sábado, 14 de março de 2009

US$ 3,99 e milhões de capas

Lily Allen tem feito de tudo para vender seu novo cd, que é ótimo e eu recomendo. O preço está no chão, aparições nos mais diversos programas de TV são frequentes, tem passado uma mega-temporada nos EUA numa tentativa de cativar o público de lá e, claro, aparece em muita revista. Do recheião à capa, Lily tem dado a cara por todos os lados e nos mais diversos estilos.

Como nessas duas últimas semanas a moda é falar da Q Magazine, resolvi fazer um compilado da menina que traiu o movimento /dadodolabela e deixou de ser a gordinha encrequeira, pra virar a gata encrenqueira.

Cronologicamente, algumas das últimas capas e ensaios dela logo abaixo:

Moderna na Nylon de Janeiro

Diva na Interview de janeiro, acho...

Bem freak na Spin de Fevereiro

Romântia na Gay Times de Fevereiro.

Inglesa padrão na Britsh Glamour de março

Linda na Q de março

Gosto muito de quase tudo que ela fez nos últimos meses, talvez a Glamour -até mesmo pelo estilo da revista - tenha o material mais fraco. Mas, mesmo assim, satisfatório. As melhores capas, em diagramação, são Spin e Nylon, no quesito foto, eu deixo o título de melhor para a Q. Já para o quesito abertura, não tem pra ninguém, a Q é fantástica, a composição preta deu uma dramaticidade incrível para a página dupla, que é minimalista até dizer chega.

Para quem não se lembra, Lily costumava aparecer, no início de sua carreira, assim:

60' Girl

Até que em janeiro de 2008 tentou virar o jogo. Emagreceu, colocou um mega-hair, fez cara de gatinha e foi parar na capa da GQ. O resultado é muito bom, mas não durou muito.

A primeira vez a gente nunca esquece...

Em setembro do ano passo, depois de muita bebedeira, peito e bunda exposta gratuitamente, a moçoila tingiu o cabelo de rosa e apareceu, digamos, não muito bem na capa da Paper e em diversos tablóides.

Junkie Girl

Como designer chato que sou, diria que Lily Allen é um belo case de reposicionamento de marca. Uma boa equipe especializada em branding adoraria analizar toda a tragetória e ver o quanto sua marca está mais valorizada após tanto trabalho. Enquanto fã, tenho adorado tudo isso, afinal tinha uma vergonha alheia das pagações de mico da brit bitch preferida.

Para ler ouvindo:
The Fear

ou


Womanizer

Pelos 4 cantos do mundo

Para não perdermos nenhuma GQ de vista (são tantas que fica realmente difícil acompanhar), segue a lista das principais GQs que estão numa banca bem longe pertinho de você.

Na Itália, quem colore a capa da GQ é a atriz americana Amber Heard que faz par com Johnny Depp no filme “The Rum Diary”.

Itália: Amber Heard

Johnny Depp sempre soube das coisas

Na alemã, Justin Timberlake conseguiu uma capa bem mais cool que a da GQ EUA do mês passado. A foto é do mesmo ensaio originalmente publicado na edição made in USA, mas a foto selecionada é infinitamente melhor que a da capa americana.

Alemanha: Justin Timberlake

Taiwan: O nome da "japa" tá escrito na capa. Sabe lê não?

Robert Pattinson, sonho de consumo de 10 entre 10 teenagers, é a capa da GQ USA. Por acaso alguém aqui assistiu Crepúsculo?

EUA: Robert Pattinson

Mais um pro bonde do fumacê

França: O jornalista Harry Roselmack
(Pensou que era jogador de basquete, né? Te conheço...)


Lara Means, espero a próxima, tá?

A GQ coreana traz a última tendência em capas masculinas gringas: Homens de gravata.

Coréia: Leonardo DiCaprio

Clive Owen mal saiu da capa da Esquire e já entrou na capa da GQ britânica. Divulgação de filme novo é isso aí.
Inglaterra: Clive Owen

Para ver ouvindo: The Blowers Daughter

Espanha: Eugenia Silva. Bem gata

Rússia: James Franco. De gravata, claro!

A bela Anne Hathaway não é a capa da vez da GQ russa conforme uma cambada de blogueiros desocupados anunciaram por aí. Ela foi capa da edição de janeiro/09 da publicação, mas merece, sim, ser vista aqui também.

Rússia jan/09: Anne Hathaway

Miranda Priestly ficaria orgulhosa

P.S.: Jennifer Aniston está nas capas das GQs mexicana e japonesa com aquelas fotos da edição americana de janeiro que a gente viu lá em dezembro. Já deu uma cansada, esperaremos a próxima GQ inédita dela.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Mulher bonita é aqui?

Aqui onde?! Nessa capa da Sexy que não é, né? Meu Deus, fiquei até curioso pra saber de qual encruzilhada a Sexy catou essas quatro bagaceiras mochileiras.

Beira de estrada total

Sobre a capa, de cara lembrei da belíssima capa da ex-BBB Flávia Viana que pode e merece ser revista aqui. A combinação das cores é fantástica, mas para não dar essa momentânea sensação de déjà vu me abdicaria do vermelho do logo com certeza. A produção de moda é coerente. Não vi a capa em mãos ou numa ótima resolução para afirmar overdose de photoshop, mas o quarteto fantástico me parece bem artificial nesse jpeg daqui. O recorte dos cabelos também não ficou legal. Sei lá, as mulheres são tão feias que não dá pra saber se a capa é ruim por causa delas ou por causa de terceiros. Só sei que ficou com cara de revista barata.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Brunet, Yasmin Brunet

Taí a capinha da Maxim Brasil com Yasmin Brunet, modelo e filha de vocês já sabem. Gosto da foto, apesar de sentir total falta do pé esquerdo. Na minha opinião, ou entrava com o pé esquerdo ou não entrava, ainda mais se a gente ler toda a chamada de capa "Chicote ou algema?". Bem, pensando pelo lado positivo deu até pra dar risada. O resto da capa é a cara da Maxim, ou seja, feia.

Ah, sim, o ensaio de capa vem novamente sem o pôster (motivo: os caras da Maxim detestam qualquer tipo de rotina ou padrão... Só dando risada mesmo) e agora com menos 6 páginas (!), totalizando apenas 10. Divertido, né?! Depois comento mais. Ou não.

Fetichistas do meu Brasil, chorem!

RS Brasil?

A Rolling Stone americana com os tiozinhos do U2 na capa ainda é comercializada nos EUA e sua versão enlatada já chegou às bancas do Brasil. Estaria achando o máximo se esse fato ocorresse há uns 10 anos atrás, mas hoje, com as facilidades da internet, acho profundamente desinteressante, com cara de "já vi esse filme antes", sabe? Desculpem o meu ufanismo, mas quero brasileiros na capa da RS Brasil, que essa capa seja projetada por designers e diretores de arte brasileiros e que a reportagem de capa seja escrita por jornalistas brasileiros. Uma Rolling Stone Brasil de verdade.

Cadê a ginga do povo brasileiro?

quarta-feira, 11 de março de 2009

15 minutos...

...de fama (pra ela) e de alegria (pra gente)

Quem acompanhou o BBB 9 ou deu uma espiadinha no Paparazzo da Michelle Costa, primeira eliminada do programa (nota: sempre sinto vergonha alheia do 1º eliminado da casa), não esperava muita coisa da Playboy do mês, já que a dublê de modelo apareceu apática na telinha da Globo e no Paparazzo sem nenhum vestígio de fotogenia.

Mas não é que o ensaio rendeu? E olha que ele está a léguas de distância de ser o supra-sumo da originalidade. Leitinho na tigela? Ok, já vimos algumas vezes. Fotos na cama ou no sofazão então... Mas sabemos que praticamente todas as poses, ângulos e locações possíveis já foram exploradas pela dupla Playboy & Duran e o restante acaba sendo variações do mesmo tema. Porém, nesse ensaio, as variações do mesmo tema são muito bem feitas. Sem contar que a outrora apática e nada fotogênica BBB de uma semana mostra-se inacreditavelmente sedutora nas fotos, acendendo em algumas uma vela pro santo e em outras, meu Deus, uma vela pro Diabo. Sem contar os impetuosos peitinhos naturalmente siliconados (ou siliconados naturalmente?) absurdamente “fotogênicos” e ladrões de cena.

Ele olha pra cima, ela olha pra você e você, aposto, olha pra ele

Como diz a chamada de capa, Michelle é gostosa sim. O "ousada" é mais pra vender revista, mas a moça também não chega a ser puritana (pagando bem, né, Michelle?). No ensaio há fotos quentes e reveladoras sem descambar para a vulgaridade, contudo esse ousada aí da capa faz referência à suposta foto polêmica, onde um pingente de cristal posicionou-se, assim como quem não queria nada, numa área altamente erótica (para o mau entendedor: sim, estamos falando do dito cujo, o cu). Pervertido que sou, fiquei imaginando algo parecido com isso aqui. Mas a foto não tem quase nada de apelativa. Não dá pra ver direito nenhuma das duas “joias”, bem, talvez com o auxílio de uma lupa, mas ainda não fiz o teste pra ter certeza. Fica pruma próxima.

Cadinho de ousadia na da esquerda e tiquinho de Sandy na da direita
(a foto do, sem meio termo, cristal no cu só na PBY)

Para encerrar, a produção do ensaio é acertada e de muito bom gosto. Excluiria apenas as fotos das páginas 91 (a BBB aparece com uma calça estampada que destoa completamente das demais peças), a colorida do pôster (americanizada demais pro meu gosto) e dispensaria os acessórios das fotos das páginas 96 e 97. Todas as demais fotos são muito boas e irretocáveis.

Independente se você curte ou não o Big Brother Brasil ou se a Michelle será uma Grazi da vida ou apenas mais uma ex-BBB completamente esquecida daqui a um ano (99,99% de probabilidade para a 2ª opção, diga-se de passagem), vale a pena dar uma espiadinha - e uma compradinha! - na Playboy do mês. No mínimo, 15 minutos de alegria garantidos.

Fotos Reprodução: Revista Playboy

Não leve a mal. A capa

Olhos de Capitu ao vento

Giovanna Antonelli é, sem dúvida, uma das recordistas de capas da temporada. Desde que "Três Irmãs" fechou seu elenco já pudemos vê-la na VIP, NOVA, Marie Claire e ainda em diversas publicações semanais. Agora é a vez da Estilo de março entrevistar e fotografar Giovanna. A capa é simples e sem graça, como todas do grupo InStyle e me dá um forte deja vu, tanto pela roupa (Reinaldo Lourenço) quanto pela batida diagramação vermelha. Sem falar do olho morto, do sorriso forçado, do cabelonsh ao vento. Tá bom não.

Apesar disso, gostei das fotos do ensaio e mais ainda da matéria A moça tem mesmo carisma. Quanto às fotos, que é o que nos interessa, não houve tanto segredo: tudo preto e branco com cores apenas nas chamadas e frases de destaque. Simples, prático e chic. Ok, para quem não quiser errar.

Paguei língua de degredê?

PS1: Não conheço o trabalho do fotógrafo Fernando Louza. Alguém?
PS2: No interior tem um ensaio com a Sarahyba e as melhores peças de inverno. Nada de mais.

terça-feira, 10 de março de 2009

Atenção nos textos

One shoot only

Todas as publicações nacionais especializadas em moda do mês de março trouxeram a cobertura do Fashion Rio e do SPFW como principal destaque. No entanto, pouco acrescentaram e produziram para agradar seu público, algo frustrante e com um quê de comodismo. Há exceções, claro. Mas isso é assunto para outros posts.

A COOL dessa temporada produziu uma ótima e moderna capa com Aline Weber, fugindo dos looks jabás manjados das demais publicações. Adorei as cores, as chamadas, a produção, a pose. e a modelo, claro. Apesar do seu conteúdo girar apenas em torno de dicas de viagens, compras, fotos de eventos e da cobertura dos desfiles, sem nenhum ensaio publicado, vale a pena dar uma conferida graças às ótimas resenhas dedicadas às marcas nacionais e suas apresentações de inverno 2009, tudo muito bem editado, acompanhado de fotos especiais de backstage.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Ciclo bem fechado

Almanaque Sato

Os comentários da VIP de março aparecerão com mudança de tom devido a saída, ainda sem motivos divulgados, do editor chefe Celso Miranda. A publicação parecia começar a entrar num formato aceitável, desenvolvendo personalidade e remetendo diretamente aos seus períodos mais felizes. Mudanças são necessárias, mas as desse tipo só prejudicam os leitores graças ao espaço de adaptação que todos somos obrigados a engolir esperar. Esperar pra ver.

E em março a VIP veio nesse espírito mesmo, matérias leves, notas divertidas, tecnologia, dicas masculinas, futebol, colunas, pegação, culinária, automobilismo e cultura. Tudo correto, mas sem mais ressalvas.

Sabrina Sato sim merece o destaque recebido. Aqui e na revista. O ensaio veio com clima de homenagem, assim como feito para Luana Piovani em janeiro. Muitas páginas, muitos ângulos, inclusão de preto e branco, bons recortes, entrevista especial e capa respeitável. Para ensaios com very important people de verdade e que já posaram tantas vezes antes, a melhor solução é mesmo fazer diferente e tornar o trabalho especial.

Enfim deixaram as capas caretas de lado e ousaram um pouco. Foto em close sempre agrada e como uma amiga disse, "Tomate e Turquesa é o novo Preto e Branco". Mesmo o chapéu usado por Sabrina que desagradou alguns leitores do dasBancas de início é bem justificado pelo clima 70's que comanda o ensaio.

E para aqueles que insistem em reclamar de JR Duran e seus ensaios repetitivos, seguem exemplos de "fotos de sofá" que não deixam margem para críticas:

Viva o sofá clichê

Ah, a Itália..

Porque na Itália, até a Maria Claire dá show!

Clichê bem feito é simplesmente um luxo!

A equipe veio a Trancoso e não poderia fazer diferente: mulher bonita, sensualidade e nudez na medida, beleza natural, sol e praia. O Brasil na visão da Marie Claire Itália poderia estar em qualquer revista brasileira. O que falta por aqui é sutileza. Não é necessário fazer cara de "me come" para ser sexy, nem tão pouco parecer um frango assado para mostrar as maravilhas do sol. As coisas feitas com jeitinho, calma e delicadeza funcionam muito melhor...

Sem contar que uma edição bem feita conta muito. Design pensado também ajuda, mesmo quando os elementos usados para compor a página não são os mais bonitos.


ps.: Assim que comentei com o Greg sobre esse editorial, um professor dele (que não me lembro o nome) enviou um e-mail com a dica, por isso, não pode passar em branco. E, pessoal, mandem mais dicas e nos sigam no Twitter. Ah, prometo aparecer mais essa semana, a coisa tem que ficar melhor pro meu lado...

domingo, 8 de março de 2009

A fila anda na VIP

Celso Miranda, que ocupou interinamente o imenso vazio deixado com a saída do saudoso Diretor de Redação Edson Rossi, não é mais o Editor Responsável pela VIP. Ao todo foram 19 edições (17 regulares e 2 especiais) assinadas por ele. Confiram!

By Celso Miranda

Sinceramente, de início não ia com a cara do cara por n motivos: no meu 1º contato com ele recebi uma resposta de uma linha - praticamente um “Vou estar registrando sua solicitação. Seu contato é muito importante para nós” -, depois foi a avalanche de BBBs desnecessárias nas capas e, por fim, seu jeito de conduzir a VIP mais os seus textos do editorial “Ao Leitor”/“Making Of VIP” que me lembravam demais o Felipe Zobaran, atualmente Chefe do Chefe Diretor de Núcleo das masculinas da Abril e, no passado, quem comandou a VIP antes do Rossi na, pra mim, pior fase da revista (só para constar: o Rossi já me lembrava o elegante e atencioso Marco Antonio de Rezende, primeiro Diretor de Redação da VIP).

Mas de uns 6 meses pra cá estou gostando muito da VIP e, de quebra, do Celso. Tivemos ótimas capas na era “Celsão” (Fernanda Machado e Luana Piovani são minhas favoritas) e o cara se mostrou solícito com os leitores. É claro que ele também cometeu erros nesse final de percurso (a eleição das 100+, por exemplo), mas quem não comete? Fazendo um balanço geral, como LEITOR, considero que o cara fez um bom trabalho. Desejo sorte e sucesso ao Celso e quando ele estiver no comando de alguma revista/jornal a gente volta a encher o saco comentar o trabalho dele aqui.

Marco Antonio, Zobaran, Rossi e Celso... Who's next?

P.S.: O motivo da saída do Celso à frente da VIP (vendas? Relacionamento?...) ainda não foi informado pela Abril e nem o nome de quem ocupará o quarto do líder a cobiçada cadeira do Diretor de Redação da VIP. Ficamos no aguardo.

Fotos Reprodução: Revista VIP

Cuidado com a crise que a crise te pega

E pegou mais uma. Nessa semana foi anunciado que a renomada revista inglesa Arena, com 22 anos de praça, será extinta. Sua última edição será a de abril e morre aqui a esperança de voltarmos a ver ensaios inacreditáveis como o épico de Gisele por LaChapelle nas páginas da pobre Arena. Sem dúvida alguma, a Arena deixará saudades.

Éter-na-mente



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