J.R. Duran Entrevista, porque o destaque não foi dado à Luana Piovani na edição #1?



